Por contrato, Palmeiras deve elogiar Crefisa pela compra de Guerra

(Foto: Cesar Greco/Palmeiras)



Por contrato, a diretoria do Palmeiras deve se esforçar para elogiar a participação da Crefisa na contratação de Guerra. A exigência está cravada na cláusula 4.2 de documento assinado em janeiro de 2017.

''O patrocinado (Palmeiras) se compromete, observadas as disposições deste contrato, a efetuar a apresentação oficial do atleta juntamente com o patrocinador (Crefisa) ou com empresas a este coligadas, bem como a envidar seus melhores esforços para externar, sempre que possível, a importância do patrocinador na contratação do atleta pelo patrocinado'', diz o compromisso assinado entre as partes.

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Guerra foi apresentado na FAM (Faculdade das Américas), de propriedade do casal José Roberto Lamacchia e Leila Pereira, donos da Crefisa.

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Na ocasião, Alexandre Mattos ressaltou a importância dos parceiros para a concretização da negociação. ''Faço um agradecimento especial aos nossos patrocinadores. Acho que posso chamá-los de amigos. Sem eles, a presença do Guerra e de outros jogadores seria impossível. Num gesto de merecido reconhecimento quero chamar Leila para entregar a camisa ao Alejandro'', declarou o diretor. Mattos disse ao blog que não comentaria o assunto.

Na apresentação do meia, Leila e seu marido estavam na reta final de suas campanhas por vagas no Conselho Deliberativo do clube. Ambos foram eleitos.

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Adendo do ''contrato de patrocínio do programa Avanti por intermédio do atleta Alejandro Guerra'', assinado em 20 de janeiro de 2018, registra que a patrocinadora repassou ao clube R$ 12.001.487,40 para a contratação.

Antes de o contrato ser alterado, o Palmeiras só precisava devolver à parceira o valor investido na hipótese de venda do atleta. Em caso de prejuízo, ele seria só da parceira. O lucro ficaria com o clube. Como mostrou o blog, depois da mudança, o alviverde só poderá lucrar na operação se estiver com eventuais pagamentos à patrocinadora em dia.

As alterações contratuais referentes aos investimentos feitos pela Crefisa na compra de jogadores por meio de acordos de marketing são contestadas pelo COF (Conselho de Orientação Fiscal do Palmeiras).

O órgão entende que Maurício Galiotte não poderia ter assinado os documentos sem consultá-lo, entre outras supostas irregularidades. Tanto o presidente palmeirense como a Crefisa negam terem cometido falhas.

Procurada para comentar sobre a ''cláusula de elogio'', a assessoria de imprensa de Leila Pereira enviou a mesma nota que havia encaminhado ao blog no dia anterior para responder a outras questões sobre as alterações:

''Perrone, primeiro quem estiver passando esses contratos para o senhor tem a nítida e clara vontade de prejudicar o Palmeiras, talvez seja a mesma pessoa que levou o primeiro contrato para a Receita, mas enfim essa pessoa deveria respeitar a cláusula de sigilo, que é muito comum em contratos. Mas o senhor e os torcedores do Palmeiras podem ter certeza, eu jamais vou fazer qualquer coisa que prejudique o Clube''.

Conteúdo publicado originalmente no site UOL Esporte

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