Paquetá deixou Botafogo sem multa a receber e em baixa com o elenco

(Foto: Vitor Silva/SSPress/Botafogo)



Marcos Paquetá durou apenas cinco jogos como comandante do Botafogo e a curta passagem tem explicação. Mesmo no breve período, o relacionamento entre o treinador e a maior parte do elenco não chegou a ser das melhores. Sem os resultados esperados no início do trabalho, essa situação foi importante na decisão de demitir o treinador pela terceira vez na temporada.

A principal reclamação dos atletas é que a comunicação não era boa. Muitos sequer entendiam o treinamento proposto por Marcos Paquetá. Além disso, cada dia era uma novidade sem que houvesse o entendimento do porquê de cada atividade proposta pela comissão técnica.

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A situação era tão ruim que os jogadores debatiam entre sobre a possibilidade levar um abaixo-assinado para a diretoria, segundo apurou o UOL Esporte. Marcos Paquetá assumiu o Botafogo no dia 26 de junho e teve quase um mês de trabalho sem jogos por conta do recesso para a Copa do Mundo.

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Com a volta dos jogos oficiais, no entanto, o que se viu foi uma falta de padrão de jogo e uma equipe desorganizada. A situação é pior quando se compara com o Botafogo de Alberto Valentim que, por outro lado, apresentava uma forma de atuar com jogadores sabendo a função que deveriam desempenhar.

Aposta de risco, Marcos Paquetá era apenas a terceira opção do gerente de futebol Anderson Barros, que queria Zé Ricardo. O ex-treinador de Vasco e Fluminense recusou. Em seguida, o dirigente defendia a volta de Eduardo Barroca, que deixou o sub-20 do Botafogo por falta de oportunidades – fechou com o Corinthians. O nome, porém, encontrou resistência em alguns dirigentes mais conservadores, insatisfeitos com a troca.

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Por fim, Anderson Barros sugeriu o nome de Marcos Paquetá, com quem havia trabalhado nas categorias de base. Segundo a diretoria, havia boas referências sobre o treinador, que ansiava em voltar ao Brasil. O nome, no entanto, gerou desconfiança na torcida desde as primeiras horas. Deu no que deu.

Se a escolha foi errada, ao menos o Botafogo soube evitar danos ainda maiores. No contrato não havia qualquer tipo de multa rescisória. Logo, o Alvinegro não terá qualquer gasto extra por ter demitido o profissional.

A bola da vez é Zé Ricardo. O treinador já era o favorito após a saída de Alberto Valentim e segue no posto. Ele, no entanto, queria evitar treinar um terceiro time do Rio de Janeiro de maneira consecutiva. Esperou por novas propostas, que não vieram. Recentemente negociava com o Vitória, quando foi contatado pelo Botafogo.

O receio de ficar marcado por "só treinar times do Rio" ainda existe. Mas a forte amizade do treinador com Anderson Barros deverá pesar para o início do novo relacionamento.

Conteúdo publicado originalmente no site UOL Esporte

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