Publicada em 29/01/2018, às 11:32

Ida frustrada à Europa, reflexão de vida e trinca de respeito: a evolução de Edilson

Lateral de 31 anos tem momentos distintos na carreira e, agora, vive expectativa de manter bom nível no Cruzeiro

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Edilson poderia ser mais um jogador de futebol arrependido pelas oportunidades jogadas fora. O lateral rodou por vários clubes no início da carreira. Depois de não encontrar lugar em nenhum deles, passou por uma experiência diferente no Botafogo em 2013. Uma espécie de "divisor de águas". Amigo do lateral, o empresário Gerson Oldenburg confirma que o jogador fez uma reflexão à época em que esteve no clube carioca.

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- Dá para dizer que o Edilson era um antes do Botafogo e outro depois. Aquele momento foi um divisor de águas na vida dele. Ele costumava dizer que antes a culpa era sempre do treinador para as coisas não darem certo. A partir dali, ele admitiu os seus erros e percebeu que o problema estava com ele. Era necessária uma postura diferente para a carreira decolar.

Realmente, Edilson provou em campo que a reflexão fez bem, mesmo com a saída culminando com uma demissão, ao lado de outros jogadores que estavamo no Rio de Janeiro. Depois de sair do Botafogo por desentendimento com o presidente do clube no período, Maurício Assumpção - a quem o lateral chamou de “covarde” pela forma que a dispensa ocorreu - , Edilson foi parar no Corinthians em 2015. No clube paulista, começou a construir uma trinca de respeito. Ao lado do técnico Tite, o lateral foi campeão brasileiro.

De lá partiu para o Grêmio no ano seguinte. Era a terceira passagem pelo Tricolor, mas a primeira vez do “novo Edilson” em Porto Alegre. O complemento de títulos foi recheado com a Copa do Brasil de 2016 e a Libertadores do ano passado. Credenciais que fizeram o Cruzeiro apostar em Edilson para resolver o problema da lateral direita. Além disso, o papel de liderança adquirido no elenco gaúcho também pesou positivamente para a a escolha celeste.

Na estreia pelo Cruzeiro, Edilson jogou os 90 minutos na goleada sobre o Uberlândia. O lateral se preocupou em segurar mais as subidas ao ataque, principalmente após pedido do técnico Mano Menezes. A parte física do jogador ainda não é a ideal, quanto mais que ele reapresentou mais tarde por ter jogado o Mundial de Clubes pelo Grêmio no ano passado. O lateral voltou a atuar a partida inteira na vitória sobre o Tombense, em Ipatinga.

Reviravolta na Alemanha
Quando tinha 20 anos, ainda recém-promovido da base do Avaí, Edilson deixou Santa Catarina e embarcou para a Europa com a expectativa de acertar com uma equipe do futebol alemão. O que era para ser um sonho se transformou em pesadelo: os antigos empresários não o liberaram, e ele teve que voltar. Pensou até em desistir do futebol. A solução foi manter a rotina de treinos no Veranópolis até surgirem novas ofertas no Brasil.

Anos mais tarde, já quando Edilson estava consolidado no Botafogo, o lateral teve outra oportunidade do Velho Continente, novamente na Alemanha, porém, mais uma vez, os detalhes não contribuíram para a transferência ao Schalke 04. Em entrevista ao GloboEsporte.com no ano passado, ele destacou que as motivações mudaram com o decorrer dos anos.

- Como menino, pensava em ir bem e ir para a Europa. Quando você adquire uma certa idade, o pensamento é em vencer. Ainda mais quando você venceu antes. Caramba, o sabor ficou tão bom, quero ganhar de novo. O jogador não tem que botar em prioridade o ele, e sim, o time.

Festas de lado
Outro fator na construção do “novo Edilson” foram as festas deixadas de lado. Se antes, o lateral abusava das comemorações, o depois foi de mais trabalho e menos festejos na hora errada. Um episódio com Vanderlei Luxemburgo, em 2012, quando Edilson atuava pela segunda vez no Grêmio, foi crucial para a mudança de comportamento do lateral.

- Quando tive uma lesão de ligamento cruzado, foi um dos momentos em que eu me senti meio só e, em vez de fazer as coisas certas, acabei saindo mais do que deveria. Depois, quando o Vanderlei (Luxemburgo) me deixou de lado, em vez de ter o pensamento de treinar mais para voltar, pensei: "Já que ele me abandonou, vou curtir, fazer festa". São pensamentos que me fizeram refletir depois da minha saída e de ver que, claro, tem coisas que eu não concordo com o Vanderlei, mas que a culpa não foi só dele. Também foi minha. Eu também estava errado em muitos aspectos - admitiu, também em entrevista ao GloboEsporte.com, em 2017.

Trinca de respeito
Aos 31 anos, Edilson carrega no currículo uma marca de destaque. O lateral acumula os três principais títulos disputados no futebol brasileiro de forma consecutiva. Pelo Corinthians, em 2015, foi campeão Brasileiro. Em 2016 conquistou a Copa do Brasil pelo Grêmio, mesma equipe em que fechou a trinca com a Taça Libertadores do ano passado.

No dia da apresentação no Cruzeiro, Edilson exaltou os motivos que o fizeram optar pela transferência à Raposa.

- A minha vinda foi por alguns motivos. Um deles foi a vontade do presidente Wagner (Pires), do Itair (Machado), Marcelo (Djian) e o pedido do Mano em contar comigo. Isso fez ter um desafio novo na carreira. Eu poderia estacionar nos títulos que conquistei lá (Grêmio). É um desafio, pela base de grandes jogadores, contratações feitas. Eu tenho certeza que irei brigar por títulos e ser muito feliz.

Conteúdo publicado originalmente no site GloboEsporte

Publicada em 22/02/2018, às 21:07

Como estão indo os reforços mais badalados para 2018? Veja raio x

Titular? Reserva? Fazendo gols? Confira o que andam fazendo as contratações dos clubes



O mercado da bola foi movimentado e muitas negociações de impacto fora seladas para 2018. Mas como andam hoje os principais reforços dos times brasileiros? Muitos já são titulares nos seus novos times e estão "voando". Outros ainda estão em busca de espaço. Confira situações.



Henrique chegou ao Corinthians e já encontrou espaço no time titular. O zagueiro já tem dois jogos pelo Timão, porém a equipe foi vazada em ambos os duelos e ainda não venceu com ele em campo (1 a 0 para o São Bento e 1 a 1 diante do Red Bull Brasil).

Emerson Sheik ainda não foi titular desde que retornou ao Corinthians. São três jogos e nenhum gol ou assistência ainda. Ele entrou no segundo tempo dos três duelos.

Júnior Dutra chegou e conquistou seu espaço. Reserva nos dois primeiros jogos do Paulistão, ele marcou no segundo duelo (goleada por 4 a 0 sobre o São Caetano) e não demorou para virar titular. Ele esteve em campo nos oito jogos no Paulista, sendo titular em cinco oportunidades.



Lucas Lima chegou com tudo no Palmeiras. Oito jogos (todos como titular), um gol e três assistências. Tudo isso invicto - com seis vitórias e dois empates.

Gustavo Scarpa ainda está buscando seu espaço no Palmeiras. São três jogos, todos saindo do banco, sem gol ou assistência.

Marcos Rocha começou bem pelo Palmeiras. Titular em sete jogos e dono de quatro assistências.

Gabigol está iluminado em seu retorno ao Santos. Três jogos, todos como titular, e três gols - um em cada duelo. O último garantiu vitória no clássico sobre o São Paulo, no Morumbi.

Eduardo Sasha também está brilhando no Santos. O atacante tem sete jogos, dois gols e uma assistência. Ele ganhou vaga como titular em sua quarta partida e não perdeu mais o lugar.

Diego Souza já fez nove jogos pelo São Paulo, oito deles como titular. São dois gols pelo Tricolor, mas o meia-atacante ainda não solucionou os problemas do Tricolor no setor ofensivo.

Nenê chegou ao São Paulo e tornou-se titular, com cinco jogos disputados - todos entre os 11 principais. O meia já tem dois gols pelo Tricolor.

Anderson Martins começou com moral no São Paulo, sendo titular por três jogos - seus três únicos pelo Tricolor até aqui. Depois ele sentiu desconforto muscular na coxa esquerda e uma mialgia na região dorsal.

O meia Luiz Fernando foi titular em todos os sete jogos do Botafogo na temporada, mas ainda não balançou a rede pelo Glorioso.

Kieza está buscando seu espaço no Botafogo aos poucos. O atacante tem três jogos, todos saindo do banco, e um gol - em revés para o Flamengo por 3 a 1 na semifinal da Taça Guanabara.

Henrique Dourado chegou ao Flamengo com muita moral e em alta. Três jogos, todos como titular, e dois gols.

Já o atacante Marlos Moreno está procurando espaço. São apenas dois jogos - e saindo do banco no segundo tempo - e outros dois duelos como opção no banco, ainda sem gol marcado.

Jadson chegou bem ao Fluminense, logo conquistando vaga no time titular. O volante já tem seis jogos pelo Tricolor - todos entre os 11 principais.

O lateral-direito Gilberto já é peça importante no Fluminense: seis jogos, todos como titular, e dois gols marcados - ambos na partida contra o Salgueiro, goleada por 5 a 0 pela Copa do Brasil.

O volante argentino Desábato está em alta no Vasco. São sete jogos e lugar no time titular.

Rildo tem sido reserva neste começo de temporada no Vasco, mas sendo muito utilizado no segundo tempo das partidas. São seis jogos pelo clube (três deles pela Libertadores, saindo do banco) e dois gols.

Fred já tem sete jogos desde que voltou ao Cruzeiro. O atacante fez apenas um gol, mas tem "compensado" com participações em gols e fazendo trabalho de pivô.

O volante Bruno Silva tem quatro jogos na temporada, mas apenas dois como titular - e três como reserva não utilizado.

Roger tem variado entre jogos como titular e reserva. Já são seis jogos pelo Internacional, quatro como titular, e dois gols marcados - ambos em vitória por 3 a 0 sobre o Avenida.

Wellington Silva está buscando espaço no seu começo pelo Internacional. São dois jogos, ambos entrando no segundo tempo, e um como reserva não utilizado.

O lateral-direito Madson tem cinco jogos pelo Grêmio, todos como titular de time alternativo que vinha disputando o Campeonato Gaúcho.

O meia Alisson conseguiu lugar entre os titulares no Grêmio. São oito jogos pelo Imortal, três entre os 11 principais, e um gol marcado.

Conteúdo publicado originalmente no site Lance!