Realidade! Everton deixa de ser 'talismã' para se tornar absoluto no Grêmio

(Foto: Lucas Uebel/Grêmio)



Talismã: 1.objeto a que seu portador atribui o poder mágico de realizar os seus desejos. 2. efeito desse poder mágico; encantamento. 3. tudo que produz um efeito súbito e fantástico. Assim sempre foi visto o atacante Everton pela torcida do Grêmio. Uma espécie de amuleto para todos os treinadores que por lá passaram nos últimos anos. O 'décimo segundo jogador'. Porém, em 2018 o cenário aponta para uma mudança na carreira do camisa 11 dentro do clube. Isso porque, desde o início da temporada, o atleta vem sendo titular de Renato Portaluppi. E não apenas isso. Vem correspondendo à altura a chance recebida.

A titularidade, que agora parece ser absoluta, é pedida pela torcida tricolor há um período razoável de tempo. Pedidos que se intensificaram , principalmente, após a saída de Pedro Rocha para o futebol russo. A vaga na época ficou, no entanto, com Fernandinho, que acabou posteriormente fazendo um dos gols do título gremista na Libertadores 2017. Mas a negociação do atleta com a China acabou abrindo nova brecha para o 'Cebolinha', como é carinhosamente conhecido em Porto Alegre.

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Nos profissionais do Grêmio desde 2014, Everton sempre se mostrou um jogador diferenciado, com qualidade acima da média. Decidiu jogos vindo do banco. Marcou na final da Copa do Brasil de 2016, fez o gol da vitória sobre o Pachuca-MEX, na semifinal do Mundial de Clubes do ano passado, colecionou grandes atuações. Ruins também. Atravessou a natural irregularidade para um jovem. Sim. Apesar de, às vezes não parecer, o gremista tem apenas 21 anos. Uma promessa que virou realidade cedo. Mas ainda sim, uma promessa.

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Agora, diante da grande oportunidade com a camisa imortal, ele mostra o porquê de ser depositada tanta esperança em seu futebol. Um jogador interessantíssimo, que vem fazendo a diferença neste ainda curto período de temporada. Rápido, agudo, habilidoso. Abre espaços e defesas com muita facilidade. Sua verticalidade é uma arma letal. Ter Everton é campo é garantia de um aumento considerável de chances de gols criadas. Foi assim nas finais da Recopa e no Gre-Nal do último domingo (11), por exemplo.

De lado negativo, ainda há de se destacar a dificuldade que o guri enfrenta na hora de finalizar. Um defeito que precisa ser trabalhado com exaustão para ter uma solução a curto prazo. Os exemplos dos jogos acima servem de parâmetro também para esta pauta, já que o comandado de Portaluppi, que ainda não balançou as redes em 2018, desperdiçou chances claríssimas diante de argentinos e colorados que poderiam ter facilitado a vida de seus companheiros.

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Obviamente o atacante ainda deve atravessar alguns altos e baixos dentro das partidas, mas fato é que sua curva é cada vez mais crescente e seu amadurecimento é notório. Um diamante bruto, que é lapidado com muita consciência dentro do Grêmio. Uma máquina de talento pronta para render frutos - ainda mais - ao Tricolor.

Conteúdo publicado originalmente no site Esporte Interativo

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