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Qual será o prazo de validade de Vanderlei Luxemburgo no Vasco?

Luxemburgo estava distante dos gramados desde 2017, quando comandou o Sport entre maio e outubro daquele ano. Seu período no time nordestino começou forte, com a vitória sobre o Salgueiro por 2 a 1 no placar agregado para levar o Campeonato Pernambucano, e a chegada ao quinto lugar no Campeonato Brasileiro em julho.

Mas uma vez que o gás inicial começou a fugir e o time iniciou sua derrocada na competição nacional, os dias do “Pofexô” estavam contados. Uma derrota de 2 a 0 para o time colombiano Junior Barranquila nas quartas de final da Copa Sulamericana, logo após uma acachapante derrota de 5 a 0 pra o Grêmio no Brasileirão, armou o cenário para a demissão do técnico de um trabalho que, considerando seus recursos, já superava e muito as expectativas do começo do seu trabalho.

O Vasco e sua torcida esperam um efeito parecido. Luxemburgo, que agora volta às laterais dos campos sob comando do cruzmaltino, tem sede de provar aos seus detratores que ainda há lugar para “dinossauros” do futebol como ele.

E o trabalho de Luxa será hercúleo, para não dizer o contrário. Atualmente o Vasco se encontra na última colocação do Campeonato Brasileiro, o único campeonato disputado pelo time após ser eliminado da Copa do Brasil pelo Santos. A luta contra o rebaixamento é clara e ilustrada pelas dicas de apostas de futebol da Betfair, que colocam o time carioca como 15° entre 20 clubes no favoritismo pelo campeonato.
Infelizmente, os anos de má gestão minaram o Vasco quase que por completo. Faltam recursos em um elenco recheado por nomes desconhecidos ou que estão em busca de redenção. O lado positivo é que o clube não perdeu (ainda) alguns nomes que foram importantíssimos na luta contra o rebaixamento do ano passado, como os atacantes Yago Pikachu e Máxi López.

Entretanto, o Vasco vai ter que ir além dos gols da dupla para conseguirem a retomada no campeonato que vai retirá-los do atoleiro. É aí que entra a experiência de Luxemburgo no vestiário.

O técnico nascido na cidade de Nova Iguaçu, no Rio de Janeiro, já possui 39 anos de experiência como treinador. Desde que começou sua carreira no Campo Grande, time do subúrbio da capital carioca, em 1980, ele passou por times grandes e pequenos do Brasil, de norte a sul do país. Suas viagens incluem até mesmo passagens pelo exterior, treinando clubes da Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos, Espanha e China.

Seu conhecimento tático pode estar já defasado frente a técnicos mais jovens ou que estudam o futebol com mais afinco, como é o caso de Fernando Diniz no Fluminense e Jorge Sampaoli no Santos. Entretanto, nenhum desses jovens técnicos possuem a experiência de Luxemburgo de lidar com os ânimos inflamados de jogadores à beira do precipício que é o rebaixamento, dentro e fora do vestiário.

Lá fora, é mais do que comum ver os “dinossauros” assumindo times perto do rebaixamento. Na Inglaterra, tivemos casos assim com Sam Allardyce no Everton, que assumiu o cargo do até então inovador Ronald Koeman após um péssimo começo de temporada do atual técnico da seleção holandesa em 2017; e Roy Hodgson no Crystal Palace, que foi contratado pelo clube londrino depois da desastrosa (e curta) experiência com Frank de Boer na mesma temporada.

Não seria diferente aqui no Brasil. Além do folclore que um ícone como Luxemburgo traz aos gramados brasileiros, há também o valor de uma experiência que não pode ser descartada sem cerimônias por qualquer novidade. Será mais do que interessante ver o quão longe o técnico de 67 anos chegará no comando do Vasco. Ainda mais em uma situação onde qualquer coisa além do rebaixamento será vista como um sucesso pela torcida.