Publicada em 05/02/2018, às 10:57

Felippe Capella vê Bota em "condição aceitável" e avalia Kieza e Renatinho

Chefe da preparação física vê time percorrendo distâncias em alta intensidade e aponta que centroavante contratado ao Vitória pode suportar uma partida inteira

(Foto: Vitor Silva/SSPress/Botafogo)

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Em entrevista publicada pelo GloboEsporte.com no dia da estreia alvinegra na temporada - empate por 2 a 2 com a Portuguesa -, o chefe da preparação física do Botafogo, Felippe Capella estimou em cinco jogos como um número ideal para se chegar perto do ápice físico de uma equipe num início de temporada.

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No último sábado, no 0 a 0 com o Madureira, o Alvinegro completou sua quinta partida em 2018, e Capella avaliou positivamente a condição do elenco após o final de tal ciclo.

- O time se encontra em evolução, já está com nível aceitável da condição física, sim. E a tendência é melhorar a cada partida. Os resultados que a gente vem acompanhando com as ferramentas da fisiologia vêm dando um retorno bem positivo.

- A gente consegue ver que os atletas já estão conseguindo desempenhar um papel físico muito bom para esse primeiro momento da temporada. Então é claro que o número de cinco jogos é uma situação para começar a desempenhar uma condição física aceitável. É óbvio que, a cada partida, essa condição evolui.

Sobre a condição de dois dos reforços mais badalados - e sobretudo pedidos pela torcida no empate com o Madureira -, Capella disse que Kieza, por já ter atuado pelo Vitória em 2018, encontra-se perto do ideal. Renatinho, que não participou da pré-temporada alvinegra integralmente, está sutilmente atrás do companheiro.

- Kieza vinha atuando no Vitória, conseguiu fazer a pré-temporada, com tudo certinho lá e realizou três partidas. Acredito que ele consiga suportar uma situação próxima dos 90 minutos, sim.

- Renatinho chegou e, se não me engano, perdeu 14 sessões (de treinos) da pré-temporada. Ainda não jogou uma partida (inteira), mas a condição física dele é boa. Fica como pendência o ritmo de jogo. Como a gente joga de uma maneira bem intensa, pode ser que ele sinta uma partida inteira.

- Mas acredito que consiga concluir os 90 minutos se doando, assim como ele apresenta nos treinamentos. A doação é muito grande, só que não para (atuar) os 90 minutos de maneira intensa, mas a expectativa dentro da condição física dele para uma partida é boa.

Confira outros tópicos abordados por Felippe Capella:
Conceitos adotados para colocar um atleta em condições de atuar os 90 minutos
Sobre os 90 minutos, eu costumo dizer que quando o atleta não está com ritmo de jogo, ou a gente o coloca no começo e vê até onde vai e substitui. Ou deixa para colocar no segundo tempo, onde já aconteceu metade da partida, e a equipe adversária já está debilitada fisicamente. Estimar os 90 minutos é bastante complicado.

Quais foram as principais evoluções dos atletas e no que ainda estão abaixo do esperado?
Evoluíram bem. É uma metodologia nova, onde a gente cobra bastante intensidade dos atletas nos treinamentos. Eles têm assimilado bem os conteúdos que o Felipe tem pedido. A equipe está num nível de condição física aceitável. O que falta agora é sequência de jogos. É conseguir jogar mais e mais para evoluir a cada partida progressivamente. A evolução é boa, constante e ocorre dentro do esperado.

Dá para apontar um destaque do elenco nesse início de temporada na parte física?
Pegamos os relatórios dos jogos, que são quantificados por uma ferramenta da fisiologia que é o Catapult (material acoplado aos atletas que opera com GPS e monitora a movimentação), e conseguimos observar números bem interessantes comparados aos da temporada passada.

Um destaque isolado acho que não teria, a equipe como um todo vem desempenhando um papel físico muito bom. A gente consegue observar, em termos de distância percorrida pela equipe, números muito altos. E consegue mensurar quanto eles percorreram distâncias em alta intensidade, o que seria uma velocidade acima de 15 km/h. A gente consegue ver atletas com alta metragem dentro disso.

Capella dá um exemplo para explicar o que considera alta intensidade
Deixa eu exemplificar: se o João Paulo consegue correr 11,5 mil metros por partida e desses 11,5 mil, ele consegue percorrer 2,5 a 3 mil metros em alta intensidade, são números bem legais e bem evoluídos. A tendência é evoluir cada vez mais.

O destaque é a equipe, é a entrega deles. A equipe é muito dedicada, assimilou bem a metodologia. Se dedicam diariamente e nos jogos se dedicam mais ainda. O destaque é um elenco como um todo.

Conteúdo publicado originalmente no site GloboEsporte

Publicada em 09/02/2018, às 10:32

Cartola admite que situação do técnico Felipe Conceição é muito difícil

Jefferson fala de enorme tristeza por queda na Copa do Brasil e críticas

Felipe Conceição começa a ser contestado (Foto: Vitor Silva/SSPress/Botafogo)

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Os jogadores do Botafogo retomaram os treinamentos no Nilton Santos ainda juntando os cacos da vexaminosa eliminação na Copa do Brasil para a Aparecidense, de Goiás. Com viaturas da Polícia Militar na porta do estádio como precaução após os incidentes no desembarque de quinta-feira , o gerente de futebol Anderson Barros foi o porta-voz da diretoria e deixou claro que a situação do técnico Felipe Conceição é muito difícil.



Ele não garantiu o treinador no cargo nem mesmo em caso de vitória sobre o Flamengo, sábado, às 16h30, em Volta Redonda, pela semifinal da Taça Guanabara. Segundo Anderson Barros, o trabalho será avaliado dia a dia.

Com o clima pesado, o goleiro Jefferson, ídolo da torcida, foi o escalado para a entrevista coletiva. E admitiu ter ficado muito triste com as críticas após a eliminação na Copa do Brasil pelo fato de aparecer sorrindo numa imagem da TV: "O que mais doeu foi ver minha torcida duvidando do meu caráter. Como se você chegasse em casa e visse sua esposa e filhos duvidando de você. Mas, enfim, os verdadeiros torcedores não duvidam. Se fosse de outros torcedores, eu entenderia. Nem dormi praticamente."

Ele também lamentou a forma como a delegação foi recebida no Rio: "Foi muito triste, saímos como bandidos, pelos fundos. Os próprios torcedores estão repudiando quem foi lá. Isso é importante. Nós repudiamos o que aconteceu no aeroporto." Jefferson defendeu a manutenção do treinador. "A gente quer que o Felipe continue pela pessoa que é, o pouco tempo de trabalho, mas sabemos que a pressão está em cima dele. Vamos fazer do jogo contra o Flamengo a nossa vida, correndo por ele, mas também pelo Pimpão, Gilson, torcedores e nossos familiares. Vamos suar sangue para conseguir a classificação", prometeu.



Além do período de enorme pressão e instabilidade, para chegar à decisão da Taça Guanabara, o Botafogo terá que vencer o jogo de amanhã, já que o Flamengo tem a vantagem do empate.

Como mudou o esquema do time na derrota para a Aparecidense, a escalação para o clássico virou um enigma.

Conteúdo publicado originalmente no site O Dia