(Foto: Lucas Merçon / Fluminense)

Júlio César admite ano 'delicado' e fala de estratégia na Sul-Americana

O Fluminense conquistou, no último domingo, uma importante vitória contra o Atlético-MG no Nilton Santos, se mantendo vivo no sonho de uma vaga na Libertadores do ano que vem. Ao mesmo tempo que precisam superar um elenco enxuto, os jogadores do time tricolor são obrigados a driblar os problemas fora de campo. Para o goleiro Júlio César, o grupo está focado nos objetivos da temporada.

- Sem dúvida que a gente vive um ano extremamente difícil e delicado principalmente pelo aspecto político e das questões salariais. O grupo enfrenta isso com muito empenho e dedicação, colhendo os frutos disso. Estamos trabalhando sério desde o primeiro dia do ano. Chegamos aos 40 pontos, o que nos permite ter tranquilidade em relação à parte de baixo da tabela e nos dá a chance de sonhar para a parte de cima. Temos de pensar jogo a jogo. A meta era vencer o Atlético-MG, foi um jogo muito duro. Agora, sim, vamos mudar a chave e pensar na Sul-Americana - disse, em entrevista coletiva no CT Pedro Antonio.

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O goleiro é um dos jogadores com contrato apenas até o final deste ano. Clube e jogador já manifestaram a vontade de estender o vínculo e, portanto, ambos estão em tratativas para tal. Júlio César se mostrou tranquilo com o assunto e ressaltou a importância de vencer em campo.

- Meu pai está tomando conta das conversas de renovação, eu procuro ficar muito ao lado das decisões. Pois nós vivemos um momento de definição em campo. Então, está nas mãos do meu pai. Já me manifestei que quero continuar. Eles estão vendo o que é melhor para os dois lados. Dentro da nossa ambição, faltam 14 finais. Temos 50 dias ainda pela frente e vão ser dias de trabalho árduo para conquistar o que desejamos - afirmou.

Na próxima quarta-feira, o Flu entra em campo para encarar o Nacional (URU), no Nilton Santos, pelo jogo de ida das quartas de final da Sul-Americana. O arqueiro titular do tricolor projetou o duelo.

- Espero um cenário parecido com o do Defensor. É um clássico do futebol Sul-Americano. Estão em segundo no campeonato local, empataram o clássico com o Peñarol no domingo. Vai ser acirrado. Vamos encarar a catimba, mas nada além daquilo que já sabemos e estamos atentos. O confronto com o Defensor nos mostrou como vai ser. Estamos preparados. Será difícil, mas vamos fazer o máximo para passar de fase - completou.

Veja outros trechos da entrevista:

CHANCES DE TÍTULO

- Nesta década, o clube chegou a duas finas de campeonato sul-americano, mas não se conseguiu o título. A gente sonha, sim. Mas passa por muita luta ainda, determinação, tem de ser passo a passo. O confronto com o Nacional-URU será muito complicado. Temos condições de passar a realizar esse sonho.

JOGAR NO NILTON SANTOS

É um estádio que já atuamos algumas vezes inclusive neste ano. Continuamos jogando na nossa casa, com o apoio do torcedor. Tivemos uma readaptação ao gramado, que é diferente do Maracanã, mas vamos continuar focando em vencer.

CAMINHO PARA A LIBERTADORES

- Na teoria, a Sul-Americana é um caminho mais curto. Faltam seis jogos, o Brasileiro ainda faltam oito. São duas situações distintas. Vai do professor, o nosso comandante, avaliar a prioridade. Vamos nos dedicar nas duas frentes para, caso não aconteça em uma, ocorra na outra.

- São dois caminhos difíceis, mas de forma diferente. A Sul-Americana é eliminatória, tem de saber jogar os confrontos. Nada se resolve no primeiro jogo. Em casa, não pode sofrer gol. Isso é fundamental. No Brasileiro, tem de ter regularidade. A gente já teve duas vitórias, mas não conseguimos engatar a terceira. Precisamos dessa sequência para dar o salto na tabela, é algo que o Marcelo nos cobra muito. Vamos continuar dando nosso máximo.

Conteúdo publicado originalmente no site Lance

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