Publicada em 01/02/2018, às 10:58

Onde tudo começou: na criação, Evander cresce e dita ritmo do Vasco sem Nenê

Garoto, que é meia de origem, vinha jogando como volante, mas voltou à posição depois da saída do ex-camisa 10 para o São Paulo

(Foto: Carlos Gregório Jr/Vasco.com.br)

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Evander foi criado como um tradicional camisa 10. Na base, era aquele meia que criava jogadas, com chutes certeiros e bom toque de bola. Com o técnico Cristóvão Borges, porém, já no profissional, no início de 2017, teve de encarar uma novidade: jogar como volante. Mas tudo voltou para seu devido lugar com a saída de Nenê neste ano.

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O ex-camisa 10 deixou o Vasco na sexta-feira, um dia antes do empate em 0 a 0 com o Flamengo. Pego de surpresa, o técnico Zé Ricardo teve de optar por Evander na armação diante do rival. E viu resultado. O garoto, apesar do empate, foi bem e participou com frequência da partida. Depois, ele disse que precisaria de tempo para se readaptar à "nova" função, já que vinha atuando como volante.

Mais recuado, Evander tinha o costume de carregar a bola e ter mais tempo para pensar. Quando voltou a ser meia, no sábado, teve de se readaptar à velocidade de um setor ofensivo sempre marcado em cima pelos adversários. Nesta quarta-feira, na goleada por 4 a 0 sobre a Universidad de Concepción, o meia mostrou que não desaprendeu.

Além de ter feito dois dos quatro gols do Vasco, Evander deu solidez ofensiva para os visitantes: se movimentou com eficiência no ataque e criou boas jogadas, como de costume desde as categorias de base. O Cruz-Maltino cruzou apenas duas bolas para a área da Universidad de Concepción, e o armador foi quem mais finalizou (quatro vezes).

- Nem nos meus melhores sonhos eu ia imaginar uma estreia assim. Essa foi uma partida inesquecível - disse Evander.

Na nova-velha função, Evander, se conseguir mostrar tudo o que sabe, pode deixar o Vasco rápido e criativo. Enquanto busca um meia no mercado, o clube vai apostar no garoto, que, por enquanto, dá conta do recado.

Conteúdo publicado originalmente no site GloboEsporte

Publicada em 09/02/2018, às 09:43

Dinamite se emociona com retorno a São Januário: 'Minha casa'

Ídolo e ex-presidente do clube voltou ao estádio convidado pelo atual mandatário Alexandre Campello após três anos afastado na gestão Eurico Miranda

(Foto: Carlos Gregório Jr/Vasco.com.br)

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Roberto Dinamite é o maior ídolo da história do Vasco. O ex-atacante marcou 644 gols em 955 jogos com a camisa Cruz-Maltina e foi presidente do clube por seis anos. Após três anos sem pisar em São Januário, Dinamite retornou ao local convidado pelo atual mandatário Alexandre Campello e se emocionou com o carinho dos torcedores.



- São Januário sempre foi a minha casa. Eu comecei lá com 14 anos, parei com 38 e depois fui presidente do clube. Não tenho grupo A, B ou C na política do clube. O Vasco é maior e está acima de tudo isso. Não fui nos últimos anos porque nunca tinha sido convidado. O atual presidente me convidou, o Campello trabalhou comigo e não tenho problema nenhum com ele - disse Dinamite, ao LANCE!, antes de completar:

- Foi muito legal retornar a São Januário. O torcedor me recebeu bem. Eu me emocionei, fiquei muito feliz. Pode parecer simples, mas esse convite me fez muito bem.

No rápido papo com a reportagem, Dinamite evita o assunto política do clube. Antes mesmo de ser questionado sobre o assunto, Roberto já deixou clara sua posição:



- No que eu puder ajudar, eu vou ajudar. Posso garantir que não vou atrapalhar e creio que se todos que estão envolvidos pensarem assim, vai dar certo. Torço para a atual diretoria, o Vasco e a sua torcida merecem dias melhores.

ELOGIOS A PAULINHO E EVANDER E PEDIDO POR REFORÇOS

Dois jogadores do atual elenco vascaíno foram destacos por Dinamite: os jovens Paulinho e Evander. O bom desempenho dos meninos que vieram da base fez Roberto lembrar do tempo em que trabalhou com alguns deles enquanto presidente:

- O Paulinho está aí marcando história como o jogador mais novo da história do Vasco a marcar na Libertadores. O Evander teve paciência para esperar o momento dele de brilhar. É muito legal ver essa molecada brilhando, 90% deles estiveram com a gente na base, isso mostra que o trabalho foi bem feito.

Sobre o time atual na Libertadores, Roberto manteve os elogios para o trabalho do técnico Zé Ricardo, mas ressaltou que as próximas fases serão muito complicadas e que o atual elenco precisa de reforços.

- A expectativa é boa. Temos que pensar grande, os adversários dessa fase preliminar não são do mesmo nível que o Vasco pode encarar lá na frente, mas o time está bem, o trabalho do Zé Ricardo é excelente. A garotada está dando conta do recado. Acho que mais pra frente é necessário que venham reforços, mas os meninos estão muito bem - finalizou.

Conteúdo publicado originalmente no site Lance!