(Foto: Vitor Silva / Botafogo)

Botafogo completa 20 jogos sem Jefferson ou Gatito como titular e vê Saulo agarrar a oportunidade

Ainda sob o comando de Marcos Paquetá, o momento em meados de julho era de instabilidade. Uma derrota para o Flamengo e a delicada lesão de Jefferson vieram para trazer mais pesadelos ao pós-Copa do Mundo do Botafogo, que já não podia contar com Gatito Fernández àquela altura. De lá para cá, a situação na tabela segue incômoda, mas agora com Saulo, antes cercado de desconfiança diante da missão de substituir dois ídolos, garantindo segurança.

Depois da derrota para o Rubro-Negro no Maracanã, quando Jefferson se chocou com Lucas Paquetá, já se vão 19 partidas na temporada com outro titular, que não o goleiro de 35 anos ou o paraguaio. Dessas, Saulo iniciou em 17 ocasiões, enquanto Diego, ainda mais garoto, em duas.

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E às vésperas do jogo contra o Bahia, no qual o Glorioso chegará a um número redondo sem as duas referências na meta, neste sábado, no Niltão, Saulo ratificou a sua evolução debaixo das traves, além de externar o apoio do grupo.

- Este ano está sendo muito proveitoso. Respeito muito os dois (Jefferson e Gatito), tenho o privilégio de tê-los me orientando, só que o momento é meu. Eu é quem estou jogando. A responsabilidade é grande, mas tenho que continuar agarrando essa titularidade - comentou Saulo, ao LANCE!.

Jefferson voltou a treinar com luvas no fim de setembro. Já Gatito, que está com o grupo há mais tempo, ainda se queixa de dores no punho direito no dia a dia, que o levaram até ao choro em recente entrevista coletiva. Cauteloso, o Botafogo opta por não dar prazos, contudo Flávio Tênius, preparador de goleiros, chegou a dizer que é capaz de Jefferson retornar antes mesmo de Gatito, o que parecia improvável nas previsões iniciais.

Apesar da frustração da torcida, o reconhecimento às atuações de Saulo já se faz presente, nas arquibancadas e redes sociais. Dos três últimos empates pelo Brasileirão, ele garantiu dois pontos com belíssimas defesas em fases cruciais dos jogos contra São Paulo e Ceará, por exemplo. E Saulo quer provar mais.

- O grupo acreditou em mim desde o início, sempre me transmitindo confiança. Posso dizer também que pretendo ficar no Botafogo. É um clube que abriu as portas para mim desde a base. Quero continuar, meu contrato vai até o fim de 2020. Gosto muito de estar aqui, e quero brigar para permanecer jogando.

Neste momento, com 15 jogos totais pelo Brasileiro, Saulo também pode se amparar aos números para legitimar a sua boa fase. Contra o Ceará, realizou cinco defesas, um recorde pessoal que o deixa com consideráveis 30 bolas defendidas na competição. Já quanto a defesas difíceis, são 16, ou seja, média de mais de uma por jogo (1,1) - é um dos líderes neste quesito.

Conteúdo publicado originalmente no site Lance

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