Pottker rema contra rotatividade e decepções do Inter com atacantes de peso

(Foto: Ricardo Duarte / Inter, DVG)



Ser atacante do Inter não é tarefa fácil. A alta rotação nos últimos cinco anos e a série de decepções torna o posto de camisa 9 colorado quase sinônimo de instabilidade. Fato que William Pottker tenta contrariar.

O crescimento após a parada para Copa do Mundo indica que o atacante pode romper com a marca que acompanha os homens de frente do time vermelho nos últimos anos: alternância. Desde nomes consagrados e caros até apostas de menor investimento, praticamente todos oscilaram, perderam posto ou foram embora prematuramente.

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"Acreditamos muito no Pottker, nos ajudou muito ano passado, começou o ano muito bem. Ele ficou quase 60 dias se recuperando, precisa estar muito bem fisicamente e com a parada para Copa do Mundo ele está usufruindo dessa recuperação. Está nos ajudando e vai nos ajudar ainda mais", disse o vice de futebol Roberto Melo.

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O biênio 2017 e 2018 pode ser considerado o de menor rotatividade recente. Apesar da temporada passada começar com percalços e dúvidas. Nico López, que hoje vive seu melhor momento no clube, não conseguiu dar a melhor resposta. Foi sacado. Brenner, que despontou marcando gols no Gauchão, caiu de rendimento e foi mandado para o Botafogo. Carlos, contratado do Atlético-MG como aposta para Série B, também não conseguiu se firmar. E apenas quando Damião chegou é que a situação se acalmou.

Mesmo assim, o dono do comando de ataque não começou 2018 tão bem. Tardou a engrenar, sofreu com lesões. Antevendo qualquer problema, a direção investiu em Roger. Só que mais uma vez a decepção acompanhou o atacante que chegava. O ex-botafoguense rendeu pouco e pediu para ser negociado com o Corinthians, gerando descontentamento interno. Com Damião firmado, Nico em sua melhor fase, Pottker assumiu artilharia do time e espera finalmente estabilizar o setor.

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"Desde quando cheguei o Inter, fui artilheiro na Série B, sem pensar na artilharia. Hoje novamente, vivo bom momento, agradeço muito a Deus por ter me dado paciência, sabedoria para lidar com o momento. Penso em fazer grande jogo contra o Atlético-MG. Sair com a vitória, somando pontos, é muito importante", disse Pottker.

Rotina de trocas e incertezas

Não é novo o problema do Internacional com atacantes. Desde a temporada 2012, quando Damião foi absoluto, há uma alternância gigantesca na linha de frente. Damião ainda atuou em 2013, mas foi negociado no fim do ano. Naquela temporada, a grande aposta para o ataque era Diego Forlán. Porém, o uruguaio eleito melhor da Copa do Mundo de 2010, que tinha chegado em 2012, custou mais do que rendeu em campo. Deixou o clube no ano seguinte.

Junto a ele, nomes de aposta como Caio e Mike, mais conhecidos como Jorge Henrique, ou mesmo badalados fora do país como o argentino Ignácio Scocco, vestiram a camisa do Colorado no ataque. Todos com destino semelhante: rendimento aquém do esperado, oscilação e saída do clube.

Em 2014 a lista ganhou Wellington Paulista. Desfecho semelhante. As apostas seguiram com Cassiano, Maurides, Aylon... Nenhuma teve tempo e sucesso suficiente para virar realidade. No fim do ano Nilmar foi contratado e o plano era seu melhor rendimento em 2015.

Foi quando o problema na linha de frente parecia ter fim. Além de Nilmar, Lizandro Lopez chegou e no primeiro semestre o bom andamento do processo coletivo comandado por Diego Aguirre levou a equipe à semifinal da Libertadores. Mas com a queda do treinador o projeto se esvaiu. Junto com ele Nilmar e Lizandro, um após o outro, também foram embora.

Restou Rafael Moura, que não tinha apreço da torcida mas alternava titularidade e reserva, repetindo a rotina dos atacantes do Inter, nos anos anteriores. Só que em 2016 ele também foi negociado. Entrou Vitinho, que havia chegado em 2015, e oscilou também. No meio do ano foi contratado Ariel, que jamais conseguiu se firmar e teve poucas chances. As apostas seguiram infrutíferas com Ferrareis, Alisson Farias, Aylon e até mesmo Valdívia, que havia se firmado em anos anteriores e sucumbiu na campanha que levou o time ao rebaixamento. Realidade que parece mudar agora tanto com Pottker como com Nico e Damião.

"Eu passo confiança para os atletas. Há momentos que as coisas não acontecem, e tem que continuar trabalhando porque vão ter minha confiança e respeito. O Pottker tinha feito gols nos últimos jogos. Nossa avaliação é sempre com sentido, ele mesmo não marcando dava um equilíbrio importante para que outros fizessem. Agora está marcando novamente", disse o técnico Odair Hellmann.

Depois da Copa do Mundo, Pottker marcou quatro gols em quatro jogos. São nove na temporada. No clube desde o ano passado e com mais uma temporada de contrato, o jogador mira acabar de vez com a oscilação na linha de frente.

Conteúdo publicado originalmente no site UOL Esporte

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