Dourado deixa para trás o perfil "bom moço" e se coloca como líder colorado

(Foto: Reprodução da Internet)

Um líder aos 24 anos. Titular desde 2015, Rodrigo Dourado sempre foi um dos expoentes técnicos do ​Inter. Até mesmo no ano em que a equipe foi rebaixada para a Série B, ele manteve sua reputação inabalada. Pois agora que o Colorado lidera o Campeonato Brasileiro, vem à tona uma outra face do jovem.

Com o meia D’Alessandro na reserva e o goleiro Danilo Fernandes lesionado, o volante acabou herdando a faixa de capitão da equipe. E consegue provar, a cada rodada, que o perfil “bom moço” não combina muito bem com sua personalidade, algo que antes era debatido de forma insistente. Chegou aos olhos da torcida um jogador de personalidade forte, capaz de orientar seus companheiros dentro e fora das quatro linhas e não se intimidar com cara feia de adversários.

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Antes do último Gre-Nal, por exemplo, reuniu os colegas no meio do gramado e, com gestos bruscos, exigiu entrega e luta do time diante de seu maior rival. Com a bola rolando, manteve o nível de atuação que o consagra como um dos destaques do Brasileirão até aqui e, depois de conquistar a vitória e garantir a primeira colocação da competição, foi capaz de encarar de frente o volante Maiconem meio a uma confusão que se estabeleceu na porta dos vestiários.

“O Maicon jogou? Eu nem vi ele em campo. Primeiro tem que jogar para depois falar gracinha”, disse.

Fato é que, com Dourado em campo, o Inter não perde um jogo desde o dia 6 de maio - são 13 vitórias e cinco empates, o que dá um aproveitamento de 81%. Neste período, a única derrota gaúcha aconteceu quando ele estava suspenso. Se continuar assim, as observações do técnico Tite em cima do seu futebol têm tudo para se transformar em convocação para a seleção brasileira.

Conteúdo publicado originalmente no site 90min

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