Publicada em 07/02/2018, às 13:40

Mão calejada pela vida: Juninho Capixaba, do Corinthians, conta sua história

Lateral-esquerdo fala da infância pobre, da relação com o pai e diz que é "um segundo Arana"

(Foto: Daniel Augusto Jr/Ag. Corinthians)

CLIQUE AQUI e receba notícias do Corinthians direto no seu Messenger.

Embora use os pés – principalmente o esquerdo – em sua caminhada no futebol, é nas mãos que o lateral-esquerdo Juninho Capixaba, do Corinthians, carrega calos.

CONTINUA DEPOIS DOS ANÚNCIOS





Contratado aos 20 anos por cerca de R$ 6 milhões para ser o substituto de Guilherme Arana, o jogador não esquece da infância e adolescência difícil que teve, quando a mãe sustentou sozinha uma família de sete filhos, deixados para trás pelo pai.

Natural de Cachoeiro do Itapemirim, no Espírito Santo, o garoto se mudou aos oito anos para Campos dos Goytacazes, no Rio de Janeiro. Por lá, colocou a mão na massa junto de um tio para ajudar a mãe.

– Minha infância foi muito pobre. Aos seis anos tivemos problemas familiares, meu pai se separou da minha mãe e abandonou a família. Ela criou sete filhos, mas um deles faleceu aos dez meses. Nunca nos deixou faltar arroz e feijão, mas isso marca muito a situação da minha vida. O futebol é o fator principal para ajudar a mim e minha família, principalmente minha mãe – contou.

Embora o episódio tenha marcado a vida de Juninho, ele diz não guardar mágoas do pai. A prova do sentimento sincero está tatuada em seus braços. O direito leva o nome de Luis Antônio. O esquerdo o de Joanilza, a sua "guerreirinha", como ele diz.

– Tenho contato com meu pai até hoje. Apesar de tudo, eu o perdoo. Trato normal e tenho amor por ele. Mas claro que o amor que tenho mesmo, de verdade, é pela minha querida mãe.

A referência aos calos das mãos de Juninho no início do texto não é figurativa. Durante a entrevista, o jogador mostrou as marcas do passado no corpo que guarda com orgulho.

– Fui para Campos para ficar perto da minha mãe, eu e minha irmã mais nova ficamos dois anos e meio longe dela. Por lá, apareceram oportunidades para ajudá-la, chances de ganhar um trocado para comprar um pão, um arroz. Junto do meu tio, capinava quintais, carregava carroças, tirava entulhos, me deixava feliz ajudar minha mãe. Tenho calos na mão até hoje.

A realidade para o camisa 6 do Corinthians, porém, hoje é muito diferente. Depois de brilhar no Bahia na temporada passada, foi identificado por Fábio Carille como o substituto ideal para Guilherme Arana no atual campeão brasileiro. No novo clube, assinou até o fim de 2021. E se diz já adaptado.

– Eu, psicolologicamente, já vim preparado. Sabia que era o Corinthians. É o maior do Brasil, o clube que todo jogador quer jogar. Vim preparado mentalmente. O Fábio e os jogadores me deixaram num ambiente à vontade. Para mim, é como se eu fosse um segundo Arana. Foi fácil.

Com Juninho, o Corinthians volta a jogar na sexta-feira, às 19h (horário de Brasília), contra o Santo André, no ABC.

Conteúdo publicado originalmente no site GloboEsporte

Publicada em 09/02/2018, às 11:28

Júnior Dutra, do Corinthians, volta ao palco de parceria com Marcelinho Carioca

Atacante viveu parceria com o ídolo da Fiel entre 2008 e 2009 no Santo André

Junior Dutra será mantido no ataque do Corinthians (Foto: Daniel Augusto Jr/Agência Corinthians)

CLIQUE AQUI e receba notícias do Corinthians direto no seu Messenger.

O jogo desta sexta-feira, às 19h, no Bruno José Daniel, será especial para Júnior Dutra, do Corinthians. Oito anos depois de deixar o Santo André rumo ao futebol japonês, o atacante volta ao ABC paulista para enfrentar sua primeira equipe profissional pela sexta rodada do Paulistão.



– Tenho um carinho e respeito muito grande pelo Santo André. Consegui ter uma projeção nacional atuando em competições importantes como o Paulistão e a Série A. Aprendi muito lá, o elenco tinha jogadores experientes e pude evoluir.

Um dos jogadores experientes com quem Dutra atuou no Ramalhão foi Marcelinho Carioca, um dos maiores ídolos da história do Corinthians, em seu último ano de carreira profissional, aos 37 anos. Juntos, conseguiram o acesso para a Série A do Brasileiro em 2008. No ano seguinte, não conseguiram evitar a volta do clube para a Segunda Divisão.

– Joguei com o Marcelinho Carioca, que foi meu padrinho no futebol, no Santo André. Eu admirava muito ele, e depois jogamos juntos – citou Dutra, na chegada ao Corinthians.



Goleiro atual do Ramalhão, Neneca fazia parte do elenco em que Junior Dutra e Marcelinho Carioca atuaram. O técnico Sérgio Soares é outro velho conhecido do atacante corintiano.

Depois de deixar o Ramalhão, Dutra partiu para o futebol japonês (jogou por Kyoto Sanga e Kashima Antlers), passou pela Bélgica (no Lokeren), Qatar (no Al-Arabi) e voltou ao Brasil em 2016 para jogar pro Vasco e, depois, Avaí. Aos 30 anos, diz viver o auge da carreira no Corinthians.

– É o maior do futebol brasileiro. Estou me adaptando muito bem, até porque temos uma estrutura espetacular e o time é muito bom, rápido, de toque de bola e que encaixa bem com o meu jogo. Venho conquistando o meu espaço e a torcida tem me apoiado bastante. Quero escrever uma bonita história nesse time que estou realizando o sonho de defender – afirmou.

Ainda sem um reforço para o ataque, Fábio Carille tem dado sequência para Dutra no ataque do Timão. Kazim, que começou a temporada como titular, perdeu espaço e será opção no banco.

Conteúdo publicado originalmente no site GloboEsporte