Documento expõe atrito de Leila Pereira com dirigentes do alto escalão do Palmeiras

(Foto: Reprodução da Internet)



Está na ata da reunião do Conselho de Orientação e Fiscalização do ​Palmeiras (COF), realizada em 7 de maio e não deixa dúvida: a relação entre Leila Pereira, dona da Crefisa e FAM e conselheira do clube, é para lá de atritada com alguns dirigentes. E quando recebe questionamentos, então, ela faz questão de lembrar o quanto sua empresa já injetou no clube desde que passou a patrociná-lo.

O encontro extraordinário foi marcado para que ela pudesse explicar as alterações no contrato de parceria que não foram bem aceitas pelo órgão. Em mais de um momento, falou de forma ríspida com tradicionais conselheiros, ameaçou com a retirada do apoio, pelo qual diz pagar três vezes mais que o valor de mercado, e também pediu que um integrante do órgão colocasse por escrito que desejava a saída da patrocinado, se responsabilizando por ir atrás de outro parceiro.

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Em hora de forte tensão, debateu com Mário Kaminski, relator do COF, que sugeriu um ajuste entre as partes e, na sequência, disse que houve um equívoco contábil por parte da Crefisa, e que o Palmeiras não poderia arcar com o prejuízo. Leila negou o erro e contrapôs. "O que a gente pode fazer também, pode ser uma boa coisa com esse meio bilhão de reais que (a Crefisa) já colocou no Palmiera, o senhor deve entender de números, foi isso, já está mais do que pago, ou também o senhor pode me dar uma solução. Se não fosse dessa forma, o patrocinador teria que sair", disse. Na sequência, acrescentou. "O senhor está falando aqui com uma pessoa que coloca uma fortuna dentro do clube que jamais ninguém colocou e nem arrumou quem colocasse."

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O imbróglio começou depois que a empresa foi multada pela Receita Federal. Por conta da multa, o contrato referente ao programa de sócio-torcedor passou a prever que o clube devolva obrigatoriamente e de forma integral todo o dinheiro investido. Antes, isso só acontecia se os jogadores fossem revendidos pelo mesmo valor. O COF, assim, avalia que o acordo pode gerar prejuízos ao Palmeiras. Ao ​blog do Perrone, Leila Pereira enviou uma nota. "Eu nunca disse que sairia do clube, o que eu disse é que determinadas pessoas da oposição insistem em atacar o patrocinador do Palmeiras e o que desejo é saber se eles terão a responsabilidade de colocar um outro patrocínio, com os mesmos valores para contribuir com o Palmeiras. (...) Eu quero deixar claro, tem gente que não me quer, um patrocinador forte no Palmeiras, eles querem que eu saia, não sou eu quem desejo sair".

Conteúdo publicado originalmente no site 90min

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