Publicada em 09/02/2018, às 09:43

Dinamite se emociona com retorno a São Januário: 'Minha casa'

Ídolo e ex-presidente do clube voltou ao estádio convidado pelo atual mandatário Alexandre Campello após três anos afastado na gestão Eurico Miranda

(Foto: Carlos Gregório Jr/Vasco.com.br)

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Roberto Dinamite é o maior ídolo da história do Vasco. O ex-atacante marcou 644 gols em 955 jogos com a camisa Cruz-Maltina e foi presidente do clube por seis anos. Após três anos sem pisar em São Januário, Dinamite retornou ao local convidado pelo atual mandatário Alexandre Campello e se emocionou com o carinho dos torcedores.

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- São Januário sempre foi a minha casa. Eu comecei lá com 14 anos, parei com 38 e depois fui presidente do clube. Não tenho grupo A, B ou C na política do clube. O Vasco é maior e está acima de tudo isso. Não fui nos últimos anos porque nunca tinha sido convidado. O atual presidente me convidou, o Campello trabalhou comigo e não tenho problema nenhum com ele - disse Dinamite, ao LANCE!, antes de completar:

- Foi muito legal retornar a São Januário. O torcedor me recebeu bem. Eu me emocionei, fiquei muito feliz. Pode parecer simples, mas esse convite me fez muito bem.

No rápido papo com a reportagem, Dinamite evita o assunto política do clube. Antes mesmo de ser questionado sobre o assunto, Roberto já deixou clara sua posição:

- No que eu puder ajudar, eu vou ajudar. Posso garantir que não vou atrapalhar e creio que se todos que estão envolvidos pensarem assim, vai dar certo. Torço para a atual diretoria, o Vasco e a sua torcida merecem dias melhores.

ELOGIOS A PAULINHO E EVANDER E PEDIDO POR REFORÇOS

Dois jogadores do atual elenco vascaíno foram destacos por Dinamite: os jovens Paulinho e Evander. O bom desempenho dos meninos que vieram da base fez Roberto lembrar do tempo em que trabalhou com alguns deles enquanto presidente:

- O Paulinho está aí marcando história como o jogador mais novo da história do Vasco a marcar na Libertadores. O Evander teve paciência para esperar o momento dele de brilhar. É muito legal ver essa molecada brilhando, 90% deles estiveram com a gente na base, isso mostra que o trabalho foi bem feito.

Sobre o time atual na Libertadores, Roberto manteve os elogios para o trabalho do técnico Zé Ricardo, mas ressaltou que as próximas fases serão muito complicadas e que o atual elenco precisa de reforços.

- A expectativa é boa. Temos que pensar grande, os adversários dessa fase preliminar não são do mesmo nível que o Vasco pode encarar lá na frente, mas o time está bem, o trabalho do Zé Ricardo é excelente. A garotada está dando conta do recado. Acho que mais pra frente é necessário que venham reforços, mas os meninos estão muito bem - finalizou.

Conteúdo publicado originalmente no site Lance!

Publicada em 09/02/2018, às 09:02

Sem Fabuloso, Nenê e A. Martins, Vasco deixa de pagar, no mínimo, R$ 30 milhões

Com brecha no orçamento, diretoria busca reforçar o elenco. Apenas a saída do zagueiro, que tinha três anos de contrato, faz o clube economizar cerca de R$ 20 milhões

(Foto: Paulo Fernandes/Vasco)

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Depois de Anderson Martins e Nenê, na quinta-feira foi a vez de o Vasco oficializar a saída de Luis Fabiano. Desta forma, três dos maiores salários do elenco deram adeus ao clube, que deixará de pagar a estes atletas, no mínimo, R$ 30 milhões, somados. São R$ 15 milhões neste ano e outros R$ 7,5 milhões nas duas temporadas seguintes.



Com esta margem no orçamento, a nova diretoria tenta reforçar o time, como fez nas chegadas de Werley, Paulão e Giovanni Augusto. Atualmente, o maior salário cruz-maltino é o do meia Wagner. Considerando o custo dos novos jogadores e a contratação de executivos, a economia no futebol em 2018 é estimada em R$ 10 milhões.

As contas não são simples, já que o contrato de cada jogador tem variáveis de premiação. Luis Fabiano ganhava R$ 250 mil por mês, menos do que os outros dois, mas tinha premiações por vitórias (R$ 15 mil no Brasileiro e R$ 10 mil no Carioca), além de metas como artilharia. Ou seja, no mínino o clube deixa de pagar R$ 3 milhões a ele até o fim do ano, quando seu contrato encerraria.

No caso de Nenê, a economia é de cerca de R$ 6 milhões. O salário era de R$ 330 mil mensais e mais R$ 20 mil a cada partida que ele jogava. O Vasco devia R$ 1,5 milhão ao meia em vencimentos atrasados, mas, no acordo feito para rescisão de contrato, ficou acertado que o clube pagará R$ 800 mil.



Quem tinha o maior salário e o contrato mais longo (mais três anos) era Anderson Martins e, por isso, ele representa a maior economia. Seu vínculo, rescindido ainda durante a gestão Eurico Miranda, previa salários de R$ 550 mil. Desta forma, no fim dos três anos ele receberia do Vasco ao menos mais R$ 20 milhões.

Conteúdo publicado originalmente no site GloboEsporte