Publicada em 03/02/2018, às 10:45

Veja dez desafios que o próximo presidente do Corinthians terá pela frente

Arena, dívidas, contratação do camisa 9... Novo mandatário terá muito trabalho até 2020

Eleições do Corinthians acontecem neste sábado (Foto: infoesporte)

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O Corinthians terá um novo presidente a partir deste sábado, quando os sócios do clube irão às urnas, no Parque São Jorge. Além do comandante do Timão pelos próximos três anos, serão eleitos 200 conselheiros.

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Cinco candidatos disputam a sucessão de Roberto de Andrade na presidência. São eles: Andrés Sanchez, Antonio Roque Citadini, Felipe Ezabella, Paulo Garcia e Romeu Tuma Júnior.

O novo mandatário terá importantes desafios pela frente, como a renegociação da dívida da Arena Corinthians, a contratação de um novo camisa 9 e a finalização do CT da base. Veja dez missões do próximo presidente alvinegro:

Arena
Equacionar mais uma vez a dívida relativa à construção do estádio será uma das grandes tarefas do próximo presidente corintiano. Com dívida estimada em R$ 1,3 bilhão (considerando juros e outros encargos), o clube tem negociação em andamento com a Caixa Econômica Federal para remodelar o contrato de financiamento. Ainda há obras inacabadas pela Odebrecht a serem cobradas e a venda dos naming rights pendente.

Camisa 9
O Timão ainda aguarda a contratação de um substituto para Jô. Vários nomes foram consultados, como Henrique Dourado e Gilberto, mas o presidente Roberto de Andrade deixou a tarefa de reforçar o ataque para o seu sucessor. Na última semana, o técnico Fábio Carille pediu rápida definição da nova diretoria. Depois, o treinador adotou tom ameno e disse entender caso não cheguem jogadores.

CT da base
Promessa dos últimos presidentes do clube, o centro de treinamento para os jovens jogadores já saiu do papel, mas está incompleto. Atualmente, o espaço (ao lado de onde treinam os profissionais) já tem campos e serve para treinamentos das equipes de base. Porém, ainda não foram construídos vestiários, alojamentos e toda a estrutura que o Corinthians planeja. Os cinco candidatos prometeram tratar o assunto como prioridade.

Patrocínio máster
Desde o fim do contrato com a Caixa, em abril do ano passado, o Corinthians não tem um anunciante em seu principal espaço da camisa. A Cia do Terno estampou a sua marca no uniforme alvinegro na reta final do Brasileirão, mas não renovou contrato. Esta propriedade é uma fonte de receitas fundamental para o clube, que pede R$ 30 milhões para assinar contrato de um ano.

Credibilidade
Nos últimos anos, o Corinthians esteve ligado a uma série de escândalos. O noticiário negativo, além de alimentar provocação dos torcedores rivais, mancha a imagem do clube e atrapalha na busca por parceiros e patrocinadores.

Dívidas
O Corinthians não tem atrasado o pagamento de salários aos jogadores, mas, por outro lado, enfrenta dificuldades para pagar parceiros. Foram inúmeros os casos recentes de processos judiciais contra o Timão por conta de calotes. Além disso, o clube tem tido que vender jogadores para fechar as suas contas. O novo presidente terá muito trabalho para cuidar da saúde financeira do Timão.

Fazendinha
Atualmente, o estádio do Parque São Jorge recebe apenas jogos e treinos das categorias de base. O local está ficando com a sua estrutura defasada e não oferece receitas para o Corinthians. Cuidar do clube social como um todo é outro dos desafios do novo mandatário.

Renovações
Dois dos titulares do Corinthians têm contrato acabando no fim deste ano: o zagueiro Balbuena, cuja renovação se arrasta desde o ano passado, e o meia Jadson, que já declarou que deseja ficar. Além disso, o Timão terá de definir em breve as situações dos veteranos Danilo e Emerson Sheik.

Política
Com a mudança estatutária, que acabou com o "chapão", o Corinthians passará a ter um Conselho Deliberativo mais plural, mas também mais difícil de ser administrado. O próximo presidente precisará ter habilidade para conseguir aprovar suas contas no órgão. Outra questão política a ser tratada pelo sucessor de Roberto de Andrade é a votação para a presidência da CBF, que ainda não tem data estipulada, mas pode ocorrer neste ano.

Esportes olímpicos
O Corinthians não é só futebol masculino. Há o time feminino e outras modalidades, como natação, vôlei, basquete, natação... Tornar atletas e equipes do clube competitivos e rentáveis é outro desafio do presidente.

Conteúdo publicado originalmente no site GloboEsporte

Publicada em 09/02/2018, às 11:28

Júnior Dutra, do Corinthians, volta ao palco de parceria com Marcelinho Carioca

Atacante viveu parceria com o ídolo da Fiel entre 2008 e 2009 no Santo André

Junior Dutra será mantido no ataque do Corinthians (Foto: Daniel Augusto Jr/Agência Corinthians)

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O jogo desta sexta-feira, às 19h, no Bruno José Daniel, será especial para Júnior Dutra, do Corinthians. Oito anos depois de deixar o Santo André rumo ao futebol japonês, o atacante volta ao ABC paulista para enfrentar sua primeira equipe profissional pela sexta rodada do Paulistão.



– Tenho um carinho e respeito muito grande pelo Santo André. Consegui ter uma projeção nacional atuando em competições importantes como o Paulistão e a Série A. Aprendi muito lá, o elenco tinha jogadores experientes e pude evoluir.

Um dos jogadores experientes com quem Dutra atuou no Ramalhão foi Marcelinho Carioca, um dos maiores ídolos da história do Corinthians, em seu último ano de carreira profissional, aos 37 anos. Juntos, conseguiram o acesso para a Série A do Brasileiro em 2008. No ano seguinte, não conseguiram evitar a volta do clube para a Segunda Divisão.

– Joguei com o Marcelinho Carioca, que foi meu padrinho no futebol, no Santo André. Eu admirava muito ele, e depois jogamos juntos – citou Dutra, na chegada ao Corinthians.



Goleiro atual do Ramalhão, Neneca fazia parte do elenco em que Junior Dutra e Marcelinho Carioca atuaram. O técnico Sérgio Soares é outro velho conhecido do atacante corintiano.

Depois de deixar o Ramalhão, Dutra partiu para o futebol japonês (jogou por Kyoto Sanga e Kashima Antlers), passou pela Bélgica (no Lokeren), Qatar (no Al-Arabi) e voltou ao Brasil em 2016 para jogar pro Vasco e, depois, Avaí. Aos 30 anos, diz viver o auge da carreira no Corinthians.

– É o maior do futebol brasileiro. Estou me adaptando muito bem, até porque temos uma estrutura espetacular e o time é muito bom, rápido, de toque de bola e que encaixa bem com o meu jogo. Venho conquistando o meu espaço e a torcida tem me apoiado bastante. Quero escrever uma bonita história nesse time que estou realizando o sonho de defender – afirmou.

Ainda sem um reforço para o ataque, Fábio Carille tem dado sequência para Dutra no ataque do Timão. Kazim, que começou a temporada como titular, perdeu espaço e será opção no banco.

Conteúdo publicado originalmente no site GloboEsporte