Publicada em 29/01/2018, às 11:57

Entenda a importância dos pontas no São Paulo e por que clube busca reforço

Modelo de jogo da comissão técnica de Dorival dá papel fundamental para atletas da posição

Marcos Guilherme é uma das armas do São Paulo (Foto: Rubens Chiri/saopaulofc.net)

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O São Paulo continua no mercado atrás de atletas velozes de lado de campo. A busca por um reforço com essa característica tem explicação: os pontas são fundamentais no modelo de jogo do técnico Dorival Júnior.

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Os treinos da (curta) pré-temporada, os primeiros jogos do ano, números e as próprias declarações do comandante confirmam isso.

Dorival elogiou as contratações de Nenê e Tréllez (dependem de exames e assinaturas), mas disse que trabalhava outros nomes e posições.

Em 2017, por exemplo, o ponta Marcos Guilherme só fez menos gols (seis) do que Hernanes (nove) desde sua estreia. Com um detalhe: o Profeta era o homem das bolas paradas e fez cinco gols em cobranças de pênaltis e faltas.

No Manchester City de Pep Guardiola, cujo modelo de jogo é referência para Dorival, o ponta Sterling é o vice-artilheiro da temporada, com 19 gols (Aguero lidera, com 25 gols). Só uma coincidência?

– Talvez seja uma coincidência, talvez não, porque o Marcos é um jogador que busca muito as penetrações e as movimentações em progressão. Ora ele iniciando jogadas, ora finalizando as jogadas. É uma característica que ele tem que aproveitar e intensificarmos ainda mais, para criar mais possibilidades, com mais jogadores em condições de finalizar – disse Dorival, em entrevista no dia 12 de janeiro.

Mas por que os pontas são tão importantes? Vejamos abaixo;

A derrota por 2 a 1 para o Corinthians, no clássico do último sábado, no Pacaembu, traz exemplos importantes nesse sentido.

Alguns dos principais lances de perigo criados pelo São Paulo saíram em jogadas preparadas ou concluídas com os pontas.

O gol do São Paulo, por exemplo, acontece porque Brenner, ponta pela esquerda na formação inicial, acompanha a jogada pelo lado invertido e completa o cruzamento de Éder Militão na diagonal.

Veja abaixo o espaço criado com a jogada parada e depois o vídeo.

Militão aciona Brenner e o atacante faz o gol do São Paulo (Foto: Reprodução)



No segundo tempo, por duas vezes, Marcos Guilherme fez o "facão" (infiltração na diagonal e por trás da defesa) logo após Jucilei receber a bola. É uma orientação de Dorival.

O volante fez o lançamento com precisão, e o ponta: na primeira vez deixou Brenner na cara do gol, mas o atacante permitiu o corte de Balbuena, e na segunda fez o gol em posição irregular.

– Fico triste pelo resultado, mas precisamos levantar a cabeça porque tem muito campeonato. A orientação que o Dorival nos dá é ficar bem aberto e, quando o volante ou o meia pegar a bola, a gente entrar em diagonal para sair na frente do gol. Essa é a jogada, vem dando certo desde o ano passado. É indiscutível a qualidade do Jucilei. Eu sei que, quando ele levantar a cabeça, eu tenho que fazer o movimento porque a bola vai chegar boa. Mas também não posso falar muito, porque o pessoal vai começar a marcar e a saber (risos).

Veja abaixo os lances parados das jogadas

Marcos Guilherme observa Jucilei e infiltra por trás da defesa do Corinthians (Foto: Reprodução)



Diante do Mirassol, na primeira vitória do São Paulo na temporada, Marcos Guilherme novamente foi importante. Ele iniciou e concluiu o contra-ataque do segundo gol, no triunfo por 2 a 0.

No atual elenco, Marcos Guilherme é o único ponta mais rodado com essas características que está sendo usado. As outras opções (Caique, Paulinho e Brenner, centroavante e que também faz a função) são da base.

Maicosuel e Júnior Tavares, testados na primeira rodada na derrota por 2 a 0 para o São Bento, sequer foram relacionados contra Novorizontino, Mirassol e Corinthians.

Assim, a diretoria continua de olho em jogadores velozes de lado de campo. Carlos Eduardo, do Goiás, foi descartado pela pedida financeira considerada alta.

Conteúdo publicado originalmente no site GloboEsporte

Publicada em 09/02/2018, às 11:11

Dorival pode atingir marca que foi batida pela última vez por Muricy Ramalho no São Paulo

Caso vença o duelo da próxima quarta-feira, contra o CSA, pela Copa do brasil, técnico alcançará uma marca inatingível desde março de 2015

(Foto: Érico Leonan/saopaulofc.net)

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Pela segunda vez, Dorival Jr está próximo de quebrar um longo jejum no comando do São Paulo desde que chegou ao Morumbi. Vindo de três vitórias consecutivas, o treinador, caso vença o duelo da próxima quarta-feira, contra o CSA, pela Copa do brasil, alcançará uma marca inatingível desde março de 2015, quando Muricy Ramalho ainda estava à frente do Tricolor.



Na época, o São Paulo acabou superando o São Bento, Ponte Preta, San Lorenzo, este pela Libertadores, e Marília, somando quatro vitórias consecutivas. Ainda assim, não conseguiu alçar voos altos na temporada e teve de se contentar com mais um ano sem qualquer título conquistado.

Em 2017, já sob o comando de Dorival Jr, o São Paulo esteve muito próximo de vencer quatro jogos de maneira consecutiva. Foi na reta final do Campeonato Brasileiro. Depois de superar Flamengo, Santos e Atlético-GO, bastava ao Tricolor levar a melhor sobre a Chapecoense, no Pacaembu, para acabar com o jejum, no entanto, o time catarinense conseguiu sair de campo com um empate em 2 a 2.

Vindo de triunfos sobre Madureira, Botafogo-SP e Bragantino, Dorival Jr, ainda assim, tenta se livrar de uma vez por todas da grande pressão que se instalou no clube neste início de temporada. Para isso, o comandante são-paulino trabalhará duro neste Carnaval para que sua equipe, enfim, chegue à quarta vitória consecutiva. Mais do que o jejum, o resultado é de extrema importância pelo fato de o próximo jogo da equipe ser válido pela segunda fase da Copa do Brasil, contra o CSA, de Alagoas.



Conteúdo publicado originalmente no site Fox Sports