Publicada em 30/01/2018, às 16:06

Dívidas, patrocinadora e futuro: Galiotte fala sobre primeiro ano de Palmeiras

Presidente cita débitos com Paulo Nobre, desconversa sobre chance de disputar a eleição no fim do ano e explica novo contrato com a Crefisa

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O presidente Maurício Galiotte falou nesta terça-feira sobre o novo formato da parceria entre Palmeiras e Crefisa. Depois de a empresa ser multada pela Receita Federal por causa da maneira como as contratações bancadas pela patrocinadora eram declaradas, os investimentos além do vínculo de patrocínio serão considerados como empréstimos no balanço do clube.

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– O que muda são os lançamentos contábeis a partir de 2018. Mas na prática não muda o fluxo de caixa, os compromissos da Crefisa com o Palmeiras continuam sendo os mesmos – disse o dirigente, em evento sobre gestão de futebol, da empresa BDO.

Desta maneira, os cerca de R$ 120 milhões investidos pela patrocinadora em contratações farão parte do balanço palmeirense como empréstimos, a partir de janeiro de 2018. Na prática, o clube terá a obrigação de devolver para a empresa os valores corrigidos pelos índices de mercado.

– É um compromisso futuro, mas é uma dívida coberta. Nós temos os ativos, que são os jogadores. O Palmeiras devolve o dinheiro assim que vender os atletas. Isso já era contemplado no contrário anterior. O valor é o que foi investido pela parceria, cerca de R$ 120 milhões – completou.

A última segunda-feira encerrou o primeiro ano da gestão de Maurício Galiotte no Palmeiras. E, do ponto de vista administrativo, com um saldo positivo para os alviverdes. Em reunião do Conselho Deliberativo, as contas de 2017 e o orçamento de 2018 foram aprovadas por unanimidade.

Se no ano passado o clube teve receita recorde e um superávit de R$ 57 milhões, a expectativa - mais moderada - para 2018 é de um lucro de R$ 33 milhões, com R$ 477 milhões de receitas. Vale destacar que não há previsão de venda de jogadores nesses números previstos pelos palmeirenses para a atual temporada.

Mas, quando o assunto é reeleição, o clima ainda é de mistério. Em novembro, haverá eleição no clube para escolher o presidente do Verdão nos anos de 2019 e 2020.

- Vamos decidir no meio do ano se tentamos a reeleição – disse Galiotte.

Veja o que o presidente Maurício Galiotte falou sobre o futuro do Palmeiras:

Desempenho financeiro
– Nós tivemos reunião ordinária do Conselho Deliberativo, aprovamos de forma unânime tanto o balanço de 2017 quanto a previsão orçamentária de 2018. Os números são elogiáveis, estamos numa situação positiva.

Patrocínio
– Nós temos contrato assinado com a Crefisa até o final do ano. Para o próximo ano tem uma série de reeleições que precisam ser discutidas, inclusive a eleição presidencial, e aí o contrato será discutido.

Contratações
– O Palmeiras é criterioso nas contratações. Se hoje o elenco é o mais valorizado do Brasil, é porque somos criteriosos nas contratações.

Dívidas com Paulo Nobre
– O valor é de R$ 22 milhões. Vamos quitar até a metade do ano. É meu compromisso: não ter mais compromissos com bancos nem com fundos.

Conteúdo publicado originalmente no site GloboEsporte

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