Publicada em 01/02/2018, às 17:00

Do status de joia à rescisão: Robert fala da saída do Flu e lamenta "falta de respeito"

Uma das maiores promessas do Fluminense nos últimos anos, meia que chegou até mesmo a defender o Barcelona B comenta carreira e critica forma como deixou as Laranjeiras

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De maior promessa da base dos últimos tempos ao desligamento do clube após 13 jogos nos profissionais. Esta foi a trajetória de Robert com a camisa do Fluminense.

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O meia de 21 anos, que surgiu com status de joia e chegou até mesmo a defender o Barcelona B, acertou a rescisão com o Flu na semana passada sem conseguir corresponder às expectativas criadas e a multa rescisória de R$ 190 milhões.

- Eles (membros da diretoria) me ligaram e avisaram que queriam rescindir comigo. Depois, mudaram de ideia e até falaram sobre eu continuar no clube, mas reduzindo meu salário. Mas eu não quis. Optei por seguir meu caminho, minha carreira. Eu não queria ficar recebendo para não jogar. Eu quero jogar, não quero ficar encostado - disse.

Camisa 10 de uma geração vencedora da base tricolor e da seleção brasileira, Robert desde muito novo ganhou destaque no Fluminense, onde passou boa parte da vida. Ainda garoto, precisou ser blindado, principalmente contra as investidas dos outros clubes.

Sem o mesmo prestígio no Flu de antes, o meia, que é um dos integrantes da lista de dispensados do clube nesta temporada e está livre no mercado, conversou com o GloboEsporte.com. Longe dos holofotes de outrora, abriu o coração ao falar sobre a carreira e fez questão de deixar claro que não é "mais uma joia perdida". Confira.

Decepção ao saber da rescisão pelo telefone

"Achei que eu merecia um pouco mais de respeito. Sou prata da casa, tenho uns 12 anos de clube"

- Eles até poderiam querer a minha saída, mas a maneira como conduziram tudo, eles não tiveram respeito comigo e com os outros.

Falta de ritmo pesou nos profissionais
- Eu acho que tive poucas oportunidades no Fluminense. Pela maneira que me cobravam, eu teria que estar jogando, tendo chances de jogar. Só se ganha ritmo jogando. E não foi assim. Eu nunca tive sequência como outros jogadores da base tiveram. Acredito que isso influenciou. Não tive como demonstrar nos profissionais do Flu tudo que joguei na base. Faltou eu conseguir confiança.

Gratidão pelo Flu ainda permanece

"Apesar dessa situação para deixar o clube, eu não tenho nada contra o Fluminense, pelo contrário. Tudo que eu tenho hoje é graças ao Fluminense. O clube me ajudou muito"

- Mas parece que tinha alguém lá dentro que não queria que desse certo. Eu sou novo, tenho 21 anos apenas. Não sou um jogador cascudo. Queria ter tido mais oportunidades. Mas ag/ora é seguir em frente.

Negociações com novos clubes
- Alguns clubes já me procuraram, falaram comigo. Estou vendo com o meu empresário o melhor caminho. Estamos resolvendo. Espero resolver tudo o quanto antes.

Boavista é um deles
- O João Paulo (gestor do clube) me mandou mensagem, conversou comigo. Eu fiquei agradecido. Mas tenho outros planos agora.

Foco na carreira continua
- Acho que é tudo aprendizado na vida. Eu não vou desistir da minha carreira. Eu sei do meu potencial, sei o que posso jogar. Creio que preciso treinar mais agora, me dedicar ainda mais para mostrar o meu valor. Tenho treinado em um projeto de um amigo meu no Recreio, no Rio de Janeiro, estou mantendo a forma para quando eu fechar com um novo clube estar preparado.

O currículo de Robert
Robert surgiu como um dos melhores jogadores de sua geração no Brasil. Foi campeão sul-americano com a seleção sub-15, disputou o Sul-Americano sub-17 e assinou em 2012 seu primeiro contrato profissional, com multa rescisória de R$ 190 milhões - o vínculo ia até o fim de 2019. Pelo Flu, realizou 13 jogos no time principal e marcou dois gols, sobre Bangu, no Carioca, e Santos, no Brasileiro, ambos em 2015.

No fim de 2015, foi contratado por empréstimo pelo Barça B com uma cláusula de compra de R$ 30 milhões, mas praticamente não jogou. Sua única partida oficial foi a final da Copa da Catalunha, quando entrou aos 13 do segundo tempo. Além de problemas com a documentação, que o fizeram ter condições legais de jogo apenas em março, o meia não agradou ao treinador e teve poucas chances - principalmente pelo peso.

No retorno ao Brasil, foi novamente cedido pelo Fluminense. Desta vez para o Paysandu, onde também foi pouco aproveitado durante a disputa da Série B do Campeonato Brasileiro. Em quatro jogos realizados, não marcou nenhum gol.

No ano passado, foi emprestado ao Boavista, onde disputou o Carioca. De volta ao Flu, ficou encostado durante o segundo semestre. Este ano, rescindiu com o clube e está livre no mercado.

Conteúdo publicado originalmente no site GloboEsporte

Publicada em 21/02/2018, às 14:49

Atacante Romarinho está de saída do Fluminense

Jogador foi contratado em agosto de 2017 a pedido do técnico Abel Braga

Indicado por Abel Braga, Romarinho não convenceu (Foto: Lucas Merçon/Fluminense F.C.)

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Contratado em agosto de 2017, a pedido do técnico Abel Braga, após se destacar pelo Globo-RN no duelo com o Fluminense, pela Copa do Brasil, Romarinho está de malas prontas para ir embora das Laranjeiras. Sem espaço na equipe e com contrato vigente até 31 de maio, seus empresários conversam com a diretoria para antecipar o distrato.



Contratado por empréstimo com opção de compra, Romarinho, em quase seis meses, jamais caiu nas graças da torcida foram oito jogos, apenas um como titular, e nenhum gol marcado. A expectativa é que a rescisão do atacante aconteça nos próximos dias. Enquanto isso, ele tem treinado à parte.

Conteúdo publicado originalmente no site O Dia