(Foto: Reprodução da Internet)

Inter faz julgamento inédito e pode afastar cartolas por dez anos

A noite desta quarta-feira (24) será histórica para o Inter. Pela primeira vez, o Conselho Deliberativo do clube se une para julgar quatro ex-dirigentes que podem se tornar inelegíveis em qualquer entidade esportiva pelos próximos dez anos. Em reunião a partir das 19h30 (de Brasília), os responsáveis analisarão o caso de gestão temerária ou irregular na gestão do ex-presidente Vitório Píffero.

Além do antigo mandatário, ainda estão sob julgamento o ex-vice de finanças Pedro Afatatto, o ex-vice de patrimônio Emídio Ferreira e o ex-vice de administração Alexandre Limeira.

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No último dia 11, quando marcou a reunião do Conselho, a mesa diretora mandou o material necessário para todos os Conselheiros. Enviou o relatório que atribui responsabilidade a estes dirigentes e as defesas de todos eles, encaminhadas por escrito dentro do prazo estipulado pelo clube.

Segundo apurou o UOL Esporte, o julgamento é apenas o segundo passo da reunião. Antes, os quatro ex-dirigentes, ou seus representantes, terão direito a apresentar defesa verbalmente. Cada um terá um tempo estipulado para se manifestar, mostrar provas e rogar pela compreensão dos colegas.

Depois disso, a votação ocorrerá de forma individual, nominal e por meio de cédula de papel. Desta forma, ficará registrado a posição de cada um dos conselheiros que comparecerem ao encontro.

Estatutariamente, a reunião do Conselho Deliberativo precisa se encerrar até a meia-noite. Caso o assunto não seja vencido, uma nova reunião será marcada para o dia seguinte, quinta-feira (25). A tendência é que o encontro desta quarta sirva apenas para as manifestações de defesa, com a votação ocorrendo em seguida. No entanto, segundo apurou a reportagem do UOL, há um movimento dentro do Conselho para agilizar o processo e evitar atrasos para que se vença a pauta o quanto antes.

Entenda o caso

O biênio 2015/2016 não foi marcado apenas pela queda do Internacional para segunda divisão. Uma série de supostas irregularidades administrativas também marcaram a gestão presidida por Vitório Píffero. Tanto que ao fim do último ano de comando, as contas foram rejeitadas na avaliação do Conselho, que criou uma comissão especial para analisar o que havia acontecido.

Esta comissão realizou uma sindicância e formulou um relatório em que 15 itens foram separados. Destes, cinco configuraram, segundo o documento, gestão irregular ou temerária. Foram eles: adiantamentos em valores dos cofres do clube de aproximadamente R$ 10 milhões sem apresentação de nota fiscal, pagamentos de faturas de cartões de crédito de forma irregular, R$ 1,1 milhão em pagamentos a empresas responsáveis por obras não verificadas no Beira-Rio e gastos exorbitantes no cartão corporativo do clube com alimentação. O quinto item foi considerado muito complexo para o âmbito interno e repassado ao Ministério Público, que segue investigação no mesmo tom.

Ainda no relatório, os quatro ex-dirigentes são responsabilizados. A lei 13.155 do Profut determina a pena de inelegibilidade de dez anos em caso de tal confirmação.

Como o Inter irá proceder

A partir da decisão sobre a inelegibilidade dos ex-dirigentes, o Conselho de Ética e Disciplina do Internacional poderá abrir um processo de expulsão dos comprovadamente envolvidos no caso. O processo, porém, tende a se arrastar por mais tempo.

Já o clube espera o fim da investigação do Ministério Público para abrir um processo de ressarcimento dos valores supostamente sacados de forma irregular.

Conteúdo publicado originalmente no site UOL Esporte

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