Publicada em 30/01/2018, às 10:56

De Amores: as histórias do goleiro sem firula que já pode ser treinador

Titular precoce do Liverpool e do Uruguai, novo reforço do Fluminense tem no currículo a Luva de Ouro do Mundial sub-20. Deslocamento de retina quase pôs promissora carreira em risco

De amores e Pablo: amigos do tempo de Liverpool (Foto: Arquivo Pessoal)

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Pablo Fernandez, preparador de goleiros com 10 anos de Liverpool, um dos 11 times de Montevidéu fora Peñarol e Nacional na primeira divisão uruguaia, não titubeia ao falar de De Amores:

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- É sóbrio, aquele que não se atira para aparecer nas fotos, não enfeita nada, como os argentinos. Só salta quando precisa. E, ao fazê-lo, mostra toda a sua qualidade.
A frase, claro, é apenas um resumo do que a torcida do Fluminense pode esperar do reforço, trazido após a controversa liberação do ídolo e campeão Diego Cavalieri. Porém, ajuda a entender um pouco da personalidade de um sujeito que, aos seus 23 anos, tem uma carreira precoce. A ponto de poder exercer a profissão de treinador de futebol.

A verdade é que Guillermo, como é chamado no país natal, é um fanático pelo futebol. Daqueles que começou cedo a realizar o sonho de ser jogador. Que teve a ajuda do pai Wilson, vendedor de insumos a maquinas agrícolas, ao levá-lo diariamente de San Jacinto, cidade distante 70km da capital, aos treinos do Liverpool. Daqueles que não esquece os ensinamentos da mãe Maria, de estudar sempre: não à toa concluiu no ano passado o curso de três anos da AUF para ser técnico.

A linha que une o passado e o futuro, aliás, explica a decisão de se mudar ao Rio. Pouco antes de aceitar a oferta do Tricolor, o goleiro havia rescindido com o Liverpool. Concluiu necessitar de novos ares, para alcançar novo patamar. As ofertas do exterior demoraram um pouco, então, acertou com o Boston River e, antes de estrear, apareceu o Flu.

- Creio que o futebol brasileiro está em um nível muito alto. É um crescimento pessoal muito importante - atestou o novo dono da camisa 27 na sua apresentação.

Um dos objetivos é chegar à seleção - Na base da Celeste, tem história de gente grande.

- Reserva nos vices do Sul-Americano sub-17 de 2011 (Equador) e do Mundial Sub-17 de 2011 (México).
- Titular no Sul-Americano sub-20 de 2013 (Argentina) e no vice do Mundial sub-20 de 2013 (Turquia).
- Ganhou a Luva de Ouro na Turquia, como melhor goleiro da competição, ao sofrer três gols em sete jogos.
- Titular e medalha de ouro no Pan-Americano do Canadá em 2015.

Mas até lá... De Amores precisou suar a camisa. Em 2009, no teste em que se candidatou à base do Liverpool, foi avaliado por Pablo. O sub-14, categoria pretendida, estava em competição fora da cidade. Ficou combinado que teria três treinos para mostrar o seu valor. Passou no primeiro.

A pouca musculatura começou a mudar com trabalho físico específico. Nas duas primeiras temporadas, demorou a engrenar. Assumiu a tituaridade no sub-16 e estreou no profissional com 17 anos, uma derrota de 1 a 0 para o Nacional, gol de Recoba. Virou dono da posição em 2014.

Quando parecia que só iria crescer, um susto. Era setembro, perto do fim da temporada, e ele assistia televisão em casa. Passou a ter dificuldade de exergar e, como as dores não cessavam, consultou um médico. O diagnóstico apontou um surpreendente descolamento de retina, que teve como principal suspeita um golpe na cabeça sofrido aos 12 anos. Enfrentou cirurgia e, após 15 dias, já havia retomado os treinos.

Embaixo das traves, De Amores, segundo jornalistas que acompanham a sua carreira, evoluiu nos últimos anos no que era o principal ponto a ser melhorado: a saída do gol. Ele tem facilidade para sair jogando com os pés, não se furta de fazê-lo. É líder, aquele que orienta e cobra os colegas, algo necessário no Tricolor em reformulação.

No Rio, De Amores ainda mora em um dos hotéis que serve de concentração ao Flu. Está integrado ao grupo tanto que foi ao jogo contra o Madureira mesmo sem poder atuar. Treina diariamente enquanto espera ter a regularização para ficar à disposição de Abel Braga. E, quiçá, ao estrear, poderá gerar orgulho tipo o de Pablo:

- Cada vez que falo dele, me sinto orguhoso. O trato como se fosse um filho. Desejo todo o sucesso do mundo a ele. E acredito que o terá no Fluminense, um dos grandes clubes do Brasil.

Conteúdo publicado originalmente no site GloboEsporte

Publicada em 22/02/2018, às 21:27

Sem sofrer gols há quatro jogos, Júlio César espera manter boa fase no Fla-Flu

Tricolor vive momento de ascensão na temporada

Fluminense vive bom momento na temporada (Foto: Nelson Perez/Fluminense F.C.)

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O Fluminense chega embalado para o clássico contra o Flamengo neste sábado, na Arena Pantanal, em Cuiabá, pela segunda rodada da Taça Rio. O time tricolor goleou o Bangu por 4 a 0 na última quarta-feira, no jogo inaugural do segundo turno do Campeonato Carioca, e chegou à quinta vitória consecutiva na temporada.



Apesar de ter ficado de fora das semifinais da Taça Guanabara (primeiro turno), o Fluminense vem evoluindo no Estadual e os jogadores esperam agora confirmar a boa fase com a vitória em um clássico. O goleiro Júlio César, que não foi vazado nos últimos quatro jogos, falou sobre o bom momento da equipe.

"Os próximos jogos serão difíceis, mas vamos tentar manter essa sequência. A prioridade é, claro, vencer as partidas. Se for possível não sofrer gols, melhor ainda", disse o goleiro.

O lateral-direito Gilberto disse que o time precisa esquecer os outros resultados porque o clássico contra o time rubro-negro não há como apontar favoritos. "A gente sabe que Fla-Flu é um jogo diferente, é um clássico. Então temos que ir focados para fazer um bom jogo. Temos que ter confiança, bastante personalidade para jogar e manter o nosso esquema, que é o mais importante", afirmou.



O volante Jadson acredita que a vitória no Fla-Flu ajuda o time a ganhar confiança em busca do primeiro título na temporada. "O clássico já tem uma rivalidade e uma importância muito grande. A gente tem que focar no nosso trabalho, fazer o nosso melhor e procurar vencer. Traçamos a meta de conseguir coisas grandes esse ano e isso passa por vencer esse tipo de jogo", opinou.

Conteúdo publicado originalmente no site O Dia