Jefferson diz que correu risco de morte, e mantém os planos de aposentadoria

(Foto: Reprodução da Internet)

Com 458 partidas com a camisa do Botafogo, status de ídolo da torcida e com passagens pela seleção brasileira após a Copa do Mundo de 2014, Jefferson carrega em seu currículo conquistas importantes e vê a carreira como jogador profissional ir chegando ao fim. Entretanto, o goleiro, que caminhava para uma aposentadoria tranquila, quase teve um final trágico no dia 21 de julho de 2018.

No clássico entre Flamengo e Botafogo, no qual o rubro-negro saiu vencedor pelo placar de 2 a 0, o resultado só não foi mais largo porque Jefferson provou que a idade não é empecilho para defender o que ama. Aos 35 anos, o goleiro se atirou na frente de Lucas Paquetá para evitar o gol, e na confusão do lance, se chocou com o rival. O resultado foi uma contusão na traqueia que prejudicou a sua respiração.

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Foram mais de dois meses até se recuperar da contusão e, na semana em voltará a treinar com bola, Jefferson concedeu uma entrevista emocionante ao ‘Globoesporte.com’, falando sobre a carreira, seus planos para o futuro e destacou a frase do seu médico após sofrer a lesão.

“Ele disse com as seguintes palavras: Jefferson, você tem que agradecer muito a Deus, porque você poderia até ter morrido naquele episódio ali”, relembrou.

Porém, o mais ansioso botafoguense imaginava que por ter ficado parado algum tempo, o ídolo cogitaria deixar a aposentadoria de lado, mas para Jefferson, os planos de parar de jogar futebol profissional continuam em pauta.

“Mantenho (a aposentadoria). Fiz questão de avisar isso até mesmo antes do ano, até para não ter especulações dependendo de como eu poderia chegar no fim do ano”, frisou.

Responsável por quebrar recordes no Botafogo, como ser o terceiro jogador da história do clube com mais partidas disputadas, um ranking luxuoso, que conta com Nilton Santos (721 jogos) e Garrincha (612 partidas) a sua frente, Jefferson traça uma meta a curto prazo. Quer se despedir da torcida com o que faz de melhor, ajudar o time a vencer e parar qualquer chance de gol dos adversários.

“Minha ideia é voltar, fazer mais jogos nesse fim de ano e ajudar o Botafogo. Não penso na minha carreira pessoal, porque, graças a Deus, já consegui o que almejava. Agora a intenção é ajudar o Botafogo a escapar da zona de rebaixamento e, se Deus quiser, conquistar a Sul-Americana”, destacou o goleiro.

E para 2019? Ah, se o goleiro é ‘tão ligado’ em baixo das traves, muito se deve a sua paixão por café. O outro lado de Jefferson é empreendedor. Ele comanda a Beato Cafeteria, que fica em São José do Rio Preto e admite que irá acompanhar o negócio ainda mais de perto.

“Sou uma pessoa muito dedicada do que eu quero, tenho meus negócios fora do futebol. Então você tem que fazer o meio-campo, mas estou bastante confiante, minha família e minhas filhas também estão bastante animadas. Elas gostam de São José do Rio Preto”, contou.

Jefferson é um paulista com o coração botafoguense e isso fica evidente a cada entrevista que dá. Questionado sobre o que o Botafogo representa para a sua vida, ao repórter do ‘Globoesporte.com’, o arqueiro foi simples, curto, direto e emocionante.

Botafogo é minha paixão, minha segunda casa, minha segunda pele. Realmente sou muito grato a Deus e ao Botafogo por ter me proporcionado chegar onde cheguei”, concluiu.

Conteúdo publicado originalmente no site Torcedores.com

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