Publicada em 29/01/2018, às 17:12

Aniversariante, Wagner orienta os mais jovens no Vasco a "esquecer" torcida e juiz

Cruz-maltino vai estrear na Libertadores no Chile contra a Universidad de Concepción, e meia espera ambiente hostil e avisa sobre arbitragem: "É completamente diferente do Brasileiro"

Wagner disputa a bola com Vinícius Júnior no clássico entre Vasco e Flamengo no Maracanã (Foto: André Durão/GloboEsporte.com)

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Nesta segunda-feira, o meia Wagner completa 33 anos e passará o aniversário na preparação para a estreia do Vasco na Libertadores, contra o Universidad de Concepción, no Chile. Como um dos jogadores mais experientes do elenco, o meio-campista afirma que está orientando os mais jovens que disputarão o torneio pela primeira vez. Entre os conselhos, o jogador afirma que é preciso "chegar forte" e "esquecer o juiz".

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- Meu papel é o mesmo que eu estou exercendo desde que cheguei ao Vasco, no ano passado. Eu converso bastante com os jovens, estou sempre com eles, a gente tem uma relação muito boa. Eles confiam bastante em mim, no Martín, nos mais velhos. A gente procura passar as experiências. No voo, a gente veio conversando como era jogar contra o Boca na Bombonera lotada, pegar o Estudiantes fora, na final. Eles estão começando agora, ainda vão passar por isso. Mas eu procuro deixar claro o seguinte: são 11 contra 11, entendam isso, vão com essa mentalidade, esquece o lado de fora, esquece o juiz. É completamente diferente do Campeonato Brasileiro, do Carioca. Usa a travada e chega forte. Na hora em que eles entenderem isso, depois de 15 minutos passa o frio na barriga, cada um já entra no clima, e a gente resolve dentro de campo - disse o meia, em entrevista ao "Seleção SporTV".

Wagner espera que o estádio Municipal de Concepción, local da partida, esteja lotado de torcedores adversários. Mas diz que o Vasco precisa esquecer a torcida rival, se concentrar e não dar espaços para a Universidad de Concepción.

- Vai ter uma atmosfera que só a Libertadores tem. Vai estar casa cheia, o jogo vai ser muito truncado, muito forte. A gente quer controlar a partida, não dar brecha para eles, não dar oportunidade alguma. Uma, duas bolas que a gente tiver, a gente tem que matar o jogo. Não tem margem para erro. O erro tem que ser o mínimo possível para que a gente consiga um bom resultado.

Após as saídas de Nenê e Matheus Vital, Wagner será um dos responsáveis pela criação de jogadas, mas afirmou que não teme a pressão de liderar o Vasco na Libertadores.

- Para mim, é tranquilo. Com 19 anos, quando eu cheguei ao Cruzeiro, toda a torcida tinha uma grande expectativa em cima de mim, e eu tinha 19 anos e tinha que suprir a ausência do Alex. Fomos campeões, várias coisas boas aconteceram. No Fluminense, tinha Thiago Neves, Conca, Deco. Todo mundo saiu, ficamos apenas eu e Sobis. Essas cobranças no futebol acontecem. Com 33 anos, eu já sei como eu devo me comportar. Vou apresentar o mesmo profissionalismo, ter a cabeça erguida e tentar honrar a camisa. Trabalho todo dia, estou sempre tentando melhorar. Não tem nada de mais.

Nas quatro partidas em 2018, o Vasco soma apenas uma vitória, um empate e duas derrotas. Mas Wagner acredita que o elenco esteja evoluindo.

- As condições não são as ideais. Mas, dentro daquele contexto que tinha, o Zé, com a comissão, preparou muito bem. Todas as nossas férias, eles trabalharam, planejando da melhor maneira que tinha que ser feito. Foram duas semanas de dois turnos, direto. Foi muito bem realizado. Vamos esquecer tudo que ficou para trás de ruim, vamos pensar em coisa boa. Estamos chegando bem, fortes, focados. Estamos competindo bem melhor do que na primeira partida, contra o Bangu. Isso está dando mais tranquilidade para entrar em campo na quarta-feira.

Wagner revelou também que o Vasco terá novidades nas próximas semanas. No entanto, neste primeiro momento, o técnico Zé Ricardo vai manter uma formação mais próxima da que começou o ano.

- O Zé tem novidades que ele quer testar mais à frente, mas vai precisar de tempo para ajustar a equipe. Eu, o Ewander, ou talvez um jogador que chegue ao Vasco vai entrar nessa formação, suprindo a ausência do Nenê, que saiu. Pensando de imediato, o Zé passou para a gente que não vai desformatar a equipe, que não quer mexer em duas, três posições para corrigir uma. Por enquanto, cada um vai se manter na posição em que está e, dessa maneira, a gente vai poder jogar mais compacto e não vai ter muita coisa nova para absorver.

O Vasco enfrenta a Universidad de Concepción na próxima quarta-feira, às 21h45m. O SporTV transmite ao vivo, com narração de Luiz Carlos Jr. e comentários de Lédio Carmona.

Conteúdo publicado originalmente no site Sportv

Publicada em 23/02/2018, às 13:47

Zé Ricardo recebe proposta tentadora do Al-Ahli e pode deixar o Vasco

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O técnico Zé Ricardo pode deixar o Vasco. O comandante recebeu uma proposta tentadora do Al-Ahli, dos Emirados Árabes, e terá uma conversa definitiva com a diretoria. Os valores estão muito acima do que o Cruzmaltino pode pagar.



O contrato seria de R$ 23 milhões por três anos. No Vasco, o treinador recebe salário de cerca de R$ 170 mil, consideravelmente inferior ao que foi oferecido pelo Ah-Ahli.

A conversa é para um aumento salarial e ampliação do vínculo até dezembro de 2019. Zé Ricardo, desta forma, passaria a receber vencimentos na casa de R$ 250 mil, ainda bem abaixo do que os árabes acenam.

O Vasco mostrará ao profissional a sua importância no processo de reestruturação do futebol do clube e afirmará que a continuidade em São Januário é fundamental para o projeto idealizado pela nova direção.



Conteúdo publicado originalmente no site UOL Esporte