Publicada em 08/02/2018, às 19:30

Sem charuto: ídolos retornam ao clube, e sala da presidência vira camarote

Na partida contra a Universidad de Concepción, ex-jogadores como Roberto Dinamite vão ao estádio após bastante tempo e confraternizam com o atual mandatário Alexandre Campello

(Foto: Carlos Gregório Jr/Vasco.com.br)

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São Januário viveu uma noite diferente na quarta-feira, quando o Vasco venceu a Universidad de Concepción por 2 a 0 e se classificou para a próxima fase da Libertadores. A sala da presidência, onde Eurico Miranda assistia aos jogos e que havia virado um símbolo durante sua gestão, passou a ser uma espécie de camarote para Alexandre Campello receber ídolos do clube. Entre eles Roberto Dinamite, que não voltava ao estádio desde 2014.

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Além de Dinamite, estiveram presentes Carlos Germano, Sorato, Odvan, Donizete, Márcio Cazorla, Leandro Ávila e Cássio, que trabalharam com Campello quando ele era médico do Vasco, além do ator Antônio Pitanga. Roberto Dinamite foi o único a optar por assistir ao jogo da sala da presidência, enquanto os demais foram para a tribuna, onde também estava o ex-presidente Eurico Miranda.

- Esse aí (apontando para Dinamite) queria me intimidar. Eu era novinho, ia aplicar injeção e ele me olhava “Vê se não vai errar o lugar"... - contou Campello.

Odvan foi o primeiro a chegar e também lembrou de histórias de quando foi paciente de Campello.

- Não sei se chamo de doutor ou presidente. Ainda estou me acostumando! Gostava quando era o doutor Campello trabalhando no campo, porque ele sempre foi fininho, chegava rápido até os jogadores quando se machucavam - brincou.

Sorato, que já foi técnico do sub-20 do Vasco, foi outro a voltar a São Januário depois de bastante tempo.

- Não venho há três anos. Não é coincidência.

Campello lembrou de quando ainda estava em seu início no Vasco e foi campeão brasileiro graças ao gol marcado por Sorato, contra o São Paulo.

- Quase apanhei por sua causa no Morumbi, em 89. Eu não estava escalado para ficar no campo, e assisti ao jogo na tribuna, junto com o Paulo Angioni, próximo a torcedores do São Paulo. Na hora do seu gol, me empolguei e vibrei igual um maluco. Os caras queriam me matar!

Um dos torcedores presente apontou Carlos Germano para uma outra torcedora, mais nova, e disse: “Você acha o Martín Silva bom, né? Esse aqui era 20 vezes melhor! Até hoje me arrepio com aquela cabeçada que você salvou no finalzinho da decisão do Brasileiro de 97”.

Leandro Ávila lembrou que fez um teste no Vasco em 1986 e não passou, mas foi aprovado no ano seguinte e trabalhou com Campello ainda na base.

- Aí, doutor, lembra que eu só deixava o senhor aplicar injeção em mim? Sua mira era boa. Lembro que jogadores dormiam no alojamento embaixo das arquibancadas. Era tão quente que a gente tomava banho gelado, mas em 20 minutos já estava suando tudo de novo. E os mosquitos? Nossa senhora. Vi muito colega sozinho de noite na arquibancada chorando de saudade de casa - disse.

O ex-volante foi um dos aplaudidos pela torcida ao aparecer no telão e não escondeu a saudade de retornar a São Januário.

- Dá muita saudade, cara. Impressionante como a gente já respira um outro ar, né? Não queria ter saído do Vasco (em 1995). Foi bom por um lado, ganhei um Campeonato Brasileiro, mas aqui é minha casa. Fiquei chateado com o Eurico - afirmou Ávila.

O último a chegar, já perto de a bola rolar, foi o lateral Cássio.

- Vai pagar caixinha, hein - provocou Campello.

Na próxima fase da Libertadores, o Vasco vai enfrentar o vencedor do duelo de bolivianos Oriente Petrolero e Jorge Wilstermann, que jogam na noite desta quinta.

Conteúdo publicado originalmente no site GloboEsporte

Publicada em 21/02/2018, às 11:12

Blog do Garone: Defesa do Vasco pode igualar feito do time de 1990 na Libertadores

Quinõnez disputa a bola em jogo contra o Colo-Colo (Foto: Reprodução)

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Acácio, Luís Carlos Winck, Célio Silva, Quiñonez (Marco Aurélio) e Mazinho.



Essa era a defesa vascaína titular na Libertadores de 1990, quando a equipe emplacou quatro partidas consecutivas sem sofrer gols na competição. Feito que poderá ser repetido nesta quarta-feira, em Sucre, na Bolívia, pelo time comandado por Zé Ricardo.

Em três jogos na disputa pela América, o Cruz-Maltino ainda não sofreu gols, e pode igualar a marca de 28 anos atrás caso não seja vazado no duelo desta noite contra o Jorge Wilstermann. Com uma vantagem de quatro gols obtida no Rio, não ter suas redes balançadas é garantia de vaga na fase de grupos.

SÉRIE SEM SOFRER GOLS EM 1980 (Libertadores)



18/04/1990 – Vasco 0x0 Grêmio
24/04/1990 – Vasco 2×0 Cerro Porteño-PAR
27/04/1990 – Vasco 1×0 Olímpia-PAR
08/08/1990 – Vasco 0xo Colo-Colo-CHI

SÉRIE SEM SOFRER GOLS EM 2018 (Libertadores)

31/01/2018 – Universidad Concepción-CHI 0x4 Vasco
02/02/2018 – Vasco 2×0 Universidad Concepción-CHI
14/02/2018 – Vasco 4×0 Jorge Wilstermann-BOL

Conteúdo publicado originalmente no site Lance!