(Foto: Reprodução da Internet)

70 anos de Felipão: Relembre a sua carreira na seleção brasileira

Um dos treinadores mais vitoriosos do futebol brasileiro, Luiz Felipe Scolari, o Felipão, completa nesta sexta-feira(09), 70 anos de idade.

Com cerca de vinte clubes ao redor do mundo no currículo e inúmeros títulos, sobretudo por Grêmio e Palmeiras, Felipão, nascido em Passo Fundo-RS, também dirigiu as seleções de Brasil, de Portugal e do Kuwait.

Pelo Brasil, Scolari foi do céu ao inferno, ou seja, do pentacampeonato de 2002 aos 1 x 7 diante da Alemanha em 2014. É fato que a derrota no Mineirão há quatro anos, embora vexatória, não desmerece a vitoriosa carreira do treinador, principalmente a grande conquista da Copa do Japão e da Coréia do Sul.

Em 2001 a seleção, comandada por Leão, estava ameaçada de não se classificar para a Copa do Mundo, que seria disputada no ano seguinte, no Japão e na Coréia do Sul.

Luiz Felipe Scolari já havia conquistado até então títulos expressivos, como as copas do Brasil por Criciúma (90), Grêmio (94) e Palmeiras (98), duas Libertadores—Grêmio (94) e Palmeiras (99). Em 2000, sob seu comando, o Cruzeiro fez a melhor campanha da inchada Copa João Havelange—O Campeonato Brasileiro daquele ano, vindo a ser eliminado pelo Vasco, nas semifinais.

Em 2001, o gaúcho conquistou com o Cruzeiro, a Copa Sul-Minas, numa final contra o Atlético-PR, com gol de Sorín. No mês seguinte, o treinador da Raposa aceitava o convite para treinar a seleção canarinha, após uma derrota desta para a Austrália por 1 a 0, na disputa pelo terceiro lugar da Copa das Confederações.

A estreia de Scolari se deu no dia 1º de julho de 2001, com derrota por 1 a 0 para o Uruguai, em Montevidéu, pelas Eliminatórias da Copa. Em seguida, o Brasil embarcou para a Colômbia, para a disputa da Copa América, onde uma campanha ruim foi finalizada com um vexame diante de Honduras nas quartas de final, com uma derrota por 2 a 0.

Depois de golear o Panamá em Curitiba por 5 a 0 num jogo amistoso, o Brasil tinha cinco jogos das Eliminatórias pela frente. A seleção perdeu para a Argentina e Bolívia fora de casa, vencendo os seus compromissos em casa, contra Paraguai (2 a 0) em Porto Alegre, Chile (2×0) em Curitiba e carimbando o passaporte para a Ásia após anotar 3 a 0 contra a Venezuela, em São Luís.

A seleção de Felipão ainda disputou seis amistosos antes da copa, com 5 vitórias e um empate diante de Portugal.

Na convocação para o Mundial, no dia 6 de maio de 2002, o técnico não cedeu a pressões de parte da imprensa e de torcedores, ao não levar Romário. Eis a lista:

Goleiros
Marcos (Palmeiras)
Dida (Corinthians)
Rogério Ceni (São Paulo)

Laterais
Cafu (Roma-ITA)
Roberto Carlos (Real Madrid-ESP)
Júnior (Parma-ITA)
Belletti (São Paulo)

Zagueiros
Lúcio (Bayer Leverkusen-ALE)
Anderson Polga (Grêmio)
Roque Júnior (Milan-ITA)
Edmílson (Lyon-FRA)

Volantes
Emerson (Roma-ITA)
Gilberto Silva (Atlético-MG)
Kléberson (Atlético-PR)
Vampeta (Corinthians)

Meias
Juninho Paulista (Flamengo)
Kaká (São Paulo)

Atacantes
Rivaldo (Barcelona-ESP)
Ronaldo (Internazionale-ITA)
Ronaldinho Gaúcho (PSG-FRA)
Edílson (Cruzeiro)
Luizão (Grêmio)
Denílson (Betis-ESP)

Na véspera do primeiro jogo da competição, o meia Ricardinho, do Corinthians, foi convocado para o lugar do volante Emerson, que havia sido cortado por lesão.

A estreia na Copa do Mundo do Japão e Coréia foi contra a Turquia, umas das sensações da Europa na época. E não foi fácil, vitória de virada por 2 a 1, gols de Ronaldo e Rivaldo. A seguir os brasileiros não perdoaram a fraca seleção chinesa, com sonoros 4 a 0, com tentos de Roberto Carlos, Rivaldo, Ronaldinho Gaúcho e Ronaldo.

Já classificado, o grupo verde e amarelo ainda se deu ao luxo de poupar jogadores na terceira rodada, diante da Costa Rica. Nova goleada, dessa vez por 5 a 2, com dois de Ronaldo, e Rivaldo, Edmílson (de bicicleta) e Júnior, com um cada.

Nas oitavas de final o Brasil passou pela Bélgica (2×0), gols dos maiores nomes daquele recheado time- Rivaldo e Ronaldo. Os belgas tiveram um gol mal anulado, marcado por Wilmots, aos 35 do 1º tempo, quando o jogo ainda estava 0 a 0.

Pelas quartas, o Brasil venceu a Inglaterra, de virada por 2 a 1, gols de Rivaldo e Ronaldinho Gaúcho— que foi expulso naquela partida.

Os turcos estiveram no caminho da seleção de novo nas semifinais, e mais uma vez a vitória foi no sufoco, com um belo gol de Ronaldo.

Os comandados de Felipão conquistaram o pentacampeonato no dia 30 de junho de 2002, ao vencerem a Alemanha por 2 a 0, dois gols de Ronaldo. O Brasil voltava a vencer o maior campeonato de futebol de planeta oito anos após e com aproveitamento de 100% na competição, com sete vitórias nos sete jogos disputados

Luiz Felipe se despediu do time num amistoso contra o Paraguai em agosto daquele ano, com derrota por 1 a 0 em Fortaleza.

A seguir, o técnico seguiu o sonho de trabalhar na Europa, dirigindo a seleção de Portugal, onde chegou à final da Eurocopa de 2004, perdendo a final para a Grécia, em Lisboa. Na Copa do Mundo de 2006, outra boa campanha, obtendo um quarto lugar.

Scolari retornou à seleção em novembro de 2013. O seu reencontro foi contra a Inglaterra em Wembley, com derrota por 2 a 1.

Após seis amistosos sem nenhuma derrota, o Brasil disputou e venceu a Copa das Confederações em casa.

Depois de vencer Japão, México e Itália na primeira fase, a seleção enfrentou o Uruguai nas semifinais, e levou a melhor: 2 a 1, no Mineirão, gols de Fred e Paulinho.

Felipão conquistara mais um título verde e amarelo no dia 30 de junho de 2013, com a vitória acachapante por 3 a 0 contra a Espanha no Maracanã. Os gols do tetracampeonato da Copa dos Confederações foram marcados por Fred (dois) e Neymar.

A Copa do Mundo sediada no Brasil começou com vitória canarinho por 3 a 1 contra a Croácia, em São Paulo, de virada. Após Marcelo fazer contra, Neymar por duas vezes e Oscar, deram a vitória para os anfitriões.

Depois de empatar em 0 a 0 com o México, no Castelão, em Fortaleza, a seleção atropelou Camarões com 4×1 em Brasília, dois de Neymar, com Fred e Fernandinho fechando o placar.

Nas oitavas de final, num jogo pra lá de sofrido, Brasil e Chile empataram em 1 a 1 no tempo normal, com os donos da casa levando a melhor nas penalidades máximas.

Nas semifinais, diante dos colombianos, vitória por 2 a 1, em Fortaleza.

E no maior vexame da história do futebol canarinho, a trágica e inesquecível derrota por 7 a 1 para a Alemanha. Ali findava o ciclo de Luiz Felipe Scolari como técnico da seleção brasileira.

Mas no aniversário de um dos maiores nomes do esporte nacional, a última imagem desta matéria não poderia ser outra que não fosse a de sua maior glória como técnico da seleção brasileira.

Conteúdo publicado originalmente no site www.Torcedores.com



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