Seleção Brasileira - Veja onde estão os jogadores que defenderam a Seleção em 2006

Considerada uma das gerações mais talentosas da Seleção Brasileira, o grupo de 2006 estreou no Mundial sendo um dos favoritos ao título e levou a fama até o dia 1º de julho, quando foi eliminado pela França com o placar de 1 a 0, e repetiu a triste história da final de 1998. Dos jogadores que defenderam as cores verde e amarela, poucos ainda seguem atuando. Um dos últimos, Kaká, eleito o melhor jogador do mundo em 2007, anunciou sua aposentadoria em dezembro passado após defender o Orlando City durante dois anos. Seguindo os passos do meia, Cicinho deixou as chuteiras penduradas na casa do Brasiliense e foi até o Morumbi comunicar o fim de sua carreira dentro das quatro linhas do gramado nesta semana. Bateu saudade? Veja onde estão os jogadores que defenderam o Brasil na Copa do Mundo de 2006.

DIDA:
Considerado um especialista em defesa de pênaltis, Dida ainda vestiu as camisas do Milan (2003-2011), Portuguesa (2012-2013), Grêmio (2013-2014) e Internacional (2014-2015). Após a Copa de 2006, o arqueiro conquistou o Campeonato Italiano de 2010-11 pelo time Rossonero e seu último título foi com a camisa do Colorado, quando faturou o bi-campeonato Gaúcho de 2014 e 2015. Após dois anos em Porto Alegre, o defensor deixou o futebol e iniciou os estudos para ser treinador.

ROGÉRIO CENI:
Maior goleiro-artilheiro da história do São Paulo, Rogério Ceni seguiu no Tricolor até 2015. Após guardar as luvas na gaveta, o paranaense trabalhou como auxiliar do então técnico da Seleção Brasileira, Dunga, que preparava o time canarinho para a Copa América Centenário. Em novembro de 2016, Ceni foi anunciado como técnico do São Paulo e, após uma campanha ruim no comando da equipe, teve contrato rompido e agora está à frente do Fortaleza.

JÚLIO CÉSAR:
Terceiro goleiro na Copa da Alemanha, Júlio César foi titular nos dois Mundiais seguintes. Após a Copa de 2014, o arqueiro retornou ao Queens Park Rangers, onde permaneceu até 2014. Em seguida, transferiu-se para o Benfica e conquistou a Taça da Liga (2014-15 e 2015-16), a Primeira Liga (2014-2015, 2015-16 e 2016-17) e a Taça de Portugal (2016-17). Atualmente defende o Flamengo.

CAFU:
Considerado um dos maiores laterais direitos da história do futebol, Cafu é recordista de jogos pela Seleção Brasileira, com atuação em 149 partidas. Presente nas Copas de 1994, 2002, 1998 e 2006, o jogador deu sequência a carreira no Milan após a derrota para a França. Na equipe italiana, ainda garantiu as taças da Liga dos Campeões de 2007 e do Mundial de Clubes, no mesmo ano. Em 2008, Cafu anunciou sua aposentadoria e hoje administra sua própria fundação.

LÚCIO:
​Juntamente com Taffarel, é o terceiro atleta que mais vestiu a camisa da Seleção, com participação em 105 jogos. Em 2010, Lúcio voltou a ser titular na equipe comandada por Dunga e encerrou seu ciclo pela Amarelinha. De volta à Internazionale, onde faturou a Coppa Italia (2010-11) e o Mundial de Clubes de 2010, o zagueiro encerrou seu vínculo com a equipe em 2012 e assinou união com a Juventus, conquistando a Supercopa da Itália no mesmo ano. Ele ainda passou por São Paulo (2013), Palmeiras (2014) e Goa (2015-2016) antes de defender o Gama, para a disputa do Campeonato Brasiliense de 2018.

JUAN:
Titular em 2006 e 2010, Juan voltou ao Roma após a Copa da África do Sul e assinou transferência para o Internacional em 2012. Pela equipe gaúcha, disputou cerca de 117 partidas e conquistou o Tricampeonato Gaúcho de 2013, 2014 e 2015. Em 2016, o zagueiro, revelado na base do Flamengo, retornou ao clube, onde faturou o Carioca de 2017 e a Taça Guanabara de 2018. Seu contrato com o Rubro Negro Carioca vai até o final da temporada.

ROBERTO CARLOS:
Considerado popularmente como o melhor lateral-esquerdo da história do futebol ao lado de Nilton Santos, Roberto Carlos vestiu a camisa da Seleção pela última vez em 2006. Após a Copa, o jogador retornou ao Real Madrid, onde conquistou sua última La Liga (2006-07). Em 2007, transferiu-se para o Fenerbahçe e faturou a Supercopa da Turquia. Antes de se aposentar, ainda defendeu Corinthians (2010-2011), Anzhi Makhachkala (RUS) (2011-2012) e Delhi Dynamos (IND) (2015). Atualmente, trabalha como treinador do australiano South Melbourne.

CICINHO:
​Reserva em 2006, o ex-lateral-direito não conseguiu se firmar na equipe, mas conquistou o Campeonato Espanhol pelo Real Madrid no mesmo ano. Em 2007, transferiu-se para o Roma, onde permaneceu até 2012 e faturou a Copa da Itália (2007-08) e a Supercopa (2007-08). Em junho de 2012, Cicinho foi contratado pelo Sport, mas deixou o Brasil para defender o Sivasspor (TUR) durante três anos. Voltou ao futebol brasileiro em 2018 e vestiu a camisa do Brasiliense uma vez antes de anunciar sua aposentadoria no último dia 6 de março.

LUISÃO:
​Convocado para Copas de 2001 até 2010, o zagueiro também construiu uma bela história no Benfica. Ídolo, é o segundo jogador com mais partidas disputadas pela Águia, totalizando 536 participações. Em seus 15 anos pelos Encarnados, Ânderson Luís da Silva conquistou 20 taças, sendo a Supertaça de Portugal de 2017 a última até o presente momento. Seu contrato com o Benfica vai até junho de 2019.

CRIS:
​De volta à Seleção Brasileira em 2009 para a vaga de Juan, que não pôde se apresentar devido a uma lesão, o zagueiro voltou ao Lyon após a convocação e conquistou a Supercopa da França (2005 e 2012) e a Copa da França (2008 e 2012). Antes de voltar ao Brasil, Cris ainda atuou por uma temporada no turco Galatasaray. Em 2013, foi contratado pelo Grêmio e transferiu-se para o Vasco no mesmo ano. Atualmente é técnico da equipe sub-19 do Lyon.

GILBERTO:
Convocado por Dunga em 2010, o lateral não teve muita sorte na carreira após sua última passagem pela Seleção. Rescindiu com o Cruzeiro em 2011 depois de conquistar o Campeonato Mineiro e o Brasileiro de 2010 e assinou com o Vitória, onde realizou uma curta temporada até se transferir para o América-MG para a disputa do Brasileirão Série B de 2012. Ameaçou se aposentar, mas voltou ao América do Rio de Janeiro para encerrar carreira no clube que o lançou no mundo do futebol, porém não chegou a pisar no gramado com a camisa do time em jogo oficial.

EMERSON:
​Cotado para o posto de capitão da Seleção da Copa de 2002, o meia deslocou o ombro esquerdo durante o treinamento que antecedeu o primeiro jogo e acabou sendo substituído por Cafu. Voltou à Amarelinha em 2006 e encerrou o vínculo com a Juventus no mesmo ano para defender o Real Madrid, onde conquistou a La Liga (2006-07). Em agosto de 2007, foi para o Milan e permaneceu no clube italiano até assinar com o Santos, em 2009, mas rompeu com o Peixe por conta de uma cirurgia que lhe deixaria fora dos gramados. Em 2015, assinou com o Miami Dade FC, mas não vingou e pendurou as chuteiras em 2016.

KAKÁ:
​Uma das promessas da Copa de 2006, o meia foi eleito o melhor jogador do mundo em 2007 e teve um bom desempenho em campo no Mundial de 2010. Ele também chegou a ser convocado para a Copa América Centenário em 2016, mas uma lesão o deixou longe do time. Após passagens de destaque pelo Real Madrid e Milan, Kaká assinou com o norte-americano Orlando City, onde permaneceu até sua aposentadoria em outubro de 2017. Após o fim da carreira como jogador, o ex-meia pretende estudar para se tornar técnico.

RONALDINHO GAÚCHO:
Melhor jogador do Mundo em 2006, Ronaldinho Gaúcho roubava a cena na Seleção e voltou a fazer parte do time em 2010. O 'Bruxo' ainda construiu uma bela história no Barcelona e no Milan, antes de começar a ter sua carreira dividida entre festas e polêmicas. Como uma bomba, o meia chegou ao Flamengo em 2011 e virou ídolo da torcida antes de se transferir para o Atlético-MG em 2013, ano das conquistas do Mineiro e da Libertadores, maior título da história do clube. Ronaldinho ainda defendeu o Querétaro e o Fluminense antes de pendurar as chuteiras em 2016.

ZÉ ROBERTO:
​Destaque na Copa de 2006, o meia participou apenas desta edição do Mundial por escolha própria. Em sua carreira, teve uma bela passagem pelo Bayern de Munique após vestir a camisa da Seleção. Antes de voltar ao futebol brasileiro, Zé Roberto ainda defendeu Hamburgo e Al-Gharafa até assinar com Grêmio, em 2012. Permaneceu no Tricolor até 2014, ano em que iniciou a caminhada para se tornar ídolo do Palmeiras com as conquistas da Copa do Brasil (2015) e Campeonato Brasileiro (2016). Ele se aposentou dos gramados e agora trabalha como assessor técnico do Verdão.

GILBERTO SILVA:
Após ser convocado para a Copa do Mundo de 2010, a terceira de sua carreira, o zagueiro retornou ao Panathinaikos, da Grécia, onde permaneceu até 2011. No mesmo ano, acertou sua transferência para o Grêmio, mas após um período de lesão, perdeu a posição e só voltou a aparecer como titular sob comando do treinador Caio Jr. Em 2013, voltou ao Atlético-MG para levantar os canecos do Campeonato Mineiro e da Libertadores. Com o fim do vínculo em 2014, o jogador se aposentou.

MINEIRO:
​Gaúcho de nascimento, o volante foi campeão brasileiro pelo São Paulo logo depois de voltar da Seleção Brasileira. Deu sequência a carreira na Alemanha, pelo Hertha Berlim. Em 2008, acertou sua ida para o Chelsea e jogou apenas uma partida pela equipe. Mineiro ainda passou pelo Schalke 04 antes de atuar profissionalmente pela última vez no TuS Koblenz em 2012.

JUNINHO PERNAMBUCANO:
Convocado pela primeira vez em 1999, o meia vestiu a camisa da Seleção oficialmente em 2006, totalizando 43 partidas disputadas e sete gol. Após seu último desafio pela Amarelinha, Juninho Pernambucano voltou ao Lyon, onde acumulou 14 dos títulos de sua carreira. O jogador ainda passou pelo Al-Gharafa e se tornou o melhor da temporada de 2010, no Qatar. O New York Red Bulls também contou com uma breve atuação do meio-campista, que retornou ao Cruz Maltino em 2013 para anunciar o fim de sua carreira. Atualmente é comentarista.

RICARDINHO:
Convocado pela primeira vez em 2000, Ricardinho vestiu a camisa da Seleção 23 vezes. Após passagem no time comandado por Parreira, o meia assinou com o Corinthians, mas, após campanha irregular, transferiu-se para o Besiktas, onde permaneceu durante dois anos e faturou a Copa da Turquia de 2007. Em 2008 ainda vestiu a camisa do Al-Rayyan antes de conquistar seu último título da carreira de atleta pelo Atlético-MG, em 2010. O último time que contou com o futebol de Ricardinho foi o Bahia, em 2011. Em seguida veio a aposentadoria e o emprego como técnico. Hoje, comanda o Londrina.

ADRIANO:
Com o status de Imperador desde a Inter de Milão, o atacante não teve atuação de destaque na Copa de 2006, mas rendeu esperança para o futuro. Quando defendia o Flamengo, recebeu mais uma oportunidade na Seleção que disputaria o Mundial de 2010, porém não se firmou entre os titulares. Assim como Ronaldinho Gaúcho, Adriano perdeu o futebol para a boêmia e, após passagens curtas pelo Roma, Corinthians, Flamengo, Atlético-PR e Miami United, não despertou o interesse de outros times e segue sem clube apesar de não ter anunciado aposentadoria.

RONALDO:
Reconhecido como um dos maiores futebolistas de todos os tempos, o atacante conseguiu quebrar o recorde de Gerd Muller como maior artilheiro das Copas mesmo estando acima do peso em 2006. No Mundial de 2014, a marca seria batida por Klose. Eleito melhor jogador do mundo pela Fifa em 1996, 1997 e 2002, Ronaldo encerrou uma bela história com o Real Madrid em 2007 e passou uma temporada no Milan. Em 2009, o Fenômeno foi anunciado como reforço do Corinthians, onde conquistou o Paulista e a Copa do Brasil de 2009 e pendurou as chuteiras.

FRED:
Presente em apenas um jogo da Copa de 2006, o atacante voltou a ser convocado em 2014 após campanha de destaque pelo Fluminense. Depois do Mundial realizado no Brasil, Fred deu sequência a carreira no Tricolor, onde permaneceu até 2016. Criticado pela torcida carioca, assinou com o Atlético-MG no mesmo ano e se tornou um dos principais jogadores do time conquistando o Campeonato Mineiro. Em 2018, o jogador transferiu-se para o Cruzeiro, time com quem tem contrato até 2020.

ROBINHO:
Convocado em 2006, Robinho fez parte da lista até 2017, quando foi chamado por Tite para disputar o amistoso contra a Colômbia, que terminou com vitória por 1 a 0 para o Brasil. No decorrer de sua carreira desde o primeiro Mundial, o atacante teve campanhas de destaque no Santos, seu clube de origem e onde conquistou dois Campeonatos Brasileiros, dois Paulistas e uma Copa do Brasil. Também foi aclamado no Real Madrid, Milan e, por último, Atlético-MG, mas sua situação ficou comprometida em Belo Horizonte após ser condenado a nove anos de prisão por estupro coletivo. Atualmente defende o Sivasspor.

Conteúdo publicado originalmente no site Lance!