(Foto: Reprodução da Internet)

Corinthians vai de candidato a melhor do mundo a 'rei' dos problemas judiciais em seis anos

Há seis anos, Andrés Sanchez deixou o primeiro mandato no Corinthians e afirmou, em entrevista ao UOL Esporte, que o clube seria o maior clube do mundo até 2015. Mas o presidente voltou ao cargo em 2018 e além de lidar com uma cautela financeira para contratar, tem visto a instituição com problemas na Justiça ao longo do ano, como a que aconteceu nesta quinta-feira com a penhora da taça do Mundial de 2012.

A ação na Justiça do Instituto Santanense foi apenas mais uma das que o Corinthians teve no noticiário durante o ano de 2018. Entre dívidas com a Receita Federal, jogadores e empresas diversas, a atual diretoria que assumiu o clube em fevereiro teve que se movimentar juridicamente para conter problemas maiores.

QUER SABER MAIS SOBRE O CORINTHIANS? CLIQUE AQUI.

Em relação ao Instituto, Luis Paulo Rosenberg, diretor de marketing, deu coletiva ao lado do pró-reitor administrativo da Santanense para tranquilizaram sobre as dívidas ao sinalizarem um acordo.

Não que uma potência no futebol não possa ter dívidas, mas o que chama atenção foi a projeção otimista de Andrés Sanchez em 2012 quando afirmou que Real Madrid, Barcelona e Manchester United ficariam para trás em relação ao Timão em até três anos.

“Aproveito este momento de festa para deixar um recado. Podem anotar: até 2015, o Corinthians será o maior clube do mundo, dentro e fora de campo. Seremos os maiores em elenco, títulos e arrecadação. Não vai ter para Barcelona, Real Madrid ou Manchester United. Iniciamos um trabalho pensando no longo prazo há quatro anos e vamos colher os frutos daqui a pouco”, disse Andrés, então diretor de futebol da CBF, ao UOL Esporte.

Mas a situação em 2018, ao assumir o Corinthians novamente, se mostrou totalmente outra. Além de manter a política de contratação do “bom e barato”, ter que trabalhar para a diminuição das dívidas, que é de R$ 504 milhões até agosto, sua gestão já teve que lidar com cobranças judiciais que chegaram na mídia.

RELEMBRE ALGUNS CASOS DE PROCESSOS DO CORINTHIANS EM 2018

Monte Azul bloqueia mais de R$ 100 mil do clube

Uma das primeiras bombas que a nova gestão de Andrés Sanchez teve que correr atrás foi por uma dívida com o Monte Azul, clube do interior de São Paulo. Em março desse ano a Justiça bloqueou R$ 102 mil por causa de um débito cobrado pela modesta equipe pela compra do zagueiro Del’Amore.

Em contato com o portal “Meu Timão” na época, o departamento jurídico, comandado então pela recente gestão de Andrés, comunicou que o clube:

“tem se empenhado em sanar suas dívidas e vem regularizando progressivamente sua situação perante credores. No caso em questão, não houve possibilidade de obter acordo junto ao Atlético Monte Azul, de modo que o valor alegado como devido encontra-se transferido para conta judicial vinculada ao processo”, informou.

Receita Federal cobrou quase meio bilhão de reais em impostos do Corinthians

Poucos dias depois do bloqueio do Monte Azul, o Corinthians viu a Receita Federal cobrar R$ 487 milhões em impostos. A isenção de impostos que o clube tinha havia acabado e cobranças como: débitos de Imposto de Renda, Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL), Programa de Integração Social (PIS) e Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (Cofins) tinham sido solicitadas pelo órgão.

O Corinthians, porém, alegou que não estava sabendo das cobranças e por isso ficou sem pagar os impostos. A Receita afirmou que enviava as cobranças por Domicílio Tributário Eletrônico e o Timão respondeu que não escolheu receber as cobranças pelo domicílio eletrônico, já que até então recebia pelos correios.

A Justiça Federal aceitou as alegações do Corinthians e suspendeu a cobrança milionária por meio de uma liminar.

Empresa de telas cobra quase R$ 20 mil de serviços prestados no Parque São Jorge

O mês de março foi corrido para a nova gestão de Andrés Sanchez. Na época a ESPN.com.br informou que a empresa “Help Telas e Alambrados Ltda” havia entrado na Justiça por causa de um pagamento não feito pelo Timão.

A companhia disse que em agosto de 2017 havia sido solicitada para colocar telas no Ginásio Bernardão, no Parque São Jorge, onde treinam e jogam as equipes de juniores de vôlei do Timão.

Pelo trabalho feito, mais o pouco mais de R$ 1 milhão de juros e outras cobranças da empresa o total da cobrança chegou a R$ 18.129,31.

Empresa de ‘marmitas’ volta a cobrar o Corinthians por dívida

A Folha de S.Paulo havia noticiado no começo de setembro que o Corinthians novamente tinha tido suas contas bloqueadas por causa da Refine Comercial, cobrança que ficou conhecida como ‘dívida de marmitas’. Na ocasião o jornal informou que R$ 3,9 mil não haviam sido quitados com a empresa.

No mesmo dia a assessoria do clube comunicou que os débitos informados pelo jornal já haviam sido pagos para a Refine Comercial.

Prefeitura tenta derrubar liminar que protege Corinthians de pagar uma dívida por impostos

O UOL Esporte informou nesta sexta-feira que a Prefeitura de São Paulo entrou com um recurso para derrubar a liminar que impede o Alvinegro de pagar R$ 150 milhões em impostos. A maior parte das cobranças são de ISS (Imposto sobre Serviços).

O Corinthians alega que as atividades do clube não estão sujeitas a este tipo de cobrança.

Conteúdo publicado originalmente no site www.Torcedores.com

RECEBA NOTÍCIAS DO CORINTHIANS DIRETO NO SEU MESSENGER. NÃO PERCA TEMPO! É DE GRAÇA!

Mais sobre - Corinthians