(Foto: Reprodução da Internet)

Odair segue passos de Abelão e coloca fim a uma rotina mantida desde 2014

O ​Inter está muito próximo de quebrar uma rotina (maléfica) que vinha desde 2014. Na ocasião, Abel Braga iniciou a temporada como técnico, levou o clube ao título gaúcho e, também, ao terceiro lugar no Campeonato Brasileiro. Pois aquela, por incrível que possa parecer, foi a última temporada em que a equipe começou e terminou com o mesmo profissional à beira do gramado. Agora, Odair Hellmann vai colocar um ponto final a esta situação.

O treinador assumiu a equipe nas rodadas finais da disputa da Série B do ano passado e foi confirmado para seguir no cargo em 2018. Depois de um início conturbado, em que foi eliminado nas quartas de final do Estadual e caiu de forma precoce na Copa do Brasil diante do Vitória, viu a pressão aumentar sobre seus ombros. A própria direção admite que poderia ter seguido o “caminho natural” e optado por uma mudança de planos, mas havia a convicção de que o trabalho se encontrava no rumo certo. Agora que o Colorado luta pelo tetracampeonato nacional, se vê que a decisão foi acertada.

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Em 2015, o Inter teve sérios problemas para escolher seu técnico. Queria Tite e, diante desta possibilidade, o então presidente Vitorio Piffero fechou as portas para a permanência de Abelão, disse que Mano Menezes não se encaixava no perfil desejado e chegou a afirmar, antes de contratar Diego Aguirre, que um estrangeiro não teria vez no Beira-Rio. Pois o uruguaio desembarcou, chegou à semifinal da Libertadores e acabou demitido antes de um Gre-Nal que acabaria com goleada impiedosa de 5 a 0 do rival - aliás, Odair era o interino à época. Na sequência, veio Argel Fucks, que ficaria até parte de 2016 e deixaria o Beira-Rio como campeão gaúcho. Paulo Roberto Falcão, Celso Roth e Lisca completaram o trabalho que levou o clube ao rebaixamento.

No ano passado, já com o presidente Marcelo Medeiros e o vice-presidente de futebol Roberto Melo no comando, havia a ideia de estancar esta série de trocas. Porém, nem Antônio Carlos Zago nem Guto Ferreira resistiram. Foi então que o atual treinador começou a ganhar espaço. Entre os atuais dirigentes, embora se tenha uma eleição no meio do caminho, não há dúvida de que a renovação é o caminho natural. As conversas, porém, só acontecerão mais adiante.

“Não é o momento ideal para se falar nisso, até mesmo com os jogadores. Sempre gera algum tipo de desconforto, tira o foco e a concentração”, disse Melo. Mas motivos para manter o comando não faltam.

Conteúdo publicado originalmente no site 90min

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