Publicada em 04/02/2018, às 17:31

São Paulo vê pontas não funcionarem e acaba forçado a encontrar variação

Botafogo de Ribeirão Preto soube encontrar espaço explorando o que era o ponto forte ofensivo de Dorival Júnior e Tricolor paulista só se ajustou quando mudou seu esquema

Brenner não teve a mesma facilidade para jogar pela ponta como em outros jogos (Foto: Rubens Chiri / saopaulofc.net)

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A jogada pelas pontas, em um 4-3-3 bem definido, vinha sendo o principal positivo de um São Paulo ainda longe de convencer neste início de temporada. Mas, nesse sábado, o Botafogo de Ribeirão Preto, no Morumbi, apresentou um antídoto explorando exatamente essa estratégia, e Dorival Júnior foi forçado a encontrar uma variação que pode ser uma solução ao longo de 2018.

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A equipe do interior não se intimidou no Morumbi e mostrou que, com organização, pode surpreender. O técnico Léo Condé montou uma linha de cinco jogadores no meio-campo que podiam recuar até a intermediária defensiva. Um dos diferenciais é que eles não só limitavam os espaços, como davam botes certeiros. Com velocidade para contra-atacar, acertaram duas bolas na trave e tiveram outra chance clara no primeiro tempo.

Dorival tinha a proposta de fazer seus laterais centralizarem, mantendo Marcos Guilherme e Brenner abertos para tabelar. O problema é que Reinaldo e, principalmente, Militão, mal conseguiam avançar e ainda deixavam suas costas abertas para o rival avançar em velocidade. Os erros de passes foram se acumulando e Petros, costumeiramente surpresa vindo de trás, mais perseguia adversários do que trabalhava com a bola. Era muita gente no ataque, mas ineficiente até para marcar a saída de bola rival sob pressão.

A solução encontrada por Dorival foi simples: voltou do intervalo com cinco jogadores no meio-campo, assim como o Botafogo. Escalou Cueva no lugar de Brenner, recuou Marcos Guilherme e apostou que, igualando-se na postura tática, além de cobrar mais disposição dos jogadores, poderia fazer a técnica são-paulina impor superioridade no placar.

Enquanto o Botafogo tentava entender a mudança do rival, Reinaldo fez o cruzamento para Diego Souza abrir o placar. Mas, ao longo do segundo tempo, ficou claro que essa mudança tática precisa ser mais treinada. Inteligente taticamente, o time de Ribeirão Preto ainda encontrou espaços, principalmente pelos lados, para fazer Sidão trabalhar e até executar um milagre quando estava 1 a 0.

Fica a lição de que o time precisa encontrar variações além da chegada de Petros e das jogadas pelos lados. Cueva, talvez, seja uma delas. Mas a esperança da torcida é que o tão esperado tempo maior de treino (a equipe terá uma semana sem jogo após receber o Bragantino, na quarta-feira) seja suficiente para Dorival Júnior ter alternativas mais bem ajustadas.

Confira abaixo como a postura são-paulina no primeiro tempo deixou espaços que o Botafogo de Ribeirão Preto soube explorar:



Conteúdo publicado originalmente no site Lance!

Publicada em 23/02/2018, às 13:59

Crônicas do Morumbi: Jardine, o ponto futuro de Dorival no São Paulo

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Dorival não caiu de fato, mas ele ainda comanda a equipe? Segue mantido único e exclusivamente pela posição de Raí, que acredita em uma evolução do trabalho. Leco queria a demissão, no entanto, perder o apoio de Raí pesou para recuar e proporcionar uma sobrevida a Dorival.



A manutenção do técnico pode ser analisada por dois ângulos opostos: uma seria pela honra, o apoio de Raí; outra, pela situação humilhante, com a permanência vinculada ao bom resultado e desempenho na próxima rodada.

Impossível mensurar até que ponto Raí tem real convicção no trabalho de Dorival. A impressão pairante é que o ídolo tricolor segurou Dorival para não deixar a imagem que rapidamente cedeu à pressão das arquibancadas.

Enquanto isso, as luzes dos corredores do Morumbi seguem se apagando à medida em que Dorival caminha. Os refletores miram Jardine, que deverá ser promovido a auxiliar técnico do time principal.



A ascensão de Jardine pela diretoria instaurará uma questão freudiana para Dorival resolver: Além de prazo para mostrar resultado, Dorival aceitará o rebaixamento de seu filho do cargo para ceder espaço ao multicampeão da base?

Como um dia Cláudio Coutinho denominou o overlapping como a possibilidade de se fazer uma jogada sem a bola; nos campos políticos dos clubes, também é é possível construir um novo cenário a partir de uma simples movimentação.

Conteúdo publicado originalmente no site Lance!