"Leão não deixou eu ser ídolo no São Paulo", diz Falcão sobre má relação com ex-técnico

(Foto: Reprodução da Internet)

Ídolo do futsal, Falcão sempre reforçou que jamais se arrepende de não ter tentado a carreira no futebol de campo. Porém ele poderia ter sucesso, ou de acordo com o próprio jogador ‘seria ídolo no São Paulo’. Mas a má relação com Emerson Leão impediu que o ex-melhor do mundo das quadras tentasse a sorte nos gramados.

Falcão deu entrevista ao canal “Pilhado” e afirmou que teria sido ídolo no São Paulo pelo elenco que o clube tinha na época, grupo esse que se consagrou como campeão da ‘tríplice coroa’: Paulistão, Libertadores e Mundial.

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“Eu acho que sim (seria ídolo). Pelo time que estava montado, meus primeiros treinos, a forma de jogar, adaptação… Eu treinava muito bem. Treinava e jogava bem. Só que aí é aquela coisa. (O Emerson Leão) Fechava o treino para a imprensa (para ninguém ver que treinava bem) e depois que perguntavam ele falava mal. A imprensa não estava vendo nada e eu não podia dar entrevista”, lamentou o ala.

“O Leão não deixou (eu ser ídolo). E ele deve ouvir isso todos os dias (risos)”, acrescentou.



MÁ REPUTAÇÃO COM LEÃO NO SÃO PAULO COMEÇOU PELA IMPRENSA

Ainda no canal, Falcão explicou que chegou ao São Paulo por convite do saudoso ex-presidente do clube Marcelo Portugal Gouveia. Na época a conversa entre os dois surgiu na mídia e Emerson Leão ficou sabendo da contratação do ‘Rei das Quadras’ pela imprensa.

“Veio o São Paulo em 2005, eu tinha acabado de ganhar o prêmio de melhor do mundo (do futsal), tinha chegado da Suíça. Aí o Marcelo Portugal Gouveia me chamou, fui lá no CT, conversamos, ele me mostrou o CT e perguntou se eu pensava em jogar no São Paulo. No dia seguinte ele me liga ‘Vem aqui no Morumbi’. Aí eu fui e ele já tinha o contrato certinho em cima da mesa”, relembrou.

“Ele já sabia quanto eu ganhava, o que eu me apegava… me deu um bom contrato. Eu falei ‘Presidente, o treinador (Leão) sabe?’ Ele me disse ‘Com isso aí eu me viro’. Aí foi quando eu falei que ‘Presidente, eu não posso dar uma resposta, porque tenho que falar com meu clube e o treinador tem que saber’. Beleza. Saí do Morumbi era quinze pras 18h. Começou os programas esportivos na rádio às 18h e era a notícia principal (risos)”, acrescentou.

Falcão admitiu que sua carreira, talvez, não vingou no São Paulo por Leão ter sido o último a saber. E depois da euforia por sua estreia no campo contra o Ituano, o treinador resolveu baixar a bola do clima vivenciado pelo camisa 12, segundo o próprio jogador.

“Qual foi o grande erro? O Leão foi saber pela imprensa. Aí o Leão deu entrevista já falando ‘É o jogador do presidente’. Então já começou errado. Aí estreei no dia 19 de janeiro, entrei muito bem no jogo. Aí começou a torcida, imprensa, todo aquele ‘auê’ e o que ele (Leão) fez? Próximo jogo fora do banco. Vamos baixar a poeira”, lamentou Falcão.

“Aí começou esse lado pessoal, que percebi que não era por mim. Nunca falei nada pra ele, eu chegava no horário. Mas a imprensa quer muito o Falcão, vou afastar ele. A torcida quer muito, vou tirar ele do banco. E aí eu era a vítima”, emendou.

O ‘Rei das Quadras’ diz que até hoje é parado por são-paulinos que lamentaram não viram ele dar sequência no São Paulo.

“Faz 13 anos e as pessoas falam como se fosse ontem. Os são-paulinos falam pra mim ‘Eu tenho raiva de uma pessoa’. Eu falo ‘Já sei, é do Leão de 2005’ (risos). Eu já respondo antes, porque eles acham que é o primeiro que tá falando”, concluiu.

Conteúdo publicado originalmente no site Torcedores.com

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