Um dos agentes do volante Éderson, o paulista André Cury defendeu nesta quarta-feira, em entrevista à Rádio 98FM, a proposta que realizou, ao lado de seus sócios, ao Cruzeiro. O grupo de empresários busca a liberação do jovem atleta, de 20 anos, que espera a Justiça do Trabalho definir um pedido de rescisão indireta. Cury também representa os interesses do atacante David, outro que acionou a Raposa judicialmente.

“A gente ofereceu R$ 10 milhões para eles liberaram os dois meninos (Éderson e David) e deixarem eles tocar a vida e não correr o risco dessas ações que podiam chegar a R$ 30 milhões. Eles não quiserem ouvir. Na verdade, o Ocimar (Bolicenho, diretor de futebol) que entende mais de futebol, sabe o que vai acontecer, estava propenso a fazer o acordo. O Benecy (Queiroz, supervisor) também. Mas o Carlos (Rocha, interlocutor do Conselho Gestor no departamento de futebol), um cara novo aí que chegou no futebol, acho que mexe com carne, não sei o que ele mexe, não consegue ter essa sensibilidade, de saber que isso ia acontecer”, disparou.

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David já foi anunciado como jogador do Fortaleza, que pagou cerca de R$ 5 milhões a investidores para ter 50% dos direitos econômicos do jogador. O atacante conseguiu assinar novo contrato depois de obter liminar na Justiça do Trabalho.

“O David ganhou mandado de segurança, a multa de R$ 15 milhões já existe, e nós voltamos no Cruzeiro para propor o seguinte acordo: tiramos a multa dos 15 milhões, você resolve também a ação do Éderson, que pode virar multa de R$ 5 milhões, mais problema do seu parceiro, do Desportivo Brasil e do Vitória, que pode ser coisa de R$ 10, R$ 15 milhões. Está somando aí R$ 30 milhões, R$ 35 milhões, e ainda propomos R$ 2 milhões que eles devem de salário atrasado pros jogadores, a gente abre mão. Dá R$ 2 milhões pro clube, em dinheiro, e quita uma dívida de R$ 3,8 milhões que eles têm com a gente (empresários). Quer dizer, eles receberiam R$ 7,8 milhões, mais ou menos, e deixariam de gastar entre R$ 30 milhões e R$ 35 milhões”, explicou, antes de voltar a criticar a direção do Cruzeiro.

“De novo, o Benecy e o Ocimar estiveram na reunião, querendo fazer o acordo, e o Carlos, que é o gestor, não está disposto a fazer o acordo. Quero deixar claro aqui, que quando a conta aumentar lá na frente, tem nome e tem culpado, porque se estou procurando o cara para fazer o acordo... É muito fácil ele falar ‘ah, o André Cury é persona non grata, mas sou persona non grata por quê? Porque você não paga o salário do seu jogador. É uma coisa que tem que ser esclarecida aí”, complementou.

PERSONA NON GRATA

Em 24 de janeiro, durante entrevista coletiva na Toca da Raposa II, Carlos disse que Cury era pesona non grata - pessoa que não é bem-vinda, ou a quem se fazem restrições - no Conselho Gestor do Cruzeiro por "prejudicar o Cruzeiro em várias negociações". “A gente não tem sentimento de amizade com ele nesse momento”, declarou, na oportunidade.

Embora tenha sido aventada pelo Cruzeiro, a volta de Éderson é bastante improvável neste momento. O jogador passa férias no Rio de Janeiro e desperta interesse de clubes brasileiros, como o Bahia. Na mesma entrevista, Cury disse que “os jogadores não querem mais” o clube.

“Os jogadores não querem mais o Cruzeiro, se quisessem fariam acordo. Mas estão todos abertos a fazer uma acordo porque ninguém quer prejudicar o Cruzeiro, eles querem é cuidar da vida deles, trabalhar, fazer o que eles sabem que é jogar futebol, em paz, tranquilo, e sem dar prejuízo para o Cruzeiro”, garantiu.

Fonte: SuperEsportes

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