Publicada em 09/02/2018, às 10:06

Melhor defesa do Paulistão é também responsável por um terço dos gols do Corinthians

Timão vem de três anos consecutivos como a zaga menos vazada do Campeonato Paulista

Juninho Capixaba e Pedro Henrique ganharam vaga no time titular após as saídas de Guilherme Arana e Pablo

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Se um bom ataque começa com uma boa defesa, o Corinthians não tem com que se preocupar. Enquanto a diretoria concentra esforços para achar um substituto ideal para Jô, a defesa alvinegra tem mantido o alto nível das últimas temporadas e, de quebra, ajudado lá na frente.

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Até agora, na quinta rodada do Campeonato Paulista, foram apenas três gols sofridos – o que dá ao Timão a condição de defesa menos vazada, ao lado de Palmeiras e São Bento.

E mais: dos nove gols marcados pelo Corinthians, três foram da dupla de zaga titular – Balbuena (2) e Pedro Henrique (1).

Vale lembrar que, nas últimas três edições do Paulistão, a defesa corinthians foi a que menos tomou gols:

2015 – 12 gols sofridos (empatado com o São Paulo)
2016 – 10 gols sofridos (caiu na semifinal)
2017 – 11 gols sofridos (acabou campeão)

Veja abaixo os pilares do sucesso defensivo do Corinthians:

BALBUENA
O paraguaio marcou contra a Ferroviária (quando time perdia em casa, por 1 a 0), e fez o gol da vitória no clássico contra o São Paulo, chegando a 10 gols com a camisa do Corinthians, se tornando o nono zagueiro com mais gols na história do Corinthians, a um gol do oitavo colocado, Anderson Beraldo.

PEDRO HENRIQUE
Pedro Henrique ainda tenta se firmar e vive com a responsabilidade de substituir Pablo – além de ter o recém-contratado Henrique como sombra no banco de reservas. O jovem zagueiro marcou na última rodada, contra o Novorizontino, garantindo a vitória fora de casa por 1 a 0 e chegando a três gols com a camisa do Corinthians.

– Uma coisa que ressaltei é melhorar minha bola aérea. Vou procurar nos treinamentos melhorar e ajudar a equipe na frente, como Balbuena e Pablo ajudaram – afirma Pedro Henrique.

TÉCNICO
Essa regularidade da defesa não é por acaso. Fábio Carille, atual treinador, era antes o auxilar responsável justamente por ajustar a retaguarda do time – começou com Mano Menezes em 2009 e se manteve no cargo com Tite na sequência.

Como comandante, Carille provou manter a receita. Na temporada passada, sua primeira como treinador, o Corinthians foi a melhor defesa nos dois títulos que ganhou, Paulistão (11 gols sofridos) e Brasileiro (27).

A marcação é tão intensa que quem chega de agora demora para se adaptar. Juninho Capixaba, que veio para ocupar o lugar de Guilherme Arana na lateral esquerda, tem sentido a diferença nos últimos jogos, problema já detectado por Fábio Carille.

– Sei que ele precisa melhorar no setor (defensivo). Ele tem coragem, gosta de aprender, está sempre procurando saber o que fazer de melhorar. Ele vai melhorar, essa semana vai ser muito importante para ele – avaliou o treinador após o clássico contra o São Paulo.

SEQUÊNCIA E REPOSIÇÃO
O último ingrediente dessa receita de sucesso é a sequência das peças fundamentais e a reposição, quando necessária, das peças que vão embora.

É o caso de Pedro Henrique e Juninho Capixaba, que entraram nas vagas de Pablo e Arana, que saíram para o futebol europeu – o primeiro retornou do empréstimo ao Bordeaux.

O Corinthians ainda conta com os zagueiros Henrique, que chegou recentemente vindo do Fluminense, Yago, que retornou de empréstimo da Ponte Preta, e Léo Santos, garoto da base, que ainda busca espaço no profissional. Além de Vilson, que ainda se recupera de lesão muscular.

Para as laterais, além do titular Fagner na direita, o Corinthians conta com o garoto Mantuan – que foi reposicionado para a lateral e agora é substituto imediato do camisa 23. Na esquerda, além de Juninho Capixaba, o Corinthians tem como opções Guilherme Romão e o jovem Carlos Augusto, recém-promovido para o elenco profissional.

Conteúdo publicado originalmente no site GloboEsporte

Publicada em 09/02/2018, às 11:28

Júnior Dutra, do Corinthians, volta ao palco de parceria com Marcelinho Carioca

Atacante viveu parceria com o ídolo da Fiel entre 2008 e 2009 no Santo André

Junior Dutra será mantido no ataque do Corinthians (Foto: Daniel Augusto Jr/Agência Corinthians)

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O jogo desta sexta-feira, às 19h, no Bruno José Daniel, será especial para Júnior Dutra, do Corinthians. Oito anos depois de deixar o Santo André rumo ao futebol japonês, o atacante volta ao ABC paulista para enfrentar sua primeira equipe profissional pela sexta rodada do Paulistão.



– Tenho um carinho e respeito muito grande pelo Santo André. Consegui ter uma projeção nacional atuando em competições importantes como o Paulistão e a Série A. Aprendi muito lá, o elenco tinha jogadores experientes e pude evoluir.

Um dos jogadores experientes com quem Dutra atuou no Ramalhão foi Marcelinho Carioca, um dos maiores ídolos da história do Corinthians, em seu último ano de carreira profissional, aos 37 anos. Juntos, conseguiram o acesso para a Série A do Brasileiro em 2008. No ano seguinte, não conseguiram evitar a volta do clube para a Segunda Divisão.

– Joguei com o Marcelinho Carioca, que foi meu padrinho no futebol, no Santo André. Eu admirava muito ele, e depois jogamos juntos – citou Dutra, na chegada ao Corinthians.



Goleiro atual do Ramalhão, Neneca fazia parte do elenco em que Junior Dutra e Marcelinho Carioca atuaram. O técnico Sérgio Soares é outro velho conhecido do atacante corintiano.

Depois de deixar o Ramalhão, Dutra partiu para o futebol japonês (jogou por Kyoto Sanga e Kashima Antlers), passou pela Bélgica (no Lokeren), Qatar (no Al-Arabi) e voltou ao Brasil em 2016 para jogar pro Vasco e, depois, Avaí. Aos 30 anos, diz viver o auge da carreira no Corinthians.

– É o maior do futebol brasileiro. Estou me adaptando muito bem, até porque temos uma estrutura espetacular e o time é muito bom, rápido, de toque de bola e que encaixa bem com o meu jogo. Venho conquistando o meu espaço e a torcida tem me apoiado bastante. Quero escrever uma bonita história nesse time que estou realizando o sonho de defender – afirmou.

Ainda sem um reforço para o ataque, Fábio Carille tem dado sequência para Dutra no ataque do Timão. Kazim, que começou a temporada como titular, perdeu espaço e será opção no banco.

Conteúdo publicado originalmente no site GloboEsporte