Zeca demora para deslanchar e vê crescer pressão de Fabiano no Inter

(Foto: Ricardo Duarte / Internacional)

O Internacional lutou muito para firmar a contratação de Zeca. Conseguiu concretizá-la em abril, na troca envolvendo o meia-atacante Eduardo Sasha com o Santos. Cinco meses depois, o ex-santista ainda não conseguiu render o melhor no Colorado. Coadjuvante na equipe, ele ainda vê crescer a sombra de Fabiano, que tem feito bons jogos.

A disputa por posição na lateral direita vive sua fase mais parelha. Tanto que na partida contra o Corinthians, nesse domingo (23), o técnico Odair Hellmann optou por sacar Zeca sem nenhuma razão clínica para entrada de Fabiano. O objetivo era aumentar a segurança defensiva da equipe, que sofria com ataques do rival por aquele lado.

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"Zeca e Fabiano foi estratégia. O Fabiano tem boa marcação, boa bola aérea. Já estava pensando em abrir a parte ofensiva, e foi estratégia", disse o treinador.

O flanco ocupado pelo campeão olímpico com a seleção brasileira em 2016 já tinha sido utilizado por adversários em outras partidas complicadas para o Inter. Contra o Palmeiras, por exemplo, Moisés e Hyoran alternaram-se por ali criando dificuldades ao time gaúcho no Beira-Rio.

Por outro lado, Fabiano mostrou-se seguro defensivamente quando esteve em campo. Mesmo que contribua menos no ataque, o ex-palmeirense ganhou pontos na avaliação da comissão técnica pela segurança apresentada em campo.

Em números, Zeca tem 1.284 minutos pelo Inter em 17 participações. Com ele em campo, foram oito vitórias, sete empates e duas derrotas, aproveitamento de 60,7%. O Colorado marcou 21 gols e sofreu 11. Com Fabiano, foram 1.247 minutos em 19 partidas. O Inter venceu 11, empatou cinco e perdeu três, aproveitamento de 66,6%. A equipe marcou 25 gols e sofreu 13.

Ou seja, apesar de ter melhor aproveitamento com Fabiano, o Inter sofreu e marcou praticamente a mesma média de gols com cada um em campo. A média de gols sofridos com os dois jogadores foi de 0,6 por partida. Com Zeca, foram 1,2 gols marcados por jogo, número que sobe para 1,3 quando seu concorrente está em campo.

A escolha por um ou pelo outro acarreta, ainda, alteração na movimentação coletiva do time. Com maior poder de marcação, Fabiano compensa as subidas de Pottker ou Nico López com maior facilidade, requisitando menos auxílio na fase defensiva do jogo. Já Zeca ajuda mais na construção de jogadas e, por consequência, requer coberturas repetidas de Edenílson e esforço defensivo do ponta à sua frente.

Odair Hellmann defende a ideia de grupo e afirma que a escolha partirá da ideia de jogo para cada partida específica. Mas o rendimento de ambos mantém a disputa franca e aberta, diferentemente da ideia inicial de titularidade absoluta do atleta egresso do Santos.

"O Zeca é tranquilo, experiente mesmo sendo novo. É dedicado e está trabalhando muito. Não dá para falar em queda de rendimento. Está entrando e quer ajudar. Às vezes não acontece. Eu concentro com ele, ele tenta ajudar o máximo possível o time, estamos sempre falando disso. Quando se volta de um tempo parado, às vezes as coisas não saem como se espera. Mas tenho certeza que uma hora vai e logo logo estará arrebentando, como sempre", disse o colega Leandro Damião.

O Inter volta a campo no domingo para encarar o Vitória no Beira-Rio. Patrick está suspenso, e Victor Cuesta volta à defesa.

Conteúdo publicado originalmente no site UOL Esporte

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