Publicada em 31/01/2018, às 16:20

Eleições no Corinthians: Citadini critica CBF e diz que Flamengo "é muita propaganda"

Candidato à presidência do Timão diz que, se for eleito, não votará em assembleia da entidade até que o novo estatuto seja revisto

(Foto: Lance!)

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Candidado à presidência do Corinthians, Antonio Roque Citadini fez duras críticas não só à atual gestão do clube, mas também à Confederação Brasileira de Futebol. No embalo, sobrou até para o Flamengo, que, segundo ele, "é muita propaganda".

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Citadini foi, nesta quarta-feira, o terceiro ouvido na série de entrevistas feitas pelo GloboEsporte.com. O primeiro, por ordem estabelecida em sorteio, foi Romeu Tuma Júnior na segunda-feira, com Felipe Ezabella no dia seguinte. Andrés Sanchez (quinta) e Paulo Garcia (sexta) serão os próximos entrevistados, sempre às 15h (de Brasília), neste LINK AQUI. Os sócios do clube vão eleger, no próximo sábado, o presidente do Corinthians pelos próximos três anos.

Falando sobre o atual status dos clubes, não só do Corinthians, Citadini criticou a CBF, especialmente pela reforma de seu estatuto, aprovado em 2017 e que dá mais poder às federações estaduais em detrimento dos clubes. De acordo com o documento, os votos das federações terão peso 3, os dos clubes da Série A terão peso 2 e os da Série B, peso 1. Na prática, as 27 federações poderão eleger candidatos sozinhos, pois somam 81 votos, enquanto que os clubes, se unidos, terão no máximo 60 votos.

– O que fez a CBF? Uma reforma no estatuto que ferrou os clubes. O futebol brasileiro vive porque tem corintiano, gremista, palmeirense... é disso que vive o futebol. Não vive dessa burocracia da CBF, nem das federações. No entanto, ela (CBF) fez uma reforma no estatuto em que o voto da Federação do Acre, que não tem nem campeonato, vale mais que o do Corinthians. Todos os clubes da Série A valem menos que as federações, muitas delas sustentada pelas CBF – disse Citadini.

Questionado se toparia liderar uma mudança, o candidato respondeu, citando Corinthians e Flamengo como os dois únicos clubes capazes de peitar a CBF sem serem "prejudicados pela arbitragem":

– Se a CBF não mudar o estatuto, eu não voto na eleição para presidente da CBF. Isso é um escárnio não só com o Corinthians, mas com a população brasileira. Não só não voto, como vou me queixar pra Fifa. A Fifa não sabe diso. O que fez o Corinthians nesses anos? Não fez nada. A CBF mudou o estatuto, e o Corinthians não falou nem A, nem B, nem C. Nós temos dois clubes no Brasil que poderiam liderar isso, o Corinthians e o Flamengo, mas nem sei se o Flamengo faria isso. Clubes médios e pequenos teriam medo de serem prejudicados com arbitragem. Mas você acha que nos prejudicariam com arbitragem? Nós? Corinthians?

A pergunta seguinte foi se Citadini tentaria, por conta disso, uma aproximação com o Flamengo, em especial com seu presidente, Eduardo Bandeira de Mello. Ele respondeu:

– Eu não conheço (Bandeira), o Flamengo é muita propaganda, eu não sei bem se é tudo isso o que estão falando por aí, se acertou de fato suas finanças, que aliás é outro ponto grave do Corinthians. O Corinthians precisa acertar suas finanças. O maior problema desse grupo (que está no poder) é que se está vivendo de antecipar receitas. Você gasta muito, daí não tem mais dinheiro, e pega dinheiro da Nike, da Globo, pega dinheiro de todo mundo. Já tem contrato que está (antecipado) até 2029.

Citadini prosseguiu:

– O clube precisa encontrar receitas de outras áreas, mas não pode viver de antecipar receitas, tem de encontrar equilíbrio, e equilíbrio tem de vir do marketing. Nós estamos vivendo um momento absolutamente medíocre do marketing. No ano passado lideramos o campeonato do começo ao fim, sem uma propaganda máster.

Quando se fala em dívida no Corinthians, claro, logo se vem a questão da Arena. A comissão de conselheiros que analisou a construção da Arena Corinthians fala de uma dívida de aproximadamente R$ 1,37 bilhão para a Caixa e outros R$ 360 milhões para a Odebrecht, superando R$ 1,7 bilhão no total. O valor pode ultrapassar R$ 2 bilhões até o fim do contrato.

– É preciso sentar com a Odebrecht para resolver isso, não adianta ter uma postura infantil – disse Citadini, que fala em criar mais receitas a partir da Arena, principalmente com eventos no estacionamento.

– Não vamos fazer nada no gramado do estádio. Isso é coisa de quem não entende nada de futebol, porque você estraga o gramado – completou o candidato, numa referência óbvia aos rivais Palmeiras e São Paulo.

Todas as entrevistas estão sendo transmitidas ao vivo a partir das 15h, com o seguinte cronograma, estabelecido em sorteio: Roque Tuma Júnior (segunda-feira), Felipe Ezabella (terça-feira), Antônio Roque Citadini (quarta), Andrés Sanchez (quinta) e Paulo Garcia (sexta). Para enviar perguntas, basta twittar usando #gecorinthians.

Conteúdo publicado originalmente no site GloboEsporte

Publicada em 09/02/2018, às 11:28

Júnior Dutra, do Corinthians, volta ao palco de parceria com Marcelinho Carioca

Atacante viveu parceria com o ídolo da Fiel entre 2008 e 2009 no Santo André

Junior Dutra será mantido no ataque do Corinthians (Foto: Daniel Augusto Jr/Agência Corinthians)

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O jogo desta sexta-feira, às 19h, no Bruno José Daniel, será especial para Júnior Dutra, do Corinthians. Oito anos depois de deixar o Santo André rumo ao futebol japonês, o atacante volta ao ABC paulista para enfrentar sua primeira equipe profissional pela sexta rodada do Paulistão.



– Tenho um carinho e respeito muito grande pelo Santo André. Consegui ter uma projeção nacional atuando em competições importantes como o Paulistão e a Série A. Aprendi muito lá, o elenco tinha jogadores experientes e pude evoluir.

Um dos jogadores experientes com quem Dutra atuou no Ramalhão foi Marcelinho Carioca, um dos maiores ídolos da história do Corinthians, em seu último ano de carreira profissional, aos 37 anos. Juntos, conseguiram o acesso para a Série A do Brasileiro em 2008. No ano seguinte, não conseguiram evitar a volta do clube para a Segunda Divisão.

– Joguei com o Marcelinho Carioca, que foi meu padrinho no futebol, no Santo André. Eu admirava muito ele, e depois jogamos juntos – citou Dutra, na chegada ao Corinthians.



Goleiro atual do Ramalhão, Neneca fazia parte do elenco em que Junior Dutra e Marcelinho Carioca atuaram. O técnico Sérgio Soares é outro velho conhecido do atacante corintiano.

Depois de deixar o Ramalhão, Dutra partiu para o futebol japonês (jogou por Kyoto Sanga e Kashima Antlers), passou pela Bélgica (no Lokeren), Qatar (no Al-Arabi) e voltou ao Brasil em 2016 para jogar pro Vasco e, depois, Avaí. Aos 30 anos, diz viver o auge da carreira no Corinthians.

– É o maior do futebol brasileiro. Estou me adaptando muito bem, até porque temos uma estrutura espetacular e o time é muito bom, rápido, de toque de bola e que encaixa bem com o meu jogo. Venho conquistando o meu espaço e a torcida tem me apoiado bastante. Quero escrever uma bonita história nesse time que estou realizando o sonho de defender – afirmou.

Ainda sem um reforço para o ataque, Fábio Carille tem dado sequência para Dutra no ataque do Timão. Kazim, que começou a temporada como titular, perdeu espaço e será opção no banco.

Conteúdo publicado originalmente no site GloboEsporte