Publicada em 04/02/2018, às 17:21

Exaltado no retorno ao Morumbi, Reinaldo vira exemplo no São Paulo

Lateral-esquerdo comemora por ter deixado vaias de sua primeira passagem para trás e, agora, motiva Edimar, seu concorrente na lateral, para dar a volta por cima no clube

Reinaldo foi exaltado pela torcida até quando errou em seu retorno ao Morumbi (Foto: Rubens Chiri/saopaulofc.net)

CLIQUE AQUI e receba notícias do São Paulo direto no seu Messenger.

No fim de 2015. Reinaldo parecia com sua carreira no São Paulo encerrada pelas constantes vaias que ouvia. Por conta da situação, passou os dois últimos anos emprestado a Ponte Preta e Chapecoense. Mas o lateral retornou com contrato renovado, aumento de salário e, nesse sábado, em seu primeiro jogo no Morumbi nesta passagem, foi exaltado até quando errou.

CONTINUA DEPOIS DOS ANÚNCIOS





- É muito emocionante voltar ao Morumbi e sair aplaudido. Tantas vezes fui vaiado, mas isso fica no passado. Quando saí, falei que daria a volta por cima, adquirir experiência para voltar ao São Paulo mais maduro e forte. Foram duas temporadas muito boas e, agora, tenho certeza de que farei um excelente trabalho também no São Paulo. Agora é dar continuidade no trabalho, firme e forte nos treinos e, quando tiver oportunidade, aproveitar de novo - declarou.

Reinaldo fez a jogada do primeiro gol do time sobre o Botafogo de Ribeirão Preto, cruzando para Diego Souza, e o camisa 9 fez questão de comemorar simulando engraxar a chuteira do lateral, que ouviu a torcida gritar mais o seu nome do que o do responsável por balançar as redes. Reinaldo está tão bem cotado que, quando arriscou um lançamento longo que parou nas mãos do goleiro, recebeu aplausos.

- Desde quando me apresentei, em janeiro, o torcedor está me apoiando. Tive a oportunidade contra o São Bento e agora, no Morumbi, de volta, com a torcida gritando o meu nome no final e na hora do gol... Só tenho de agradecer a Deus, aos meus companheiros, ao Dorival e a toda essa torcida maravilhosa - comentou.

Nessa situação, o lateral virou exemplo. Reinaldo ganhou chance no time logo após Edimar sofrer com constantes críticas. Dorival Júnior ainda não definiu o titular da posição, mas Reinaldo deve ganhar sequência e, ao mesmo tempo, trabalha para motivar qualquer colega que vem sofrendo com críticas.

- Converso não só com Edimar, mas com todos que estão no grupo. A torcida, em qualquer lugar, escolhe um e começa a pegar no pé. O Edimar não vinha fazendo partidas ruins, vinha fazendo o trabalho dele. A equipe que não estava bem. Não é só o Edimar. É igual quando eu estava aqui: não era eu - ensinou.

- Sair vaiado ou aplaudido é do futebol. Em time grande, se não for bem, é vaiado. Se eu jogar bem e me dedicar, com raça e vontade, como fiz, com certeza sairei aplaudido em todos os jogos. É desenvolver trabalho, firme e forte, respeitando os companheiros. Estou aqui para ajudar o São Paulo a conquistar títulos - completou.

Conteúdo publicado originalmente no site Lance!

Publicada em 23/02/2018, às 13:59

Crônicas do Morumbi: Jardine, o ponto futuro de Dorival no São Paulo

CLIQUE AQUI e receba notícias do São Paulo direto no seu Messenger.

Dorival não caiu de fato, mas ele ainda comanda a equipe? Segue mantido único e exclusivamente pela posição de Raí, que acredita em uma evolução do trabalho. Leco queria a demissão, no entanto, perder o apoio de Raí pesou para recuar e proporcionar uma sobrevida a Dorival.



A manutenção do técnico pode ser analisada por dois ângulos opostos: uma seria pela honra, o apoio de Raí; outra, pela situação humilhante, com a permanência vinculada ao bom resultado e desempenho na próxima rodada.

Impossível mensurar até que ponto Raí tem real convicção no trabalho de Dorival. A impressão pairante é que o ídolo tricolor segurou Dorival para não deixar a imagem que rapidamente cedeu à pressão das arquibancadas.

Enquanto isso, as luzes dos corredores do Morumbi seguem se apagando à medida em que Dorival caminha. Os refletores miram Jardine, que deverá ser promovido a auxiliar técnico do time principal.



A ascensão de Jardine pela diretoria instaurará uma questão freudiana para Dorival resolver: Além de prazo para mostrar resultado, Dorival aceitará o rebaixamento de seu filho do cargo para ceder espaço ao multicampeão da base?

Como um dia Cláudio Coutinho denominou o overlapping como a possibilidade de se fazer uma jogada sem a bola; nos campos políticos dos clubes, também é é possível construir um novo cenário a partir de uma simples movimentação.

Conteúdo publicado originalmente no site Lance!