Publicada em 05/02/2018, às 11:25

Marketing agressivo no clube e na Arena Corinthians: os planos de Rosenberg

De volta ao Timão, diretor explica como pretende tornar o estádio atrativo para patrocinadores

Rosenberg está de volta ao Corinthians (Foto: Reprodução do SporTV)

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Além do retorno de Duílio Monteiro Alves à diretoria do futebol do Corinthians, a eleição de Andrés Sanchez para a presidência do Timão traz de volta ao clube Luis Paulo Rosenberg, profissional que será responsável pelos departamentos de marketing e comunicação do clube.

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Além disso, será dele a responsabilidade de sentar à mesa para renegociar os contratos da Arena com Odebrecht e Caixa Econômica Federal.

Há cinco anos fora do clube – desde que entregou o cargo de vice-presidente na gestão Mário Gobbi Filho –, ele volta ao Parque São Jorge nesta segunda-feira e promete inovar para conseguir um patrocinador máster para a camisa e, da mesma forma, tentar vender o nome da Arena.

– Andrés é um grande estrategista, que pensa no Corinthians a longo prazo, em 10 anos. Abre mão do imediatismo para construir uma marca. Fizemos isso no passado e faremos de novo agora. Nenhum de nós precisa do Corinthians para enriquecer nem por vaidade.

Confira a entrevista:

GloboEsporte.com: Quais serão suas atribuições na volta ao Corinthians?
Rosenberg: Conversei com Andrés antes da eleição, mas claro que precisamos botar a mão na massa para ver o que está acontecendo. A ideia é integrar numa única unidade o marketing do clube, o marketing da Arena e a comunicação social.

Qual as estratégias para conseguir patrocinadores?
– As diretrizes são as mesmas que a gente tinha antes, do marketing voltado para gerar receitas de uma forma bem agressiva, nunca ficar esperando receber propostas. É ir atrás, admitir parcerias com empresas de marketing esportivo de credibilidade e se preocupar com a valorização da marca.

Qual será o foco do Corinthians no mercado?
– Temos de procurar parceiros que sejam de nível parecido com o do Corinthians. A força da marca é muito grande, é só ser agressivo que o resultado deve vir.

O que mais se pode esperar do Corinthians?
– Atividades sociais, ecológicas e algo achamos importante, que é a atividade com os demais clubes, tanto em legislação como na união de esforços para melhorar o futebol, a segurança nos estádios. Nas redes sociais, quero acelerar a ideia de tornar o Corinthians o clube mais ativo das redes.

Como será o seu papel para resolver as questões financeiras da Arena?
– Temos de fazer a recomposição da dívida, isso envolverá todos os interlocutores do financiamento. Temos a Prefeiura com os CIDs, o BNDES como provedor primário dos recursos, a Caixa como responsável pelo financiamento e a própria Odebrecht. Esse esforço já começa nesta semana e a base da negociação tem que ser o postulado que a gente adotou quando Andrés decidiu tocar o estádio: o custo é R$ 450 milhões. Tudo mais que foi feito aconteceu em função da Fifa. Vamos tentar construir uma negociação justa com todos e operacional com o Corinthians.

E o que mais será feito com a Arena?
– Um ponto central que vai marcar a gestão é que essa Arena é um marco da virada da Zona Leste. Claro que os eventos mais importantes são os jogos do Corinthians, mas é nossa obrigação transformar a Arena em ponto de lazer de congregação social da Zona Leste. Vamos ter que fazer shows com ajudas de parcerias, no mínimo, semanalmente, nunca usando o gramado. Temos uma área externa no estacionamento descoberto e na entrada leste que dá para fazer shows brilhantes. Não da Madonna, mas que atraiam a população local.

Mais que isso, queremos fazer um parque de prática de esportes, com treinamento de crianças. Colocar a Arena na vida esportiva e social da Zona Leste. Temos que ativar a realização de convenções, casamentos, atividades culturais no nosso centro de convenções. Uma coisa que o Andrés viu na Argentina é que o estádio do River Plate tem uma universidade. Isso dá outra atmosfera para o estádio. Vamos procurar parcerias. O objetivo é fazer da Arena um point.

Isso atrairia mais recursos para a Arena?
– O estádio assim vai ganhar uma substância, e a valorização dele como exposição de marca vai nos permitir fazer acordos comerciais mais agressivos de venda de espaços, camarotes e áreas em que podemos ter restaurantes, área de convivência para a exposição de montadoras ou lançamentos de produtos. Isso que vai atrair a venda do naming right.

É possível vender os naming rights?
– Tem que ser a cereja do bolo. É muito difícil, eu reconheço, mas só vamos conseguir grandes patrocínios quando tivermos muito mais que 40 eventos no ano, que são os jogos do Corinthians. Se aquilo for usado o ano inteiro, todos os dias, com uma população do tamanho da Zona Leste, que é a maior de São Paulo, mudaremos o relacionamento empresarial.

O empresário ainda tem interesse em investir no Corinthians?
– Sabemos o que anima e o que desestimula o empresário no futebol. O que anima é a fidelidade do torcedor à marca. O que aterroriza é ver a marca ameaçada com uma postura antissocial, a escândalos e envolvimento com violência. Isso temos que construir. Mostrar que a marca Corinthians tem policiamento e regras de gestão, transparência, compliance, garantias e padrões. Temos que ter gente com credibilidade no Corinthians. E tudo fica mais fácil pensando em 2018, um ano que o país vai crescer em 3%, comparado com a queda econômica dos últimos anos.

Por fim, é possível trazer um novo Ronaldo para o futebol?
– Andrés nos dá carta branca no marketing porque acredita que temos condições de fazer muita coisa, mas a gente não se mete no futebol. Se o departamento encontrar um grande nome, os manuais que usamos para contratar o Ronaldo seguem sendo atualizados para entrar em campo.

Conteúdo publicado originalmente no site GloboEsporte

Publicada em 09/02/2018, às 11:28

Júnior Dutra, do Corinthians, volta ao palco de parceria com Marcelinho Carioca

Atacante viveu parceria com o ídolo da Fiel entre 2008 e 2009 no Santo André

Junior Dutra será mantido no ataque do Corinthians (Foto: Daniel Augusto Jr/Agência Corinthians)

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O jogo desta sexta-feira, às 19h, no Bruno José Daniel, será especial para Júnior Dutra, do Corinthians. Oito anos depois de deixar o Santo André rumo ao futebol japonês, o atacante volta ao ABC paulista para enfrentar sua primeira equipe profissional pela sexta rodada do Paulistão.



– Tenho um carinho e respeito muito grande pelo Santo André. Consegui ter uma projeção nacional atuando em competições importantes como o Paulistão e a Série A. Aprendi muito lá, o elenco tinha jogadores experientes e pude evoluir.

Um dos jogadores experientes com quem Dutra atuou no Ramalhão foi Marcelinho Carioca, um dos maiores ídolos da história do Corinthians, em seu último ano de carreira profissional, aos 37 anos. Juntos, conseguiram o acesso para a Série A do Brasileiro em 2008. No ano seguinte, não conseguiram evitar a volta do clube para a Segunda Divisão.

– Joguei com o Marcelinho Carioca, que foi meu padrinho no futebol, no Santo André. Eu admirava muito ele, e depois jogamos juntos – citou Dutra, na chegada ao Corinthians.



Goleiro atual do Ramalhão, Neneca fazia parte do elenco em que Junior Dutra e Marcelinho Carioca atuaram. O técnico Sérgio Soares é outro velho conhecido do atacante corintiano.

Depois de deixar o Ramalhão, Dutra partiu para o futebol japonês (jogou por Kyoto Sanga e Kashima Antlers), passou pela Bélgica (no Lokeren), Qatar (no Al-Arabi) e voltou ao Brasil em 2016 para jogar pro Vasco e, depois, Avaí. Aos 30 anos, diz viver o auge da carreira no Corinthians.

– É o maior do futebol brasileiro. Estou me adaptando muito bem, até porque temos uma estrutura espetacular e o time é muito bom, rápido, de toque de bola e que encaixa bem com o meu jogo. Venho conquistando o meu espaço e a torcida tem me apoiado bastante. Quero escrever uma bonita história nesse time que estou realizando o sonho de defender – afirmou.

Ainda sem um reforço para o ataque, Fábio Carille tem dado sequência para Dutra no ataque do Timão. Kazim, que começou a temporada como titular, perdeu espaço e será opção no banco.

Conteúdo publicado originalmente no site GloboEsporte