Publicada em 03/02/2018, às 11:07

São Paulo vê "caso Cueva" bem conduzido por Raí e espera reação do meia

Peruano volta a ser relacionado após ficar três jogos fora

Cueva teve conversas francas com Raí no São Paulo (Foto: Érico Leonan / saopaulofc.net)

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Cueva voltará ao São Paulo neste sábado, às 17h (de Brasília), no Morumbi, contra o Botafogo de Ribeirão Preto, provavelmente no banco de reservas.

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Fora dos últimos três jogos (Mirassol, Corinthians e Madureira) depois de pedir para não ser relacionado e ter seu comprometimento questionado, o caso do peruano é dado como resolvido internamente.

Embora os episódios tenham criado um forte mal-estar do jogador com a comissão técnica de Dorival Júnior, a avalição é de que o executivo de futebol Raí conduziu bem a situação.

Raí teve conversas francas e diretas com Cueva. Em todo o processo, o São Paulo quis deixar claro ao peruano que tinha o controle da situação e que não seria ele o responsável por definir uma eventual saída. O meia foi alvo de uma oferta do Al-Hilal, da Arábia Saudita, recusada pelo clube.

Embora as atitudes de Cueva tenham irritado dirigentes do São Paulo, o clube decidiu não ceder aos desejos do jogador e não quis vendê-lo agora, pois o atleta é considerado um líder técnico de um time em construção.

Na última sexta-feira, Raí comunicou o elenco sobre a volta do peruano, que pediu desculpas aos companheiros pelas atitudes recentes.

Na visão de pessoas do clube, era necessário que Cueva sentisse o peso dos erros. Por isso, embora fosse importante tê-lo no clássico diante do Corinthians ou até contra o Madureira (pela Copa do Brasil), a decisão foi de deixá-lo fora.

Internamente, o clube entendeu que uma eventual boa atuação de Cueva dentro de campo poderia lhe passar a ideia de impunidade, justamente o que o São Paulo não queria.

Agora, o São Paulo espera uma reação de Cueva no dia a dia e dentro de campo. O meia terá as companhias de reforços (Nenê, Tréllez e provavelmente Valdívia) para atuar bem e chegar forte com a seleção peruana para a Copa do Mundo na Rússia.

Relembre o caso Cueva

O São Paulo recusou uma proposta do Al-Hilal, da Arábia Saudita, por Cueva. A oferta era de 7 milhões de euros (R$27,8 milhões), com uma promessa verbal de que poderia chegar a 8 milhões de euros (R$ 31,8 milhões), mas o Tricolor respondeu que não seria necessário aumentar, pois não havia interesse.

Em nota no site oficial, o São Paulo disse que o peruano, então, solicitou que não fosse relacionado para o jogo contra o Mirassol, quarta-feira passada. E acabou sendo atendido. Na ocasião, Raí apontou falta de comprometimento do jogador.

O peruano usou uma rede social para dizer que queria jogar, e como titular, mas que, ao ver que seria reserva, pediu para não ser relacionado. Na sequência, porém, ele acabou apagando a postagem.

Em entrevista ao SporTV, o meio-campista pediu desculpas e disse que continuava focado em ajudar o São Paulo, mas não foi relacionado para o clássico contra o Corinthians, no último sábado, no Pacaembu. Ele também foi barrado diante do Madureira, pela Copa do Brasil.

Conteúdo publicado originalmente no site GloboEsporte

Publicada em 23/02/2018, às 13:59

Crônicas do Morumbi: Jardine, o ponto futuro de Dorival no São Paulo

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Dorival não caiu de fato, mas ele ainda comanda a equipe? Segue mantido único e exclusivamente pela posição de Raí, que acredita em uma evolução do trabalho. Leco queria a demissão, no entanto, perder o apoio de Raí pesou para recuar e proporcionar uma sobrevida a Dorival.



A manutenção do técnico pode ser analisada por dois ângulos opostos: uma seria pela honra, o apoio de Raí; outra, pela situação humilhante, com a permanência vinculada ao bom resultado e desempenho na próxima rodada.

Impossível mensurar até que ponto Raí tem real convicção no trabalho de Dorival. A impressão pairante é que o ídolo tricolor segurou Dorival para não deixar a imagem que rapidamente cedeu à pressão das arquibancadas.

Enquanto isso, as luzes dos corredores do Morumbi seguem se apagando à medida em que Dorival caminha. Os refletores miram Jardine, que deverá ser promovido a auxiliar técnico do time principal.



A ascensão de Jardine pela diretoria instaurará uma questão freudiana para Dorival resolver: Além de prazo para mostrar resultado, Dorival aceitará o rebaixamento de seu filho do cargo para ceder espaço ao multicampeão da base?

Como um dia Cláudio Coutinho denominou o overlapping como a possibilidade de se fazer uma jogada sem a bola; nos campos políticos dos clubes, também é é possível construir um novo cenário a partir de uma simples movimentação.

Conteúdo publicado originalmente no site Lance!