Publicada em 30/01/2018, às 11:47

A geração de Arthur e o conceito de "formar ganhando" na base

Volante, que nunca venceu um Grenal decisivo na base, brilhou na final da Libertadores. Adversários colorados, acostumados a vencer, não se firmaram

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Ganhar e formar ganhando na base s conceito relativo. Mas desconfie sempre (sempre) do discurso de que "o jogador tem que aprender a ganhar desde cedo". Assim como a grande maioria dos clichês criados, não encontra eco na realidade. E basta um exemplo, entre muitos, para ilustrar o que é dito por aqui: o de Arthur, do Grêmio.

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A Geração 96, de Arthur, nunca venceu um Grenal decisivo na base. No sub-17, em 2012, tomou duas porradas na final: 1 a 0 e 3 a 1. Em 2013, perdeu a semifinal nos pênaltis por 3 a 2, após empate por 1 a 1 no tempo normal.

O título estadual que Arthur tem na base foi conquistado em 2014. Em cima do São José-RS, que eliminou o Internacional. Em 2015, o Grêmio perdeu para o Juventude na semifinal por 3 a 1 e sequer chegou a enfrentar o Colorado na final estadual. Arthur não estava em campo, pois já figurava no grupo dos profissionais.

Em 2016, Arthur estava de volta aos juniores e vestia a camisa 10. Era meia central do time, que caiu na semifinal contra o Internacional após dois empates (1 a 1 e 0 a 0). Junto com ele, nomes da geração 96 do Grêmio que estão bem hoje, como Everton, que já fez vários gols decisivos pelos profissionais, e Lima, destaque da Série B pelo Ceará.

Pois bem. Veio 2017. Arthur e Everton ganharam a Libertadores. E a geração do Inter que ganhou tudo dos gremistas na base foi quase toda emprestada para outros clubes.

Yan Petter, o maior "fenômeno" colorado da geração até o sub-15, foi para o ABC. Gustavo Ferrareis, outro jogador badalado desde cedo, está no Figueirense, assim como Eduardo, que tem várias convocações para seleções de base no currículo. Léo Ortiz foi para o Sport após ser muito criticado pela torcida em função de más atuações pelos profissionais.

A lista é longa. Alisson Azul está no Brasil de Pelotas, e Gustavo Ramos, que veio como uma grande contratação junto ao Vila Nova, está jogando o Campeonato Goiano pelo Aparecidense. As exceções, no Colorado, são Juan, que tinha pouco destaque na base e fez uma Série B digna, e Charles, que veio do Santo Ângelo já no fim dos juniores.

A maioria desses jogadores tem potencial, e é bem possível que alguns deslanchem na carreira. Mas todos estão muito acostumados a ganhar Grenais desde a base. E nenhum deles tem o mercado de Everton, já firmado na Série A. Muito menos o de Arthur, acostumado a perder Grenais desde a base, que está na mira do Barcelona.

Conteúdo publicado originalmente no site GloboEsporte

Publicada em 23/02/2018, às 12:47

Provável nova camisa 1 do Grêmio tem imagens vazadas na internet. Veja fotos

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A provável nova camisa 1 do Grêmio, produzida pela Umbro, teve diversas imagens vazadas na internet. O manto segue o padrão tradicional com as listras verticais, com a gola e punhos na cor branca. O logo da Umbro na frente da camisa foi posto em dourado, em vez de branco.



A interna da gola apresenta estampados todos os escudos que já foram usados pelo clube, juntamente com uma imagem comemorativa aos 115 de fundação. Este mesmo selo também foi colocado na parte inferior da camisa.

O Grêmio ainda não confirma a autenticidade do modelo. O Tricolor deve usar a novidade pela primeira vez na partida contra o Defensor, do Uruguai, na próxima terça-feira, na estreia do time na Libertadores.













Conteúdo publicado originalmente no site Lance!