Publicada em 08/02/2018, às 11:24

Pode voltar? Entenda o que a nova direção do Corinthians pensa sobre Guerrero

Peruano tem contrato até 10 de agosto com o Flamengo; Timão monitora

Guerrero gol Corinthians Mundial Chelsea (Foto: Getty Images)

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Eleito no último sábado, Andrés Sanchez assumiu a presidência do Corinthians com uma missão: contratar um novo centroavante. Em meio a dezenas de nomes analisados nos últimos meses está o de Paolo Guerrero, do Flamengo.

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O retorno do artilheiro peruano é visto pelos dirigentes do Timão como bastante difícil, mas não impossível. Guerrero recebe atualmente cerca de R$ 1 milhão mensais (entre luvas diluídas e salários), valor considerado muito alto pelos corintianos.

O Timão entende que conseguiria arcar com os vencimentos, mas teria dificuldade para chegar a um acordo justamente por conta das luvas, já que o jogador tem mercado em outros clubes brasileiros e em centros menores no mundo, como Ásia e Oriente Médio.

Como comparação, Guerrero pediu R$ 18 milhões de luvas e mais R$ 500 mil de salários para renovar com o Timão em 2015. O clube chegou a oferecer R$ 13 milhões no fim de 2014, mas não conseguiu avançar. Sem acordo, ele deixou o clube e fechou com o Flamengo.

Outro ponto levado em conta pelo Corinthians é de que dificilmente recuperaria um investimento tão alto. Guerrero já tem 34 anos e, na avaliação da diretoria, teria chances remotas de ser revendido. Curiosamente, isso aconteceu com Jô, de 30 anos. O Timão vendeu o goleador por US$ 10 milhões (R$ 32 milhões à época) para o Nagoya Grampus, do Japão.

Dirigentes corintianos garantem que, hoje, não há nenhum contato com o peruano. Eles asseguram que os atritos com o jogador no fim do contrato ficaram no passado e isso não seria um problema caso começassem a negociar.

O que pode mudar?

Enquanto procura outros nomes, o Corinthians vai monitorar a situação de Guerrero no Flamengo – o vínculo vai até 10 de agosto de 2018 e permite que o jogador já assine um pré-contrato com qualquer equipe.

Caso nao haja acordo, o Timão pode entrar na disputa para o retorno do herói do título mundial de 2012. Tudo, porém, dependerá dos valores. Lembrando que Guerrero pode disputar a Copa do Mundo da Rússia e se valorizar dependendo de seu desempenho.

O clube do Rio de Janeiro se mostra favorável à renovação, mas apenas até o fim desta temporada, o que não agrada ao jogador. Na semana passada, o Flamengo contratou Henrique Dourado para suprir a ausência do peruano, suspenso até 3 de maio por doping.

Timão varre o mercado

Se Guerrero ainda é uma opção distante, a direção do Corinthians tem passado os últimos meses analisando centroavantes. Dirigentes relataram que diariamente dezenas de jogadores são oferecidos, mas sem que nenhum deles convencesse. A estratégia é de ter paciência até que algum nome agrade.

Kazim começou a temporada como o centroavante titular, mas perdeu a vaga para Júnior Dutra. As outras opções do técnico Fábio Carille para a vaga são o veterano Danilo e o garoto Carlinhos.

Conteúdo publicado originalmente no site GloboEsporte

Publicada em 09/02/2018, às 11:28

Júnior Dutra, do Corinthians, volta ao palco de parceria com Marcelinho Carioca

Atacante viveu parceria com o ídolo da Fiel entre 2008 e 2009 no Santo André

Junior Dutra será mantido no ataque do Corinthians (Foto: Daniel Augusto Jr/Agência Corinthians)

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O jogo desta sexta-feira, às 19h, no Bruno José Daniel, será especial para Júnior Dutra, do Corinthians. Oito anos depois de deixar o Santo André rumo ao futebol japonês, o atacante volta ao ABC paulista para enfrentar sua primeira equipe profissional pela sexta rodada do Paulistão.



– Tenho um carinho e respeito muito grande pelo Santo André. Consegui ter uma projeção nacional atuando em competições importantes como o Paulistão e a Série A. Aprendi muito lá, o elenco tinha jogadores experientes e pude evoluir.

Um dos jogadores experientes com quem Dutra atuou no Ramalhão foi Marcelinho Carioca, um dos maiores ídolos da história do Corinthians, em seu último ano de carreira profissional, aos 37 anos. Juntos, conseguiram o acesso para a Série A do Brasileiro em 2008. No ano seguinte, não conseguiram evitar a volta do clube para a Segunda Divisão.

– Joguei com o Marcelinho Carioca, que foi meu padrinho no futebol, no Santo André. Eu admirava muito ele, e depois jogamos juntos – citou Dutra, na chegada ao Corinthians.



Goleiro atual do Ramalhão, Neneca fazia parte do elenco em que Junior Dutra e Marcelinho Carioca atuaram. O técnico Sérgio Soares é outro velho conhecido do atacante corintiano.

Depois de deixar o Ramalhão, Dutra partiu para o futebol japonês (jogou por Kyoto Sanga e Kashima Antlers), passou pela Bélgica (no Lokeren), Qatar (no Al-Arabi) e voltou ao Brasil em 2016 para jogar pro Vasco e, depois, Avaí. Aos 30 anos, diz viver o auge da carreira no Corinthians.

– É o maior do futebol brasileiro. Estou me adaptando muito bem, até porque temos uma estrutura espetacular e o time é muito bom, rápido, de toque de bola e que encaixa bem com o meu jogo. Venho conquistando o meu espaço e a torcida tem me apoiado bastante. Quero escrever uma bonita história nesse time que estou realizando o sonho de defender – afirmou.

Ainda sem um reforço para o ataque, Fábio Carille tem dado sequência para Dutra no ataque do Timão. Kazim, que começou a temporada como titular, perdeu espaço e será opção no banco.

Conteúdo publicado originalmente no site GloboEsporte