Publicada em 31/01/2018, às 23:54

Está ruim, mas está bom: São Paulo avança com 1 a 0 sobre Madureira

Tricolor atuou em Londrina cheio de vantagens, mas levou sustos, conseguiu uma vitória magra e, apesar da vaga na segunda fase da Copa do Brasil, ouviu vaias da torcida

(Foto: Reprodução/Premiere)

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O São Paulo tinha todas as vantagens possíveis nesta quarta-feira: o Madureira, que ainda não venceu em 2018 e tinha um técnico interino, vendeu o mando para Londrina, em um estádio cheio de tricolores, e a equipe de Dorival Júnior só não se classificaria para a segunda fase da Copa do Brasil se perdesse. Ganhou por 1 a 0, mas mais irritou do que agradou, como comprovaram as vaias ao fim do jogo.

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O São Paulo se impôs por poucos minutos e até sofreu alguns sustos. Graças a Marcos Guilherme, conseguiu o gol de Brenner, aos 17 minutos do primeiro tempo.

Até o gol, um time só
O São Paulo começou o jogo sem deixar o Madureira respirar. Na defesa do adversário, o Tricolor forçava os erros e recuperava a bola com tranquilidade. Só a perdia quando cometia algum equívoco sozinho, mal sendo incomodado.

Nesse ritmo, a vitória parecia tranquila, construída basicamente pelo lado direito do ataque. Quando a comissão técnica já se desesperava com o time pouco arriscando finalizações, Marcos Guilherme resolveu. Aplicou um drible da vaca na ponta direita e cruzou para Brenner, do outro lado, colocar a bola nas redes.

Pressão do Madureira?!
Desde o minuto inicial, ficou claro que o Madureira tinha um nível abaixo da maioria ou até de todos os times que disputam a Série A1 do Campeonato Paulista. Mesmo assim, a equipe carioca conseguiu se impor no fim do primeiro tempo.

Bastou adiantar seu jogo, em um movimento natural de quem está perdendo e só se classificaria com uma vitória, para o rival forçar erros de passes do Tricolor e até criar oportunidades de gol.

Ficou pior
O São Paulo começou o segundo tempo em cima do Madureira e até viu Brenner perder uma chance clara e Bissoli acertar a trave. Mas, apesar da gigantesca diferença técnica, mais se assustou com o Madureira, que não balançou as redes por falhar demais finalizando.

Agenda e situação na tabela
O São Paulo espera pelo confronto entre Manaus e CSA-AL, na próxima quarta-feira, para saber seu rival na segunda fase da Copa do Brasil. No sábado, às 17h, o time recebe o Botafogo, no Morumbi, pelo Paulistão.

FICHA TÉCNICA
MADUREIRA x SÃO PAULO

Local: Estádio do Café, em Londrina (PR)
Data: 31/1/2018
Árbitro: Rafael Traci (PR)
Auxiliares: Ivan Carlos Bohn e Pedro Martinelli Christino, ambos do PR
Cartões amarelos: Formiga, aos 25'/2ºT; Anderson Martins, aos 32'/2ºT
Cartões vermelhos: -
Gol: Brenner, aos 17'/1ºT (0-1)

MADUREIRA: Douglas; Formiga, Danrlei, Edmario, Douglas Lima (Renan, aos 13'/2ºT); Rezende (Téssio, aos 22'/2ºT), Thiago Mendes, William, Naninho e Catatau; Souza (Derek, aos 29'/2/ºT). Técnico: Acácio

SÃO PAULO: Sidão; Militão, Rodrigo Caio, Anderson Martins e Edimar; Jucilei, Araruna (Lucas Fernandes, aos 18'/2ºT) e Shaylon; Marcos Guilherme, Brenner (Paulo Boia, aos 21'/2ºT) e Diego Souza (Bissoli, aos 25'/2ºT). Técnico: Dorival Júnior

Conteúdo publicado originalmente no site Lance!

Publicada em 23/02/2018, às 13:59

Crônicas do Morumbi: Jardine, o ponto futuro de Dorival no São Paulo

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Dorival não caiu de fato, mas ele ainda comanda a equipe? Segue mantido único e exclusivamente pela posição de Raí, que acredita em uma evolução do trabalho. Leco queria a demissão, no entanto, perder o apoio de Raí pesou para recuar e proporcionar uma sobrevida a Dorival.



A manutenção do técnico pode ser analisada por dois ângulos opostos: uma seria pela honra, o apoio de Raí; outra, pela situação humilhante, com a permanência vinculada ao bom resultado e desempenho na próxima rodada.

Impossível mensurar até que ponto Raí tem real convicção no trabalho de Dorival. A impressão pairante é que o ídolo tricolor segurou Dorival para não deixar a imagem que rapidamente cedeu à pressão das arquibancadas.

Enquanto isso, as luzes dos corredores do Morumbi seguem se apagando à medida em que Dorival caminha. Os refletores miram Jardine, que deverá ser promovido a auxiliar técnico do time principal.



A ascensão de Jardine pela diretoria instaurará uma questão freudiana para Dorival resolver: Além de prazo para mostrar resultado, Dorival aceitará o rebaixamento de seu filho do cargo para ceder espaço ao multicampeão da base?

Como um dia Cláudio Coutinho denominou o overlapping como a possibilidade de se fazer uma jogada sem a bola; nos campos políticos dos clubes, também é é possível construir um novo cenário a partir de uma simples movimentação.

Conteúdo publicado originalmente no site Lance!