(Foto: Gilvan de Souza / Flamengo)

TST deve julgar até dezembro caso de Willian Arão Por Victor Martins

A briga judicial entre Flamengo e Botafogo pelo volante Willian Arão deve ter um final ainda em 2018. Segundo informação do Globoesporte.com, o Tribunal Superior do Trabalho (TST) deve por em pauta o processo envolvendo o jogador até dezembro.

O Botafogo entrou com um agravo de instrumento para o TST para se discutir o caso, cuja primeira tentativa do Glorioso fora recusada pelo tribunal. O ministro Alexandre Luiz Ramos será o relator do processo, inicialmente a ter o agravo julgado. Caso o parecer seja positivo, o caso em si será levado a julgamento antes do recesso do tribunal, que começa dia 19.

O caso se estende desde 2015. Na época, o Fogão tentou usar uma cláusula no contrato do jogador para sua renovação automática, mas Arão, desejoso de se transferir para o Flamengo, devolveu o pagamento de R$ 400 mil que foram depositados em duas oportunidades pelos botafoguenses.

Na época, a Justiça anulou a cláusula por entender que feriria a proibição da Fifa de investidores terem parte dos direitos econômicos dos jogadores. Na proposta do clube, Willian Arão teria 30% dos direitos e 70% seriam do clube. Os botafoguenses respondem afirmando que a entidade que rege o futebol teria reformado a decisão, liberando jogadores de serem ‘terceiros’ na propriedade de seus direitos econômicos.

Botafogo espera vitória; Defesa de Willian Arão acredita que decisão não muda

“Nossa expectativa é de que finalmente nossas alegações possam ser apreciadas com a devida atenção. Principalmente agora que a Fifa estabeleceu que jogador não é considerado terceiro na questão que envolve direitos econômicos”, disse Domingos Fleury, vice-presidente jurídico do Botafogo.

Nas duas primeiras instâncias, no Tribunal Regional do Trabalho (TRT-RJ), em ambas o Fogão teve derrota. Bichara Neto, advogado do volante, afirma que a decisão favorável ao jogador será mantida pelo TST.

“Não muda absolutamente nada. Foi uma decisão em um caso isolado, em que a fundamentação da decisão sequer foi analisada. Pura especulação”, comentou.

Conteúdo publicado originalmente no site www.Torcedores.com



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