(Foto: Reprodução da Internet)

Missão 9: Gustagol, Boselli e Love farão o torcedor do Corinthians 'esquecer' Jô?

Após um ano de 2018 frustrante e atípico, com inúmeras derrotas em casa e campanha de quase rebaixado no Brasileirão, o ​Corinthians foi ao mercado e trouxe nada menos que nove reforços para a nova temporada. A única posição que não ganhou uma contratação foi a meta, já que Cássio e Walter seguem formando uma das duplas de goleiros mais competentes do país. Por outro lado, o setor ofensivo foi o que mais recebeu novidades, especificamente a referência ofensiva, como já era previsto.

​​A crise dos 9, maior dor de cabeça do clube alvinegro desde a transferência de Jô ao futebol japonês em dezembro de 2017, foi combatida com tentativas falhas ao longo do ano passado. Kazim, Matheus Matias, Roger, Emerson Sheik, Danilo e até Romero improvisado foram utilizados no comando do ataque, sem retorno. O artilheiro da equipe em 2018 foi o meia Jadson, sintoma de como o clube se ressentiu da despedida de seu principal goleador. Para não repetir o enredo que se provou falho, com apelo por soluções domésticas ou baratas, o Alvinegro foi atrás de 'artilharia pesada': não só um, mas três novos centroavantes para o elenco, dando múltiplas opções para Fábio Carille escalar seu ataque.

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Gustavo Silva, artilheiro do Brasil em 2018, chegou ao Parque São Jorge sem custos, já que seu passe pertence ao próprio Timão. Emprestado ao Fortaleza, brilhou sob comando de Rogério Ceni e foi um dos responsáveis diretos pelo título da equipe cearense na Série B. Retornando ao clube paulista, tem dado os primeiros indícios de se sentir a vontade com a pesada camisa, sendo um dos bons nomes da equipe nestas primeiras rodadas de Paulistão. Dos três contratados que podem ocupar a posição do Ə', Gustagol é o menos badalado, mas o que mais me empolga, particularmente. Tem potencial para render demais na Arena.

Pelo grande esforço feito para sacramentar sua contratação, Mauro Boselli é o potencial titular no comando de ataque alvinegro. Sua experiência e currículo justificam a possível preferência, apesar do bom início de Gustagol. No entanto, o torcedor alvinegro precisará ter paciência, já que o futebol brasileiro é muito diferente em suas exigências físicas, táticas e técnicas em relação ao futebol mexicano, onde o centroavante passou os últimos cinco anos de sua carreira. Por fim, Vagner Love, contratação que se justifica mais pelo histórico e pelo peso do nome do que pela fase do veterano em si.

Juventude do primeiro, rodagem do segundo e identificação do terceiro. Três grandezas importantes em três atletas diferentes. É uma boa fórmula para preencher o vazio deixado por Jô, artilheiro do hepta corintiano. Resta saber se a comissão técnica alvinegra conseguirá extrair o melhor de cada um, ainda que, inevitavelmente, o banco de reservas seja a realidade para algum deles. De zero para três, o Corinthians tende a ganhar.

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