Com ambiente político estável, Vasco faz limpa no elenco, contratação de peso e foca no futebol

(Foto: Reprodução da Internet)



O Vasco tem buscado encontrar seu caminho na gestão Alexandre Campello. Após longos meses com um ambiente político extremamente conturbado, o Cruz-Maltino vive um momento estável e, dentro do futebol, isso vem sendo refletido. Nos últimos dois meses, o clube conseguiu aliviar a folha salarial, contratar reforços promissores e de peso, se "livrar" de jogadores que não correspondiam em campo e estavam sendo criticados pela torcida e ainda traçar objetivos para o restante da temporada.

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Após a saída dos 13 vice-presidentes, incluindo Fred Lopes, ex-VP de futebol, o Vasco passou a ser comandado no futebol por Paulo Pelaipe, que já fazia parte da diretoria, mas não tinha tanta voz ativa. Entre a saída de Lopes e a de Pelaipe, um mês se passou e o Cruz-Maltino, neste tempo, contratou o volante Raul, joia promissora do Ceará, de apenas 21 anos, e ainda conseguiu se desfazer de ​​​​Riascos, que foi para a China, e Bruno Paulista, que teve seu empréstimo rescindido. Juntos, o atacante e o volante somavam algo em torno de R$ 380 mil só de salário. Com o colombiano, a economia geral foi de R$ 8,5 milhões.

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CHEGADA DE JORGINHO, PAUSA PARA A COPA E MAIS SAÍDAS "COMEMORADAS"
Com a saída de Pelaipe, o presidente Alexandre Campello formou um "comitê gestor" para tomar as decisões relacionadas ao futebol do Vasco. Contratou o diretor de futebol Alexandre Faria, PC Gusmão como coordenador técnico e trouxe Jorginho, fora outros nomes e profissionais que, junto ao mandatário, controlam os rumos do futebol.

Durante a Copa do Mundo, o zagueiro Erazo comunicou que tinha uma proposta e pediu liberação dos treinos com o elenco.​ No dia 18 de julho, ele foi anunciado pelo Barcelona de Guayaquil, do Equador. Menos cerca de R$ 220 mil na folha salarial. No mesmo dia, Wellington acertava sua rescisão e estava liberado para negociar com o Atlético-PR. Desafogo de um valor que gira em torno de R$ 210 mil. Ambos extremamente criticados pela torcida, se juntaram à lista dos 'reforços comemorados' pela massa vascaína, ao lado de Riascos.

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A GRANDE CONTRATAÇÃO

E não foram só saídas. Somando Riascos, Bruno Paulista, Erazo e Wellington, o Cruz-Maltino economizou algo em torno de R$ 800 mil. E como já era planejado pelas contas dos deligamentos, o Vasco foi atrás de um nome de peso: ​Maxi López foi contratado sem fugir da política de austeridade. Mesmo sem entrar em campo, a cobrança "paga" por trazer um camisa 9 - que na verdade é 11 -, o projeto de marketing e os holofotes ajudaram o clima na Colina esfriar e o trabalho continuou sendo feito.

SAÍDA DE PAULÃO, FABRÍCIO ENCAMINHADO E CHANCES AOS GAROTOS

Na última segunda-feira (23), ​Paulão pediu rescisão e a diretoria aceitou. A torcida comemorou mais uma saída. É importante lembrar que, dos seis envolvidos ​na polêmica foto tirada quando o Vasco iria enfrentar a Universidad do Chile, pela Libertadores, três já saíram e o quarto está muito próximo de tomar o mesmo caminho. ​Segundo apurou o Esporte Interativo, Fabrício tem clubes interessados em seu futebol. Ele nem sequer foi inscrito na Copa Sul-Americana. Até Luan, lateral esquerdo da base que nunca jogou profissionalmente, consta na lista.

O crescimento de nomes como o volante Andrey e o zagueiro Ricardo, ambos da base, tranquilizam Jorginho em relação ao elenco. Além deles, o zagueiro Oswaldo Henríquez, a primeira contratação sob o comando do técnico, também agrada e dá confiança para o planejamento traçado.

O Vasco está em nono no Campeonato Brasileiro, com 19 pontos. Jorginho frisa constantemente que esse time tem mais potencial do que parece e, além do Brasileirão, tem a Copa Sul-Americana pela frente. Nesta quarta-feira (25), enfrenta a LDU, às 19h30 (de Brasília), no Estádio Casa Blanca, no Equador. O planejamento é chegar o mais longe possível na competição continental, não só pelo clube enxergar uma maior possibilidade de título por conta do formato do torneio, mas o lado financeiro também pesa.

No Brasileirão, a ideia é pensar jogo a jogo, conseguindo pontuar para se livrar logo da ameaça de rebaixamento e, quem sabe, beliscar uma vaga na pré-Libertadores, como feito em 2017, ou até diretamente. Planejamento plausível visto o elenco do Vasco que, vivendo dias "tranquilos" fora de campo, só tem a ganhar dentro dele.

Conteúdo publicado originalmente no site Esporte Interativo

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