(Foto: Reprodução da Internet)

Grêmio vê pressão política e revive drama de Santos com Conmebol

O Grêmio se mostrou inconformado com a decisão do Tribunal Disciplinar da Conmebol no 'caso Gallardo'. Para o clube gaúcho, a antecipação no julgamento e demora entre o fim da audiência e a divulgação da sentença é um forte indício de que o órgão sofreu influência política para não eliminar o River Plate da final da Libertadores. O episódio envolvendo os gremistas revive drama encarado pelo Santos nesta temporada.

Em agosto, o Santos foi considerado culpado pela escalação de Carlos Sánchez no jogo de ida das oitavas de final diante do Independiente. A decisão do caso também se arrastou e deu brecha para críticas ao procedimento e postura da corte que analisou o processo. O técnico Cuca foi avisado apenas no dia do jogo que o clube havia sido punido.

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Para vários dirigentes gaúchos, houve pressão para não alterar duelo entre Boca Juniors e River Plate, por serem clubes rivais e argentinos na última edição da Libertadores sem final única e em local neutro. O duelo é inédito na decisão da principal competição do continente.

"Não houve julgamento técnico. Foi apenas um julgamento político", disse Nestor Hein, diretor jurídico do Grêmio à rádio Grenal.

Antes da demora para divulgação da decisão do órgão, o Grêmio já havia estranhado outro fato: a antecipação abrupta da audiência, inicialmente marcada para sábado e remarcada para sexta-feira pela manhã. A alteração foi comunicada aos dirigentes gremistas depois do horário de expediente na quinta e gerou corre-corre para viabilizar presença do corpo jurídico gaúcho.

"Um dia alguém vai contar essa história, tomara que com riqueza de detalhes. Mas eu gostaria de saber muito o que aconteceu, quem começou julgando de uma forma e terminou de outra e o motivo. E o que exatamente aconteceu nessas mais de 40 horas entre a audiência e a decisão", reforçou Romildo Bolzan Jr., presidente do Grêmio.

A audiência em Luque, no Paraguai, terminou no início da tarde de sexta-feira. A primeira previsão era de decisão ao final do dia, mas o prazo acabou sendo estendido até 12h (Brasília) do sábado. Novamente, a expectativa foi frustrada e a sentença só foi liberada por volta das 20h45min do sábado. Antes de a Conmebol divulgar, o Grêmio foi informado da derrota.

O Tribunal Disciplinar da Conmebol é formado por cinco integrantes, mas os representantes de Brasil e Argentina se deram por impedidos e ficaram fora da análise do 'caso Gallardo'. O Grêmio tem a informação de que houve empate, e o terceiro integrante apto a votar se mostrou disposto a abstenção. Segundo a versão apresentada, a demora na resolução veio justamente na busca por posicionamento do julgador.

Pouco mais de dois meses atrás, foi o Santos quem de sentiu prejudicado pela confederação. O clube paulista reclamou da decisão do mesmo tribunal no caso envolvendo Sánchez e também do momento da divulgação da sentença: horas antes do segundo jogo com o Independiente, da Argentina.

"O absurdo vem ocorrendo desde o dia da audiência, que condicionou o jogo e criou uma instabilidade absurda para os atletas e a torcida", disse Mario Bittencourt, advogado do Santos na ação, ainda quando buscava os autos do processo para dar entrada em recurso.

A decisão do Tribunal Disciplinar da Conmebol no 'caso Gallardo' diz que o Grêmio não pode pedir efeito suspensivo. Assim, o clube gaúcho analisa se entrará com recurso mesmo sem ter como impedir a realização da final da Libertadores.

Conteúdo publicado originalmente no site www.Esporte.UOL.com.br

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