(Foto: Reprodução da Internet)

Carille crava Gustagol titular, explica situação de Boselli e expõe plano tático

Mauro Boselli chegou foi contratado para ser a referência do ataque do Corinthians. Gustagol voltou de empréstimo sem saber se ficaria. Mas, depois de apenas cinco rodadas e um amistoso, o centroavante brasileiro já fez o suficiente para ganhar a preferência de Fábio Carille.

Em entrevista coletiva na tarde dessa quarta-feira, o técnico alvinegro deixou claro que Boselli terá de mostrar serviço se quiser desbancar Gustagol, autor de três gols em 2019, além da participação direta no tento de Avelar em cima do Palmeiras.

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“Quero deixar claro: é Gustavo, Love e Jadson. Está jogando bem, cumprindo função, enquanto não me mostrar o contrário é o titular. O Boselli vem de um futebol que tem intensidade baixa (estava no León-MEX), precisa entende o que é o nosso futebol, e vai entender, porque está trabalhando muito. Mas, hoje é o Gustavo”, esclareceu Carille.

Nessa quinta-feira, contra o Ferroviário-CE, pela primeira fase da Copa do Brasil, Gustagol terá pela primeira vez Vagner Love ao seu lado. Também acostumado a ser centroavante, o jogador de 34 anos terá mais responsabilidade que Gustagol na hora de ajudar na marcação.

“Eu falei com ele, ele vinha jogando assim no Besiktas, foi assim que ele jogou no Flamengo com Adriano, início de carreira foi com Edmilson de nove e ele perto. É um jogador privilegiado fisicamente, não tem erro. Não teve dificuldade nenhuma em aceitar”, comentou Carille.

Para o desafio na Copa do Brasil, Mateus Vital perdeu espaço no time mesmo depois de uma grande atuação no Derby do último sábado. A escolha foi apontada durante a entrevista no CT Joaquim Grava e o treinador explicou sua opção.

“Foi muito bem. Eu preciso ser mais agressivo, equilibrar. O Sornoza jogou no meio, é outra posição, o Ramiro fez esse trabalho muito bem feito no Grêmio, algo que o Corinthians fez com Jorge Henrique e Romero nos últimos anos, com um lado mais marcado, mais tático, e o outro mais solto. Essa é a ideia. Jogadores chegando, entendendo o que é Corinthians, tem de ter um pouco de paciência. A questão de conjunto, propor jogo, requer um pouco mais de tempo”.

O clássico, aliás, ainda está fresco na memória do torcedor corintiano e do técnico da equipe. A formação inédita na temporada levou a algumas divergências de leitura tática.

“É 4-3-3 porque o Sornoza e o Ramiro jogaram na linha do Ralf, baixo. No 4-1-4-1 esses volantes jogam mais avançados. Eu precisava fechar aqueles espaços ali por causa de Dudu, do Lucas Lima, por isso eu considero 4-3-3”, disse Carille.

Agora, com a chegada de Júnior Urso, mais um atual titular deve perder vaga no time. Pelos treinamentos e pelas recentes entrevistas de Carille, imagina-se o futuro meio de campo do Corinthians formado por Ralf, Urso, Ramiro e Jadson, com Love e Gustagol à frente.

“Hoje eu vou trabalhar assim, mas daqui a pouco posso trazer o Ramiro para dentro, fazer um meio mais forte, junto com Ralf, Richard, Gabriel, seja quem for, e voltar para o 4-3-3. Estou procurando ainda a forma ideal de jogar. A ideia é em cima do que você falou, mas ainda não sei quem serão os nomes ali na frente”, despistou o treinador.

Por ora, a cabeça está no confronto com o Ferroviário, marcado para às 21h (horário de Brasília), no Estádio do Café, em Londrina. E a escalação corintiana deverá ter: Cássio; Fagner, Manoel, Henrique e Danilo Avelar; Ralf, Ramiro, Sornoza e Jadson; Love e Gustagol.

Gazeta Esportiva

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