Falhas individuais, altitude e atitude: os porquês da derrota do Vasco

(Foto: Reprodução da Internet)



Pela segunda vez na temporada, o Vasco foi para a altitude de quase três mil metros acima do nível do mar e não jogou bem. Depois de ter sido derrotado no primeiro semestre pelo Jorge Wilstermann, na Bolívia, pela Conmebol Libertadores, perdeu para a LDU na noite da última quarta-feira pela Conmebol Sul-Americana. Os erros foram praticamente os mesmos nas duas oportunidades e o LANCE! destrincha a avaliação no geral a partir de agora.

Não se pode negar que a altitude influencia no ritmo dos jogadores em campo. Os do Vasco não estão acostumados com isso e os efeitos negativos foram bastante perceptíveis nos 90 minutos diante da LDU. Principalmente no segundo tempo, quando o cansaço já era evidente mesmo com muitos dos atletas em campo sendo jovens. Nas duas vezes que precisou enfrentar também a altitude, o Vasco pecou em não trabalhar melhor o elenco para diminuir os efeitos.

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Mas também não podemos afirmar que a altitude foi a principal culpada pela derrota do Vasco. O técnico Jorginho se equivocou ao decidir poupar diversos titulares para a partida. O elenco vinha de três jogos em sete dias? Sim, dois pelo Campeonato Brasileiro e um pela Copa do Brasil, mas todos em São Januário. Não houve desgaste de viagem e toda a delegação vinha de praticamente um mês de descanso, sem jogos, somente com treinos. Não teve equilíbrio neste ponto.

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Ainda mais que a Sul-Americana é um torneio mata-mata. Valia o esforço em levar a força máxima para a altitude. A experiência de Breno, Leandro Desábato e Yago Pikachu, que permaneceram no Rio de Janeiro - viajam nesta quinta para Brasília para o jogo de domingo diante do Corinthians, pelo Brasileiro -, fez bastante falta ao time de Jorginho. Na zaga, Henríquez ainda não está entrosado e no meio Bruno Cosendey e Kelvin não funcionaram como o esperado.

Tiveram as falhas individuais do Vasco nos gols marcados pela LDU - principalmente do Ricardo Graça, que não esteve em uma boa noite, dando espaços na zaga -, mas em um geral faltou foi atitude para o Vasco na altitude. A garra e determinação, a vontade ofensiva na busca do gol para vencer, o empenho sem descanso... Tudo isto foi observado nos três jogos anteriores, mas não neste primeiro jogo fora do Rio de Janeiro após a paralisação para a Copa do Mundo da Rússia.

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A bola aérea foi outro ponto. Não é de hoje que o Vasco sofre com isso e diante da LDU foram dois gols sofridos desta maneira. A decisão de Jorginho em improvisar o meia Thiago Galhardo como "falso 9", poupando o atacante Andrés Rios no primeiro tempo, também atrapalhou o Cruz-Maltino. Depois que o argentino entrou e o meia voltou para a sua função de origem, a equipe carioca melhorou. Um tempo perdido que fez falta no fim das contas.

Depois desta correção na posição de Thiago Galhardo, o próprio meia chegou a fazer um gol, de pênalti, diminuindo a derrota - sacramentada em 3 a 1 - e deixando o Vasco com melhor chance de mudar a história no dia 9 de agosto, quando ocorre o jogo de volta diante da LDU em São Januário. Sem este gol, a situação ficaria bem complicada. Sem inventar e com força máxima à disposição, o Cruz-Maltino tem total condição de conseguir avançar. É só olhar para trás e não repetir os erros...

Conteúdo publicado originalmente no site Lance!

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