Publicada em 01/02/2018, às 16:50

Eleições: Andrés quer renegociar acordo da Arena e fala de Guerrero no Corinthians

Candidato diz que discutir contrato com a Caixa será prioridade, caso seja eleito. Ele não descarta o retorno do atacante peruano ao Timão

(Foto: Daniel Augusto Jr/Ag. Corinthians)

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Andrés Sanchez foi o convidado desta quinta-feira na série de entrevistas feitas pelo GloboEsporte.com com os candidatos à presidência do Corinthians. Um dos mentores da construção da arena em Itaquera, o deputado federal (PT-SP) coloca como uma de suas bases a renegociação dos termos do contrato com a Caixa e também a continuidade das obras do centro de treinamentos das categorias de base, ao lado do CT dos profissionais.

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– Minha prioridade é tentar fazer uma renegociação com a Caixa, Odebrecht e o fundo (que administra o dinheiro do estádio) para tentar chegar a um denominador comum. A atual conjuntura do país é algo muito difícil. A segunda (prioridade) é fazer o CT da base – afirmou Sanchez.

– Eu sou contra alongar o contrato (com a Caixa). Pode diminuir a prestação agora e aumentar no final, ou vice e versa. Se eu tiver mais dinheiro agora, pago pretações maiores agora. Se tiver menos, pago menos e deixa para o final – acrescentou.

Guerrero volta?
Sobre o time, Andrés disse que precisa analisar as necessidades do elenco com a comissão técnica e disse que não guarda mágoa do centroavante Paolo Guerrero, que deixou o clube para fechar com o Flamengo. Ele não descartou o retorno do peruano.

– Não teve nada conturbado, ele teve uma proposta do Flamengo e quis sair, é normal do ser humano, ele teve uma proposta melhor e foi. Isso é questão de não ter mercenário, ele teve uma proposta melhor e o Corinthians não pode cobrir. Se ele quiser voltar agora e o Corinthians achar que pode ser, não tem problema nenhum. Ele não desrespeitou o Corinthians.

Futuro como deputado
Andrés Sanchez afirmou que ainda precisa decidir como conciliar o mandato de deputado federal e a função de presidente do Corinthians, se for eleito. Em outras ocasiões, ele garantiu que se licenciaria do cargo em Brasília. Hoje, disse estar inclinado a não concorrer à cadeira novamente.

– Vamos ver, né? Tem 10 meses ainda, mas, a princípio, acho que não.

O candidato promete ainda mais transparência da diretoria com associados e torcedores. No início de sua gestão em 2007, Andrés divulgou no site do clube a porcentagem dos direitos econômicos de todos os jogadores do elenco, prática que caiu em desuso meses depois.

– A maioria dos candidatos que já veio aqui era conselheiro, não sei como eles não sabiam das coisas que aconteciam. Tem contratos que podem e que não podem ser mostrados. O que puder vai ser divulgado no site do clube – prometeu.

As entrevistas com os candidatos
O primeiro entrevistado, por ordem estabelecida em sorteio, foi Romeu Tuma Júnior na segunda-feira, com Felipe Ezabella no dia seguinte. Na quarta, Antônio Roque Citadini falou sobre suas ideias para comandar o clube. Paulo Garcia é o último entrevistado, nesta sexta-feira, também às 15h (de Brasília).

Os sócios do Corinthians vão escolher neste sábado, em votação no Parque São Jorge, o sucessor de Roberto de Andrade. O mandato é válido por três anos.

Conteúdo publicado originalmente no site GloboEsporte

Publicada em 09/02/2018, às 11:28

Júnior Dutra, do Corinthians, volta ao palco de parceria com Marcelinho Carioca

Atacante viveu parceria com o ídolo da Fiel entre 2008 e 2009 no Santo André

Junior Dutra será mantido no ataque do Corinthians (Foto: Daniel Augusto Jr/Agência Corinthians)

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O jogo desta sexta-feira, às 19h, no Bruno José Daniel, será especial para Júnior Dutra, do Corinthians. Oito anos depois de deixar o Santo André rumo ao futebol japonês, o atacante volta ao ABC paulista para enfrentar sua primeira equipe profissional pela sexta rodada do Paulistão.



– Tenho um carinho e respeito muito grande pelo Santo André. Consegui ter uma projeção nacional atuando em competições importantes como o Paulistão e a Série A. Aprendi muito lá, o elenco tinha jogadores experientes e pude evoluir.

Um dos jogadores experientes com quem Dutra atuou no Ramalhão foi Marcelinho Carioca, um dos maiores ídolos da história do Corinthians, em seu último ano de carreira profissional, aos 37 anos. Juntos, conseguiram o acesso para a Série A do Brasileiro em 2008. No ano seguinte, não conseguiram evitar a volta do clube para a Segunda Divisão.

– Joguei com o Marcelinho Carioca, que foi meu padrinho no futebol, no Santo André. Eu admirava muito ele, e depois jogamos juntos – citou Dutra, na chegada ao Corinthians.



Goleiro atual do Ramalhão, Neneca fazia parte do elenco em que Junior Dutra e Marcelinho Carioca atuaram. O técnico Sérgio Soares é outro velho conhecido do atacante corintiano.

Depois de deixar o Ramalhão, Dutra partiu para o futebol japonês (jogou por Kyoto Sanga e Kashima Antlers), passou pela Bélgica (no Lokeren), Qatar (no Al-Arabi) e voltou ao Brasil em 2016 para jogar pro Vasco e, depois, Avaí. Aos 30 anos, diz viver o auge da carreira no Corinthians.

– É o maior do futebol brasileiro. Estou me adaptando muito bem, até porque temos uma estrutura espetacular e o time é muito bom, rápido, de toque de bola e que encaixa bem com o meu jogo. Venho conquistando o meu espaço e a torcida tem me apoiado bastante. Quero escrever uma bonita história nesse time que estou realizando o sonho de defender – afirmou.

Ainda sem um reforço para o ataque, Fábio Carille tem dado sequência para Dutra no ataque do Timão. Kazim, que começou a temporada como titular, perdeu espaço e será opção no banco.

Conteúdo publicado originalmente no site GloboEsporte