Treinador do Galo reclama de pênalti a favor do Vasco e critica Rildo: 'Histórico de cai-cai'

(Foto: Bruno Cantini / Atlético-MG)

O técnico do Atlético Mineiro, Thiago Larghi, não escondeu a sua decepção com a derrota por 2 a 1 para o Vasco, na tarde deste domingo, em São Januário, no Rio, e principalmente pela maneira que a mesma ocorreu neste confronto de estreia do Campeonato Brasileiro. O treinador apontou que não houve pênalti de Bremer em Rildo nos acréscimos do segundo tempo, quando Yago Pikachu cobrou a penalidade para garantir o triunfo de virada dos donos da casa, aos 52 minutos do segundo tempo, e lembrou de histórico do atacante cruzmaltino de "cai-cai".

"É uma derrota em que o time se aplicou bem a partida toda. Infelizmente, ela veio num erro claro da arbitragem", reclamou o comandante, ao mesmo tempo lamentando o erro de Róger Guedes ao tentar dar um passe de calcanhar que permitiu o contra-ataque dos vascaínos que terminou no pênalti polêmico assinalado pela arbitragem.

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"Era um contra-ataque nosso. Perdemos a bola, também temos a responsabilidade de termos perdido o contra-ataque, como perdemos. Não era para ter acontecido. Mas, a partir do momento em que a bola entra na área, o jogador se joga. Nosso jogador, inclusive, tira o corpo da bola, não toca, é muito claro. Fizeram o gol em um pênalti que não existiu", completou Larghi ao comentar o pênalti assinalado pelo árbitro André Luiz de Freitas Castro.

"Espero que a comissão de arbitragem (da CBF) veja isso. É o tipo de lance que não pode acontecer. Fica muito claro (que não houve penalidade, na sua visão), o jogador (Rildo) tem até um histórico de cavar pênalti, de 'cai-cai'. Já houve um efeito suspensivo para ele poder jogar, e ele ainda simula um pênalti.. Enfim, é papo para diretoria e comissão de arbitragem, não sou eu quem tenho que avaliar", disse Larghi.

O técnico ainda criticou o fato de o Vasco estar podendo contar com Rildo em campo graças a um efeito suspensivo depois de o jogador ter sido punido com uma suspensão que, inicialmente, só permitiria a sua volta aos gramados quando o botafoguense João Paulo se recuperasse da grave fratura provocada pelo atacante no meio-campista em clássico do último Campeonato Carioca.

PRESIDENTE CRITICA EQUIPE - Apesar do lance polêmico que resultou na penalidade que deu a vitória aos vascaínos, o presidente do Atlético-MG, Sérgio Sette Câmara, acabou usando as redes sociais para criticar a atuação da equipe na derrota sofrida no Rio.

"Estou muito triste! Quem não estaria com essa virada? Faltou tudo! Principalmente, competência!", afirmou o dirigente, por meio de uma publicação em sua página no Twitter, e consequentemente aumentando ainda mais a pressão por um bom resultado contra o Ferroviário, nesta quarta-feira, às 21h45, na Arena Castelão, em Fortaleza, pelo jogo de volta da Copa do Brasil.

"A gente tem que trabalhar, o grupo vai se recuperar e amanhã (nesta segunda-feira) a gente já viaja para Fortaleza para conseguir essa classificação na Copa do Brasil, que será muito importante para a gente", afirmou Larghi, se referindo ao voo para o Ceará marcado para decolar às 21h45 desta segunda.

Como os atleticanos golearam por 4 a 0 no duelo de ida deste mata-mata, em Belo Horizonte, o treinador admitiu que existe a possibilidade de poupar titulares nesta partida de volta. Eles poderão ser preservados visando o jogo contra o Vitória, domingo, no estádio Independência, na capital mineira, pela segunda rodada do Brasileirão.

Conteúdo publicado originalmente no site O Dia

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