Léo Jabá explica saída do Corinthians: 'Poderia ficar treinando e receber em dia, mas não queria isso'

(Foto: Daniel Augusto Jr/Ag. Corinthians)



Léo Jabá deixou o Corinthians há pouco mais de um ano e já brilhou na Rússia, onde foi uma das revelações do campeonato nacional local. Após perder espaço com Fábio Carille, a ex-promessa deixou o Timão e explicou como se deu sua saída do Parque São Jorge em julho de 2017.

Em entrevista exclusiva ao Torcedores, Léo Jabá abriu o jogo e relembrou que iniciou 2017 tendo mais chances de mostrar seu futebol. Ele disputou oito partidas consecutivas sendo cinco como titular. Depois suas atuações em campo foram diminuindo até que chegaram propostas de outros clubes.

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“Eu comecei o ano jogando, tendo oportunidades. Depois que fiz o gol (contra o Linense no Paulistão) eu não tive mais oportunidades. Sei lá, acho que o gol não me ajudou muito (risos). Logo depois do gol que eu achei que eu ia estourar, ter mais sequência. Um jogador quando faz gol fica mais confiante. (não jogar) Isso me incomodou”, afirmou Léo.

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“Sou uma pessoa que vivo de desafios, não sou uma pessoa que fica acomodada com uma situação do tipo ‘Ah, estou recebendo em dia, então beleza’. Não. Eu gosto de jogar futebol, então eu quero estar jogando. Esse é meu grande amor. Eu tinha mais dois anos de contrato com o Corinthians, poderia ficar sentadinho ali treinando, ganhando meu dinheiro em dia. Mas não queria só isso”, completou.

Na época, Léo Jabá foi especulado por alguns clubes do Brasil e da Rússia antes mesmo de acertar com o Akhmar Grozny. O atacante de 20 anos se lembra que Carille o chamou para uma conversa particular e avisou que não ia mais relacioná-lo já que estava próximo de sair.

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“Aí chegou uma proposta para mim. Primeiro não foi nem do Grozny, foi do Lokomotiv Moscou. Sentamos, mas não foi aquilo que havíamos conversado antes. Então não fui pro Lokomotiv. Aí o Carille chegou em mim e falou ‘Você já está negociado e não vai ser mais relacionado’. Falei que tudo bem. Aí fiquei no aguardo’, frisou.

“Até que chegou esse projeto do Grozny. Tinha outras propostas também, mas essa da Rússia tinha uns valores fora do normal e um projeto ambicioso de entrar na Europa, de ter bastante jogos… De 30 partidas na temporada eu joguei 25. E essa de jogar na Europa para outros clubes me verem. Graças a Deus deu certo”, completou Léo Jabá, que acertou recentemente com o PAOK, da Grécia, e que está disputando a fase pré-liminar da Liga dos Campeões.

“Então foi isso. Recebi a proposta e não foi uma decisão fácil. Quando não deu certo com o Lokomotiv surgiu a oportunidade de ir para a Ponte Preta. Até saiu em jornais que a Ponte me queria por empréstimo, mas não deu certo. Mas Deus me abençoou e tem tudo dado certo”, concluiu.

O Corinthians vendeu 55% dos 75% que tinha dos direitos de Léo para o Akhmar Grozny por R$ 7,5 milhões. Ao ver o atacante vendido por 5 milhões de euros (R$ 21,7 milhões na época), segundo a imprensa europeia, o Timão acumulou mais R$ 4,3 milhões pelos 20% que detinha do atleta e mais R$ 600 mil pelo mecanismo da Fifa.

SEM MÁGOAS COM CARILLE
Apesar das poucas oportunidades citadas que recebeu após fazer seu primeiro e único gol pelo Corinthians, Léo Jabá nega qualquer mágoa com Fábio Carille.

“Eu sou muito grato ao Corinthians e não tenho mágoa nenhuma com o Fábio Carille, nem com ninguém. Uma vez saiu na mídia aí que falei mal do Carille, nada ver. Eu e o Carille temos uma relação muito boa, foi um cara que me abriu as portas no Corinthians, quando tava de férias e fui no Brasil, ele me recebeu muito bem”, assegurou.

CONFIRA A ENTREVISTA COM LÉO JABÁ SOBRE O CORINTHIANS

– Você sempre foi visto como uma das principais promessas da base. Como você classifica sua passagem pelos profissionais do Corinthians?
No meu ponto de vista eu dei o meu melhor. Saí como campeão paulista, campeão brasileiro… sempre que entrei em campo dei o meu melhor. Acho que deixei uma marca. A torcida sempre comenta no Instagram, pede para eu voltar, eles têm um carinho comigo. Até nas minhas férias, as pessoas me param para tirar foto. É o reconhecimento que dinheiro nenhum compra. Isso se conquista.

Claro que eu fico com gosto de querer voltar, de poder dar mais pelo clube. Querendo ou não foi o time que me colocou no cenário do futebol. Então quem sabe um dia. Hoje eu não sou mais uma promessa, sou uma realidade.

– Quer voltar direto para o Corinthians quando sair da Europa ou tem algum outro clube que tem curiosidade de jogar?
Eu tenho um carinho muito grande pelo Corinthians, foi o time que abriu as portas para mim. Mas a gente não sabe o dia de amanhã, né. Não depende só da gente, só do jogador. Se surgir um interesse de outro time de outra cidade, temos que pensar. Mas esse não é meu pensamento hoje. Estou no meu segundo ano na Europa. Se Deus quiser pretendo ficar pelo menos uns dez anos na Europa, fazer minha carreira aqui. Aí quem sabe o Corinthians não me queira.

– Tanto na Rússia quanto agora na Grécia, tem acompanhado os jogos do Corinthians?
É muito difícil. Aqui na Grécia é igual na Rússia, é difícil pelo fuso-horário. Geralmente eu acompanho os jogos mais de domingo, porque aqui são 22h. Aí dá para acompanhar. Meio de semana os jogos são às 3h ou 4h da manhã, então não dá para ver. Mas estou sempre ligado acompanhando, conversando com meus ex-companheiros. A relação é boa.

Corinthians perdeu o primeiro jogo das oitavas da Libertadores. Como você vê as chances de classificação na Arena?
Eu não assisti o jogo porque é de madrugada. Infelizmente perdeu. Estou na torcida, porque 1 a 0 é um resultado que dá para reverter, ainda mais na Arena. Sabemos a força da torcida e dos jogadores. Se Deus quiser vai dar tudo certo e vamos nos classificar.

– Quem são os jogadores que você ainda tem um contato mais próximo no Corinthians?
Tem os garotos da base, Pedrinho, que a gente está sempre resenhando. Também o Léo Santos. Dos medalhões tem o Emerson Sheik, o Gabriel, que eu tenho mais contato. Os mais próximos são esses.

– Sheik te apadrinhou há muito tempo. Como é sua relação até hoje com ele?
É muito boa. Encontrei ele nas minhas férias e como sempre me deu conselhos. É uma pessoa que tenho um carinho muito grande, me dá muito conselho extracampo. Então eu tiro o chapéu para ele. O Sheik veio da mesma origem que eu né, veio de baixo, do nada… Então eu o admiro muito.

Conteúdo publicado originalmente no site Torcedores.com

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