(Foto: Reprodução da Internet)

O que acontece se o Palmeiras não assinar com a Globo pelo Brasileirão 2019?

O Palmeiras não tem até agora um contrato para a transmissão de seus jogos em TV aberta e PPV (pay-per-view) no Brasileirão 2019. Acertado desde o fim da gestão do ex-presidente Paulo Nobre com a Turner, dona do Esporte Interativo, para a exibição das partidas em TV por assinatura, o clube segue em negociações com o Grupo Globo para as outras mídias, mas o negócio ainda não avançou.

O que acontece, então, se o Palmeiras acabar não assinando com a Globo?

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O primeiro impacto acontecerá na quantidade de transmissões da Globo em TV aberta e PPV sem o Palmeiras. O Premiere, por exemplo, precisaria tirar de seu site de assinaturas a frase “Assine o Premiere e garanta o seu lugar em todos os jogos do seu time!”. Por quê? Porque a lei brasileira determina que um jogo pode ser exibido na televisão apenas quando a emissora tenha os direitos de transmissão dos dois times envolvidos.

Ou seja, por mais que o Grupo Globo tenha contratos em PPV com todos os demais clubes (Bahia e Atlético-PR também estão pendentes ainda), os 38 jogos que envolverem o Palmeiras não poderiam ser exibidos. Por isso, em vez de ter os 380 jogos do Brasileirão, como tem acontecido todos os anos, o Premiere teria que se virar sem as partidas que tivessem o Verdão em campo, seja quem for o adversário. E isso em um momento no qual o Grupo Globo acaba de lançar o Premiere Play vendido diretamente pela internet sem necessidade de o cliente ser assinante de uma operadora.

O mesmo vale para a TV aberta. A TV Globo não poderia exibir jogos do Palmeiras no Brasileirão do ano que vem. Se isso valesse em 2018, por exemplo, a emissora perderia todo o caminho do time que lidera a competição na reta final com cinco pontos de vantagem, deixando de exibir jogos importantes na definição do título nacional.

O Palmeiras pode vender os direitos para outras emissoras?

Pode, mas é impraticável. Além de o mercado televisivo não ter hoje uma concorrente financeiramente à altura da Globo, a emissora que topasse essa aventura pagaria caro por poucos jogos. Como a emissora carioca deve ter contrato com pelo menos 17 clubes da Série A em 2019, sobrariam Palmeiras, Atlético-PR e Bahia. E mesmo se comprasse os direitos de transmissão do trio, só poderia exibir os jogos entre eles. Seriam seis jogos por temporada a um custo muito alto, que passaria dos R$ 100 milhões.

O Palmeiras pode transmitir os jogos por conta própria?

Vale a mesma regra. Como o Palmeiras seria dono apenas dos seus direitos, e não dos outros clubes, as partidas do Verdão não poderiam ser exibidas por conta própria na internet. No cenário em que Palmeiras, Atlético-PR e Bahia ficassem fora da Globo, as partidas entre eles poderiam ser exibidas na internet se houvesse um acordo pontual para isso.

Mas também essa saída é altamente improvável: os três clubes são parceiros do Esporte Interativo no Brasileirão, e os duelos entre eles fariam parte do pacote ainda pequeno de jogos que a Turner estaria autorizada a transmitir em TV por assinatura. Logo, seria contraproducente para o sucesso das transmissões liberar o sinal de alguns dos poucos jogos que o EI teria em 2019.

O Palmeiras pode fazer acordos pontuais com a Globo?

Pode. Nada impede que a emissora faça propostas para não perder jogos decisivos com a presença do Palmeiras durante as 38 rodadas do Brasileirão. O Palmeiras não é obrigado a aceitar, mas pode barganhar para conseguir bons valores por partidas “soltas” e importantes para o campeonato.

A questão pode ser resolvida no meio do campeonato?

Pode. Não é o ideal, mas as partes podem fechar algum acordo já com o campeonato em andamento. Neste caso, o Palmeiras teria seus jogos exibidos a partir da assinatura de contrato com o Grupo Globo.

Quem perde mais se o acordo não sair?

O Palmeiras perderia a cota anual do Brasileirão em TV aberta. Até 2018, o clube recebe cerca de R$ 100 milhões por temporada, mas este é um valor que conta o pacote todo do Grupo Globo, e isso inclui TV por assinatura. Haveria problemas nas questões de mídia, com o clube perdendo visibilidade na maior emissora do país. A Crefisa, patrocinadora master do Verdão desde 2015, tem boas relações com a emissora carioca (é, por exemplo, uma das maiores anunciantes do Jornal Nacional), e poderia articular uma reaproximação em nome também de sua própria visibilidade.

A Globo poderia retaliar o clube diminuindo os espaços em seus programas esportivos. Por outro lado, a emissora perderia o status de dona do Brasileirão na TV aberta, não poderia mais vender PPV “de todos os jogos” do Brasileirão, e enfrentaria reclamações de torcedores até de outros clubes, que não teriam mais a oportunidade de ver as partidas de seus times contra o Palmeiras mesmo pagando por um serviço extra, como o Premiere. Também haveria a chance de a Globo perder momentos decisivos do campeonato, caso o Verdão estivesse disputando o título ou sendo o adversário de um time que brigasse pela taça nas últimas rodadas.

Conteúdo publicado originalmente no site www.Torcedores.com

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