Artilheiro no Cruzeiro, Arrascaeta foi goleiro de time do pai na infância

(Foto: Vinnicius Silva / Cruzeiro)



Ele tem 1,72m e faro de gol. Não à toa é o terceiro gringo que mais balançou as redes com as cores do Cruzeiro (43 gols em 166 jogos). Em sua função, foi convocado para a Copa do Mundo. Mas há alguns anos, Giorgian De Arrascaeta não atuava como meia-atacante. Longe disso. Ele deu os primeiros passos no futebol como goleiro.

Durante a infância, o uruguaio que está na Toca da Raposa II desde 2015 defendeu o time do pai Daniel De Arrascaeta como goleiro. Não era a posição predileta, mas é o que restou para o então garoto.

CONTINUA DEPOIS DOS ANÚNCIOS





LEIA MAIS
- Cruzeiro renova contrato de Dedé até 2021
- Decepção? Reforços tem pouca participação nos números do Cruzeiro em 2018
- Fora da briga? Mano Menezes revela pretensões do Cruzeiro no Brasileirão
- Dedé relembra momentos difíceis e comemora convocação para a seleção brasileira


"Naquela época, sobrava uma posição. Então me colocaram no gol. Meu pai era o treinador da equipe. Mas foi só por um ano. Depois, comecei a jogar no meio", disse em entrevista ao UOL Esporte antes da Copa do Mundo.

QUER SABER MAIS SOBRE O CRUZEIRO? CLIQUE AQUI.

"Eu gostava sempre de estar em todos os lugares do campo do meio para frente. Essa vontade de fazer gol que tinha sempre também foi me levando para a posição", acrescentou.

Logo depois que saiu do gol, ele se tornou meia-atacante e não decepcionou. Ele se profissionalizou no Defensor Sporting, do Uruguai, time pelo qual fez 65 partidas e estufou as redes 18 vezes.

VEJA A CLASSIFICAÇÃO ATUALIZADA DO CAMPEONATO BRASILEIRO

Há três anos e meio no Cruzeiro, demorou a engrenar. Mas, hoje, está completamente adaptado ao clube e se tornou peça fundamental no time de Mano Menezes. Em 2018, ele é quem mais participa dos gols da equipe, com oito marcados e seis assistências em 26 jogos. A critério de comparação, o número já é superior ao de sua primeira temporada no Brasil, quando anotou nove gols e deu passe para outros quatro apenas.

A evolução na Toca da Raposa II o transformou no terceiro maior artilheiro estrangeiro do clube, com 43 gols em 166 compromissos. Só o espanhol Fernando Carrazo, com 44, e o boliviano Marcelo Moreno, com 45, fizeram mais que o camisa 10.

Mas o que fez o jogador mudar tão rapidamente? Ele mesmo responde: "Não pesou a camisa do Cruzeiro. Acho que era uma experiência nova para mim, fora do meu país. Mas também estava chegando em um time que estava trocando muitos jogadores. Quando eu cheguei aqui, sete ou oito jogadores do time titular foram embora. Então, acho que isso atrapalhou um pouco para formar um grupo forte de novo", declarou.

Nesta quinta-feira (19), às 19h30 (de Brasília), ele entrará em campo mais uma vez para defender o Cruzeiro. O adversário será o América-MG, no Mineirão, em jogo válido pela 13ª rodada do Campeonato Brasileiro.

Conteúdo publicado originalmente no site UOL Esporte

RECEBA NOTÍCIAS DO CRUZEIRO DIRETO NO SEU MESSENGER. NÃO PERCA TEMPO! É DE GRAÇA!